domingo, 18 de agosto de 2013

Maria Canta Seu Itinerário de Fé

18/08/2013
Maria Canta Sua Fé ao Deus que Liberta
Maria alegra-se, ao proclamar um Deus que chama, que se manifesta sem considerar os limites das pessoas, pois ela, foi criada numa família pobre e desposou um simples carpinteiro.
Maria é consciente da sua humildade e louva o Salvador, porque Ele preenche o coração das pessoas, especialmente dos mais pequenos. Com sua graça e sua ternura, Ele oferece a sua libertação.
Maria, serva do Senhor, participará da grande libertação de Deus em favor das pessoas, pelo papel que desempenhou na encarnação, na morte e na Ressurreição de Jesus.
No Magnificat. Maria reconhece a ação de Deus como parte de um grande e longo processo de cortar as esperanças humanas orgulhosas e de exaltar os humildes.
Assim como Maria. Reconhecemos nossa própria fragilidade e humilhação. Sentimos o peso do mal e do pecado presentes em nós e no mundo. Sonhamos com um mundo novo e, com fé e esperança, clamamos por ele e nos comprometemos na sua construção.
Maria, com coração pobre, e solidária com as dores e os anseios do povo, é sensível à ação do Espírito Santo. Ela nos convida a reconhecer e experimentar Este Deus que liberta e entoar, com nossa própria voz, um hino de súplica confiada, de louvor e de agradecimento.

Rezemos com Maria o seu Itinerário de fé..

A minh'alma engrandece ao Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.

Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.

De bens saciou os famintos
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

Como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

sábado, 17 de agosto de 2013

Dom Eduardo R. Quintella reflete sobre a Igreja Servidoura

17/08/2013
Igreja Servidora da Palavra de Deus


De fato, a Igreja vive de Jesus Cristo, seu Senhor e princípio, cabeça e pastor. E Jesus Cristo pelo dom do Espírito Santo, congrega a Igreja em torno de si, como o Pastor congrega as ovelhas; une a si a Igreja, como a cabeça une a si o corpo e lhe dá vitalidade. Sacramentalmente, de maneira perceptível e eficaz, isso acontece sobretudo no anúncio da Palavra e na celebração dos Sacramentos, sinais da ação salvífica de Deus no mundo.

Sem estar firmemente ancorada na Palavra de Deus e sem ouvir e aprender sempre de novo o que o Senhor diz (“quero ouvir o que o Senhor irá falar!”), a Igreja perde seu rumo, sua força e seu significado para o mundo; poderia, talvez, ser uma “ONG do bem”, mas em nada se distinguiria das demais organizações sociais existentes. Sua força está na Palavra de Deus.

É preciso lembrar sempre que a Igreja e, antes de tudo, ouvinte e discípula da Palavra de Deus. Vale isso, pessoalmente, para todos os batizados, e também para todas as organizações e instituições representativas da Igreja. Em todas as circunstâncias, ela deve tomar primeiro, a atitude de discípula, que se põe a ouvir e acolher, a se deixar “arrebatar” pela Palavra de Deus.
Em seguida, e como consequência necessária do ouvir, cada cristão, e a Igreja como um todo, deve fazer-se servidora dessa Palavra de vida para os irmãos e para o mundo, quer por palavras e iniciativa de proclamação explícita quer pelo testemunho de vida, irradiando a luz e a força transformadora dessa Palavra- Luz para o mundo.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte exorta uma nova Cristologia

17/08/2013
Na contramão, com Jesus.
As bem-aventuranças incendeiam-nos o coração, com oito citações, que fazem a felicidade do discípulo de Jesus! Uma felicidade paradoxal, sem os saldos, nem as facilidades do momento; uma felicidade inversa à escala de valores deste mundo, mais atraído pelos topos de gama e da fama.
As bem-aventuranças não são, todavia, uma promessa, para Deus nos pagar no além. Nem um desejo, que nos fique sempre aquém. São, pelo contrário, uma palavra de felicitação, que nos oferecem um programa de vida, que faz chegar à alegria de Deus, já e agora, ao coração de quem só Nele tudo espera.
O projeto divino atrai somente quem a ele dirige seu coração. O projeto divino é atraente somente a quem se faz discípulo de Jesus, alguém disposto a viver a Sabedoria do Evangelho, que é totalmente diferente das expectativas imediatistas da humanidade de nossos tempos.
Os que são atraídos para a Montanha, ali são chamados de bem-aventurados, porque se assumirem a proposta de vida de Jesus, tornam-se verdadeiros discípulos e discípulas de Jesus.
Continua válido para todos nós, como indivíduos e como comunidades, o desafio de estar “na contramão, com Jesus”, como diz Frei Carlos Mesters. Não somente na contramão da sociedade, mas com uma proposta de construção de uma sociedade fundamentada nos princípios do Sermão da Montanha, os de solidariedade, justiça, fraternidade e paz.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 11 de agosto de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Dom Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte- Análise Teológica da Visão de Fé do Discípulo Amado

10/08/2013
A experiência do discípulo amado.
 A experiência do discípulo amado, na manhã da ressurreição, é modelar para quem quer seguir Jesus. Logo que tomou conhecimento do sepulcro vazio, ele correu para lá, seguido pelo apóstolo Pedro. Quando entrou no lugar onde o corpo do Mestre tinha sido colocado e não o encontrando, viu e creu que tinha ressuscitado.
A visão que o levou à fé não podia ser puramente sensorial. Neste caso, ela supera a visão humana e atinge uma profundidade só acessível ao coração. Assim, toca-se o mais profundo da realidade. Trata-se de um ver teológico, dinamizado pelo Espírito, que permite penetrar no mistério de Deus, na medida em que a limitação humana for capaz.
Partindo deste requisito, compreende-se por que os adversários nunca superaram a simples visão física de Jesus e de seus feitos e palavras. Incapazes de ir além, jamais puderam reconhecer Ele o Filho de Deus e chegar ao ato de fé.
O discípulo amado estabelecera com Jesus uma relação de tamanha intensidade que, ao ver o sepulcro vazio, pode dar o salto da fé. Não que o sepulcro vazio fosse uma prova da ressurreição, e sim porque, ao contemplá-lo, pôde compreender todo o mistério que envolvia o evento Jesus, chegando a atingir-lhe o âmago: o Filho era objeto do amor do Pai, o qual não permitiria que Ele experimentasse a corrupção. A visão física, portanto, serviu de pretexto para algo muito mais profundo.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Reflete Sobre o encontro com o Senhor

10/08/2013
Encontro com O Senhor
Deus nos fala de diversas maneiras, especialmente, no silêncio do coração. Por isso, não podemos medir esforços na defesa do projeto de Deus. Todavia, no evangelho, percebemos que é preciso atravessar as ondas da resistência para construir o Reino de Deus, pois o Senhor é nossa segurança nas tempestades da vida.
Na verdade, mais que irmos ao encontro de Deus, é Deus mesmo que vem ao nosso encontro nos mais diferentes momentos da vida. Quem tem os olhos do coração atentos e os ouvidos da alma abertos, vê e ouve a presença divina em suas vidas porque Deus, em sua linguagem, comunica-se com os olhos e os ouvidos de nossa vida interior.
Em nosso cotidiano, Jesus se aproxima de nós e não o percebemos, não o escutamos. Com certeza nos permitimos sufocar pelas coisas do mundo. Não paramos para escutar Jesus no silêncio. As águas do mar vida nos sufocam e nos tornam cegos e surdos para a presença e a escuta de Jesus.
Vivemos a semana inteira na correria, no estress, no meio do barulho ensurdecedor. Temos direito e necessidade de um momento de paz verdadeira e intensa, restauradora de nosso coração para a semana que começa.
Só o Espírito, que age na brisa, restaura, recompõe, reconforta, reanima, recoloca nossa alma na paz do Senhor para voltarmos a caminhar nos caminhos do Senhor.
Fé não é só acreditar na existência divina, mas é comungar, é aderir, é conviver, é relacionar, é estar junto, é participar das mesmas coisas buscando, na relação, a realização de algo que possa dar sentido a tudo na vida e realizar um plano que o Senhor tem para cada um de nós.
Viver na fé é buscar a conhecer o plano de Deus e realizá-lo mesmo que para isso tenha que ir contra a maré do mundo, afinal nosso mundo é capitalista, hedonista, materialista, egoísta. E nunca vai olhar com os olhos de Deus.
Por isso que quem está em Deus e busca ver como Ele vê vai contra o fluxo do mundo e por isso não é aceito, é perseguido. Para isso é só olharmos os santos de nossa Igreja analisemos suas vidas e veremos se todos eles não foram contra a maré do mundo.
 +Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dom Eduardo Rocha Quintella Reflete sobre o Pão Partido

02/08/2013
Partilha do Pão


Como Igreja, e membros da comunidade de fé, somos gratuitamente convidados a participar do banquete messiânico. Jesus nos convida a alimentar de sua palavra e da eucaristia para que nenhum de nós venhamos a passar fome.
Jesus propõe a superação da fome e da miséria, pois ao se compadecer dos pobres e famintos, nos ensina que devemos ter compaixão e partilharmos com eles o muito ou o pouco que temos, pois Deus não abandona seus filhos.
A partilha do pão, que passa pelas mãos de Jesus, é um fato concreto de que o Reino é possível entre nós.  A Palavra de Deus reflete a realidade histórica de fome de séculos. No Brasil, múltiplas iniciativas visam a acabar com a fome. A realidade da fome e da pobreza é gritante.
A benção de Jesus sobre os pães e peixes que os discípulos lhe trazem significa redirecionar a Deus aquilo que é de Deus. Significa desvincular os bens da posse excludente para libertar o dom de Deus em sua criação colocando-o ao alcance de todos.
A benção liberta também o coração e a generosidade leva à partilha e à saciedade de todos. A sobra indica a eficiência da generosidade. A partilha é a expressão do amor de Jesus. Nada nos separa deste amor que se manifesta, hoje, nas pessoas e comunidades que buscam a justiça e constroem a fraternidade.
Na abertura solidária para os outros, não podemos esquecer que a melhor oferta de pão, que ninguém recusa porque não marginaliza ou exclui, é o amor, a acolhida, o respeito à dignidade de cada pessoa. Talvez esse seja o pão de que mais se tenha fome em nossos dias.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

terça-feira, 30 de julho de 2013

Dom Eduardo Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Exorta Sobre o Batismo.

30/07/2013
Batismo e Vocação
Vocação é uma palavra que vem do latim: "vocare" que significa chamar, chamado: ato de chamar, de escolher. O chamado é sempre uma iniciativa da parte de Deus; é Ele que escolhe e chama. Da pessoa chamada depende uma resposta livre e consciente, para que a vocação se concretize.
Deus nos chamou. Desde toda a eternidade destinou o ser humano a uma vocação natural: a existência, e nos chama constantemente em cada circunstância de nossa vida.  Ele nos vocacionou à vida: ser gente, à imagem e semelhança d' Ele. (Gen 1,26). O verbo chamar sempre nos direciona a uma missão: somos chamados a realizar o que Deus nos confia.
Ele deixou toda criação aos cuidados do ser humano, vocacionando-o ao amor, à união e à perpetuação da espécie, mas essa vocação só se realiza plenamente, quando o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, entram em comunhão com a Trindade.
O ser humano é chamado a prosseguir no caminho do Senhor, Verdade e Vida. É no Batismo que a pessoa humana assume a verdadeira Identidade Cristã, tornando-se servidora do Reino.
A verdadeira vocação humana e cristã é de viver em comunhão e participação: ser povo de Deus. Logo, a vocação primeira de toda pessoa é a vocação batismal. Pelo Batismo, o cristão é chamado pelo Pai, adotado como filho e justificado de seus pecados; é incorporado a Jesus Cristo, ungido pelo Espírito Santo. Começa a pertencer à Igreja e é enviado para a missão: povo de Deus comprometido com a Igreja.
Viver a vocação batismal exige: uma Igreja sem discriminação, onde a dignidade de cada um dos seus membros é respeitada; todos os batizados têm direito de participar, pois todos são vocacionados a serem Santos e Santas; Inspirar-se no Espírito de Jesus recebido no Batismo.
A vocação batisma, nos leva a perceber que as vocações específicas são apenas desdobramento do batismo e não novas vocações. A única e verdadeira consagração é a que acontece no batismo.
As vocações específicas não são novas consagrações, mas sim a realização do batismo, através de uma resposta pessoal. O Mistério do nosso chamado, da nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito, onde cada um de nós se encontra com Deus, qualquer que seja a maneira, esse encontro é sempre único para cada um.
O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano. Mas o encontro com o Deus amor, quando autêntico, sempre está acompanhado da tomada de consciência de pertencer a uma comunidade, que o próprio Deus reúne e convida à mesa, e somos introduzidos neste mistério pelo batismo, e como família compartilhamos da vida de Deus pela eucaristia, unidos no mesmo Espírito, convocados à missão de evangelizar.
Não há vida sem engajamento efetivo no serviço à igreja e à sua missão, cada um deve assumir a sua parte nas responsabilidades e nas tarefas, é exigência do batismo. Qualquer que seja a forma pela qual queremos viver concretamente o evangelho, qualquer que seja o nosso estado de vida, nenhum de nós pode se eximir dessa contribuição para a vitalidade da missão na Igreja. O Espírito de Jesus deve nos animar de tal modo que todas as nossas relações tenham a sua marca.
Nesta família de Deus, todos temos um rosto humano, e está situado em cada um de nós com as nossas raízes. Deus não desenraiza, não quebra vínculos, mesmo quando nos convida a deixar tudo para seguí-lo, nunca nos pede para renegar as nossas origens, nosso sangue, nosso meio, nosso país e nossa raça.
De fato pertencemos ao povo de Deus que é a Igreja, e por natureza o homem é um ser religioso, porque provém de Deus e para Ele caminha, e o homem só vai viver uma vida plenamente humana se viver livremente a sua vida com Deus. Cabe a todos nós corresponder ao desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em tomo da sua mesa.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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