segunda-feira, 5 de maio de 2014

MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO – 05/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella 

Bispo Diocese Belo Horizonte 

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MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO – 05/05/2014 

O Mistério da Encarnação do Filho de Deus, que se fez Homem tal como nós, não 

deixa de  provocar esperança  nos cristãos de todos os tempos. 

De fato, só à luz da Sua morte e Ressurreição, a Sua encarnação ganha pleno sentido. 

Com o seu nascimento, teve início a nossa salvação. 

EUCARISTIA E PAZ – 05/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

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EUCARISTIA E PAZ – 05/05/2014
Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai e assim somos convidados a rezar o Pai-Nosso.

É uma oração de relacionamento e de entrega. Ao nos abrirmos ao Pai, uma profunda sensação de integridade e descanso toma conta de nós.

Como cristãos, fazer a vontade do Pai é tão importante para nosso espírito quanto o alimento é para nosso corpo.

A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Sacerdote eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele creem. Comungar é receber Jesus Cristo, para alimento de vida eterna.

A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo.

A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição.
Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.

domingo, 4 de maio de 2014

Peregrinação da Fé - 04/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella 

Bispo Diocese Belo Horizonte 

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Peregrinação da Fé - 04/05/2014

Ao longo de nossa vida vamos cultivando amizade pessoal com Cristo. Encontramo-lo na palavra do Evangelho, no pão da Eucaristia, no rosto do irmão que sofre na contemplação orante. 
Ruminando as palavras do Evangelho, deixando que o corpo vivo e ressuscitado de Jesus fortaleça nossa vida nova, acolhemos a clara bondade que chega até nosso ser mais intimo. 
Percorrendo o caminho que conduzia à aldeia de Emaús, dois dos discípulos partilhavam a decepção pela morte de Jesus. As esperanças foram frustradas. 
Enquanto o faziam, Jesus cruzou-se no caminho, interveio no diálogo e, ainda antes de o reconhecerem, interpelou-os: Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória. ( Jo 24, 25-26). 
Depois, abriu-os para o significado do que acontecera, a partir das Escrituras. A Palavra de Deus transformou aquele encontro em acontecimento, desvendou o que a fragilidade humana não conseguia entender. No seu caminhar, os discípulos de Emaús encontraram, então, um novo sentido. 
A vida cristã é uma peregrinação constante. É preciso acertar com o caminho verdadeiro que nos conduz à meta, a plenitude de vida em Cristo. 
No nosso longo e duro caminhar de peregrino, se confiarmos unicamente nas nossas forças, poderemos perder o rumo e as nobres aspirações que nos animam, sujeitando-nos a condições de mera sobrevivência a troco de qualquer tipo de recompensa ou remuneração. 
A Palavra de Deus é a luz indispensável que dá resposta às questões fundamentais da existência: quem somos de onde vimos, para onde caminhamos. É uma palavra viva, reveladora da verdade, que interpela, orienta e molda a existência, tornando-a digna de filhos de Deus. 
Numa sociedade como a nossa, marcada pelo pragmatismo materialista, que coloca os interesses econômicos acima da satisfação das necessidades fundamentais dos seus membros. 
A Palavra de Deus denuncia essa dignidade humana ameaçada e obriga ao empenhamento pessoal e social para a repor, uma vez que os empobrecidos hão-de ser sempre tratados com o respeito devido à dignidade de cada pessoa humana. 
O diálogo dos dois discípulos com o ressuscitado teria chegado ao fim se estes não o tivessem convidado para ficar com eles. Sentou-se à mesa, abençoou o pão, partiu-o e entregou-o aos discípulos. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no.
O Senhor parecia resolvido a prosseguir o seu caminho, mas eles retiveram-no. Retém o empobrecido se queres reencontrar o teu Senhor. O Senhor manifestou-se no partir do pão.
Se a Palavra abre horizontes e indica o rumo do nosso peregrinar, a Eucaristia é o alimento do nosso caminhar. Fonte e cume da vida cristã, na Eucaristia verificamos como o Senhor não falha ao que promete: Eu estarei convosco até ao fim do mundo (Mt 28, 20). 
Ele vem ao nosso encontro. Então, a nossa vida ganha um novo sentido, porque fazemos a experiência de que não caminhamos sozinhos: Ele é o guia que nos conduz por caminhos exigentes, o alento para ultrapassarmos dificuldades, a plenitude do amor, dom prometido para os que o seguem até ao fim. 
É na Eucaristia, particularmente celebrada ao Domingo, que os cristãos quebram o isolamento, exprimem e alimentam a comunhão na fé, integradora das diferenças de língua, cultura, tradição e condição social. 
Mas, a experiência da ressurreição, os discípulos de Emaús não a guardaram só para si. Imediatamente se dirigiram para Jerusalém, ao encontro dos Onze, para lhes comunicarem: Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. 
E, nisso, foram acompanhados por muitos outros que, por causa desse testemunho enfrentaram críticas e perseguições, numa fidelidade que, em muitas circunstâncias, os conduziu até ao martírio. 
Celebrar a Páscoa implica projetar à nossa volta a luz da ressurreição, fermento da nova criação, empenhando-nos no acolhimento e solidariedade para com os empobrecidos, na procura das soluções mais justas para os seus problemas pessoais e familiares, na busca dos meios que, de forma justa e equilibrada, salvaguardem os direitos e deveres de quem acolhe e de quem é acolhido. 

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
RESSURREIÇÃO - 04/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella

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RESSURREIÇÃO - 04/05/2014

Quem se aproxima de nos é o Ressuscitado.

Leva em seu corpo os sinais do amor até o extremo e através deles nos oferece

uma vida nova.

Sua ressurreição manifesta ao mundo que a morte foi vencida.

Deus abre para nós a esperança de uma vida nova.

sábado, 3 de maio de 2014

A FÉ TRAZ CONSIGO CONVERSÃO - 03/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella 

Bispo Diocese Belo Horizonte 

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A FÉ TRAZ CONSIGO CONVERSÃO - 03/05/2014

A liturgia do IIIº domingo da Páscoa convida-nos a descobrir esse Cristo vivo ressurreto que acompanha os homens pelos caminhos do mundo, que com a sua Palavra anima os corações, que se revela sempre na comunidade dos discípulos que se reúne para celebrar a Eucaristia, formando discípulos da ressurreição diante dos homens.

A catequese que Lucas nos propõe hoje nos garante que Jesus, vivo e ressuscitado, caminha ao nosso lado. Ele é esse companheiro de viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro, mesmo se nem sempre somos capazes de reconhecê-lo, e de encher o nosso coração de esperança.

É quando nossos olhos do coração se abrem para descobrir Jesus vivo, e sempre que nos sentamos à mesa com a comunidade e partilhamos o pão que Jesus nos oferece, damo-nos conta de que o Ressuscitado continua vivo, caminhando ao nosso lado, alimentando-nos ao longo da caminhada, ensinando-nos que a felicidade está no dom, na partilha, no amor. 

Sempre que nos juntamos com os irmãos à volta da mesa de Deus, celebrando na alegria e na festa o amor, a partilha e o serviço, encontramos o Ressuscitado a encher a nossa vida de sentido, de plenitude, de vida autêntica.

Também a nós Jesus nos explica as Escrituras. Diz-nos que nelas encontramos as palavras que nos ajudam a passar da escuridão à luz, da tristeza à esperança, da solidão à felicidade do encontro, do medo à audácia. 

A fé traz consigo conversão; dar a volta. A viagem de ida é triste, pessimista, com os olhos fechados, com grande desilusão. Mas aconteceu algo decisivo: Jesus saiu ao seu encontro. Recuperaram a fé e a esperança. E regressam cheios de alegria, abertos os olhos do coração e da inteligência, impacientes, com entusiasmo e necessidade de anunciar a Boa Notícia.

Sabemos que Jesus ressuscitado está na pessoa desconhecida, no peregrino que se aproxima na escuta da Palavra, no acolhimento, no partilhar. É nossa missão: anunciar a Boa Notícia, ser testemunhas da ressurreição. 

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
VIDA DE JESUS - 03/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella

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VIDA DE JESUS - 03/05/2014

Quando Jesus toma posse da nossa vida, não significa apenas que o passado foi esquecido e perdoado; se isso fosse tudo, talvez continuássemos vivendo a mesma bagunça de vida novamente, o que não é o caso.

Nessa vida entra um novo dinamismo, que nos capacita a ser aquilo que nunca seríamos capazes de ser e fazer se estivéssemos sozinhos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Autonomia e Racionalidade- 02/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

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Autonomia e Racionalidade- 02/05/2014

O conceito de pós-modernidade ainda é um tema controvertido. Fala-se em hipermodernidade, alta modernidade ou modernidade tardia, modernidade radicalizada, modernidade líquida. A compreensão comum, entretanto, é que a chamada pós-modernidade inclui a modernidade e não pode ser compreendida sem ela.

A lógica deste ideário moderno exige dois outros aspectos da individualidade: a autonomia e a racionalidade. O significado etimológico de autonomia é ter a lei em si mesmo, a capacidade do indivíduo agir movido e orientado por sua própria consciência, assumindo, portanto, a responsabilidade pelos seus atos. Autonomia implica todo poder normativo subordinado à consciência individual e, consequentemente, a rejeição de todo poder arbitrário e dogmático. Por esta razão, o processo moderno rejeita a religião e a divindade representada por ela.

Nesse contexto, a racionalidade surge como necessária, ou mesmo é uma decorrência da autonomia. O homem moderno deseja fazer sempre e em todo lugar uso da própria razão. Uma sociedade que supervaloriza a subjetividade, a liberdade, a autonomia e a razão do indivíduo, evidentemente, privilegia a vivência de espiritualidade sem a tutela institucional.

O saldo da modernidade é o rompimento com as instituições sociais religiosas e o abandono da pessoa humana à sua própria consciência e à mercê de sua liberdade. Juntamente com a espiritualidade pós-moderna, marcada pela subjetividade individual, livre da tutela das instituições sociais religiosas, surge o mercado religioso, com uma fé privatizada. Isso, em parte, explica o que vivemos hoje, não apenas no mundo religioso em geral, como também no emaranhado de seitas cristãs, pois onde não há Deus, cada um faz o que é certo aos seus próprios olhos.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocesano Belo Horizonte

quinta-feira, 1 de maio de 2014

AÇÃO MISSIONÁRIA- 01/05/2014

Dom Eduardo Rocha Quintella

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AÇÃO MISSIONÁRIA- 01/05/2014

A mística se revela na intimidade do encontro com o Senhor. O ser humano tem sede deste encontro, procurando responder às diversas situações vividas; nas alegrias agradece, nas dúvidas procura respostas e nos sofrimentos, alívio. Esta maneira de buscar a Deus pode ser caracterizada como satisfação pessoal e muitas vezes egoísta. Todavia, pode-se afirmar que mística é esta sede de Deus, não só a nível pessoal, mas também em relação ao outro. É ela que faz a articulação entre o sentir Deus e o agir em Deus, o testemunhar a experiência de um Deus que passa pelo humano e fazer desta uma experiência divina.

A vivência humana torna-se divina na medida em que se torna missionária e passa a ser universal: todos se fazem um. A ação missionária leva o ser humano a uma práxis, gerando testemunho em suas dimensões vitais: social, política, econômica e religiosa. Assim, o cristão torna-se militante no serviço à vida. Pode-se dizer que entre mística e missão existem alguns elementos que se complementam. A partir da vivência cristã, nasce um real testemunho humano que faz o caminho divino, sendo inundado pela mística que fundamentalmente é vivenciar o encontro com Deus manifestado na prática histórica de Jesus.

Exercendo uma práxis política, social, econômica ou religiosa, o que importa é a fidelidade em gerar vida, tornamo-nos verdadeiros missionários e missionárias. Criamos uma nova mentalidade na vivência dos valores humanos e, assim, superamos a globalização para sermos universais. Contemplamos o outro na diversidade e nas diferenças que por vezes nos separam e que podem unir-nos com esta nova práxis, fazendo-nos próximos e gratuitos. Desta forma, o outro nos sugere a vivência de um amor sem fronteiras.

E isto só é possível na medida em que a mística é vivida na dimensão missionária no nosso cotidiano. É ela que torna a verdadeira à ação em nossa humanidade. Podemos então dizer que a mística missionária é o encontro do Humano com o Divino, do Divino com o Humano, e é neste encontro que a missão acontece, é nele que se fazem os discípulos e discípulas, onde se desenvolve a espiritualidade missionária e os grandes testemunhos acontecem.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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