terça-feira, 5 de novembro de 2013


Liturgia Diária - Dia 06/11/2013



Vídeo Aula de Eclesiologia (Igreja) de Comunhão e apostólica

Dia 05/11/2013


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Diocese Católica de Belo Horizonte

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 

+Dom Eduardo Rocha Quintella

Vida que se doa

O Evangelho nos ajuda a descobrir que um cuidado exagerado da própria 

vida depõe contra a qualidade humana e cristã dessa mesma vida. Vive-se 

muito melhor quando temos liberdade interior para doá-la. Aqui 

descobrimos outra profunda lei da realidade: que a vida se alcança e 

amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isso é, 

definitivamente, a missão de cada um de nós.
Ideário Religioso Moderno

O conceito de pós-modernidade ainda é um tema controvertido. Fala-se em hiper-modernidade, alta modernidade ou modernidade tardia, modernidade radicalizada, modernidade líquida. A compreensão comum, entretanto, é que a chamada pós-modernidade inclui a modernidade e não pode ser compreendida sem ela.

A lógica deste ideário moderno exige dois outros aspectos da individualidade: a autonomia e a racionalidade. O significado etimológico de autonomia é ter a lei em si mesmo, a capacidade do indivíduo agir movido e orientado por sua própria consciência, assumindo, portanto, a responsabilidade pelos seus atos. Autonomia implica todo poder normativo subordinado à consciência individual e, consequentemente, a rejeição de todo poder arbitrário e dogmático. Por esta razão, o processo moderno rejeita a religião e a divindade representada por ela.

Nesse contexto, a racionalidade surge como necessária, ou mesmo é uma decorrência da autonomia. O homem moderno deseja fazer sempre e em todo lugar uso da própria razão. Uma sociedade que supervaloriza a subjetividade, a liberdade, a autonomia e a razão do indivíduo, evidentemente, privilegia a vivência de espiritualidade sem a tutela institucional.

O saldo da modernidade é o rompimento com as instituições sociais religiosas e o abandono da pessoa humana à sua própria consciência e à mercê de sua liberdade. Juntamente com a espiritualidade pós-moderna, marcada pela subjetividade individual, livre da tutela das instituições sociais religiosas, surge o mercado religioso, com uma fé privatizada. Isso, em parte, explica o que vivemos hoje, não apenas no mundo religioso em geral, como também no emaranhado de seitas cristãs, pois onde não há Deus, cada um faz o que é certo aos seus próprios olhos.

+Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 3 de novembro de 2013

Diocese Católica de Belo Horizonte 

Dom Eduardo Rocha Quintella

Portal na internet: www.domquintella.com.br 

Dia 03/11/2013

A santidade como meta de vida

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).

A Solenidade de Todos os Santos tem uma particularidade 

muito especial para nós. Aqueles que nós chamamos de santos, 

aqueles que são canonizados, são para nós referenciais de vida. 

A santidade é o passaporte que nos permite entrar no Céu, ela 

abre todas as portas do coração de Deus. Santidade é ter uma 

vida justa, honesta, compassiva, perdão, solidariedade, é viver 

mergulhado em Deus, praticando a vontade d’Ele com tudo 

aquilo que vivemos. Ela manifesta-se na pobreza do Espírito, na 

aflição da alma, na mansidão do coração, na pureza, no 

sofrimento, na misericórdia. Santidade é promover a paz e 

saber sofrer por amor a Deus e ao Seu Reino.

Foto: Diocese Católica de Belo Horizonte 

Dom Eduardo Rocha Quintella

Portal na internet: www.domquintella.com.br 

Dia 03/11/2013

A santidade como meta de vida

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).

A Solenidade de Todos os Santos tem uma particularidade muito especial para nós. Aqueles que nós chamamos de santos, aqueles que são canonizados, são para nós referenciais de vida. A santidade é o passaporte que nos permite entrar no Céu, ela abre todas as portas do coração de Deus. Santidade é ter uma vida justa, honesta, compassiva, perdão, solidariedade, é viver mergulhado em Deus, praticando a vontade d’Ele com tudo aquilo que vivemos. Ela manifesta-se na pobreza do Espírito, na aflição da alma, na mansidão do coração, na pureza, no sofrimento, na misericórdia. Santidade é promover a paz e saber sofrer por amor a Deus e ao Seu Reino.


O Sacrifício na Bíblia 
(Gênesis 22, 1-19)

O livro do Gênesis é repleto de sagas do antigo Israel, veiculando o modo de ver e viver das tribos, que sempre se reportavam às suas raízes. Tais sagas são muito ricas de significado, e a do sacrifício de Isaac, é particularmente significativa do ponto de vista psicológico e social, valido até hoje. 

Do ponto de vista da história das religiões, a primeira coisa a notar é que Deus de Israel é o Deus da vida, e não quer sacrifícios humanos de nenhuma espécie. Ele espera do homem gratidão e exige obediência, não aceitando-as na forma de sacrifício de animais. 

O tema é muito importante: se Deus não quer sacrifícios humanos, muito menos o homem deve praticá-los ou aceitá-los. E entenda-se aqui todo tipo de sacrifício, desde a opressão que diminui a vida, até o ato de matar, que a suprime. Deus é vida, e o homem deve aprender a proteger e a promover a vida. 

O autor sagrado soube dar uma forma especial à saga, do sacrifício de Isaac enchendo-a de reticência e suspense, fazendo com que o leitor participe ativamente de toda a trama, ora identificando-se com Abraão ora com Isaac. As dimensões do segredo e do silêncio mantêm o suspense, levando o leitor a contribuir com o seu próprios sentimentos. 

Já de início somos advertidos de que o conjunto constitui uma prova, uma experiência. Prova é colocar algo ou alguém numa determinada situação para ver como reage. Só que no caso da coisa, a reação é física, e no caso do homem, além de física, é principalmente psíquica, já que o homem possui a instância superior da liberdade. É assim que Dt 8,1-6 classifica o tempo do deserto para Israel: Javé queria ver como Israel reagia à prova. 

Porque Deus queria prova. Sem dúvida ver se Abraão não tinha se acomodado. Isaac era o esperado filho através do qual iria se realizar a grande promessa de ser um futuro povo numeroso (Gn 12). Bastava isso. Era necessário ver se Abraão continuava alerta na fé e na obediência, pois o futuro pertence em primeiro lugar a Deus. É temendo e obedecendo a Deus que o homem alcança o futuro.


Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Católica Belo Horizonte

Oração da Igreja

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também 

"Em verdade vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18.18,19). 

O que se rejeita é a possibilidade de obrigarmos Deus a nos atender no momento que desejamos, como se Ele é que fosse o servo ou o vaso em nossas mãos. Se a resposta à oração demora é porque há um propósito divino acima de nossa vontade, Ele conhece e deseja o que é muito melhor para nós. Além disso, como pessoas limitadas e imperfeitas que somos, podemos estar pedindo algo que nos traria maior aflição do que alegria. Por isso, não se deve crer que a resposta do Senhor será sempre segundo o que pedimos. 

Então, para esclarecer melhor o texto acima, vamos analisar um outro texto anterior para determinarmos qual o verdadeiro significado das palavras ligar e desligar nas afirmações de Jesus: Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus (Mt 16.18,19). 

Deus recusa-se a simplesmente usar sua vontade superior para vencer o homem. Ele está trabalhando de acordo com um plano meticuloso para trazer a vontade do homem à harmonia com a sua. A harmonia da vontade do homem com a vontade de Deus será de fato o maior trunfo e a maior glória para Deus. Dessa forma, podemos concluir que o ministério ou vocação da Igreja não é meramente pregar o Evangelho, mas trazer à Terra a vontade que está nos céus. E como a Igreja faz isso? Através do ministério da oração, que não é uma atividade meramente devocional ou opcional, mas uma obra relacionada com a função central da Igreja. 

Como se define, então, o ministério da oração? É Deus dizendo à Igreja o que ele deseja fazer, de modo que a Igreja na Terra possa orar, expressando a vontade dele. Tal oração não é pedir que Deus faça o que nós queremos, mas pedir-lhe que faça o que ele deseja fazer. A Igreja precisa declarar na Terra que ela deseja a vontade de Deus. Se ela falhar nisso, será de muito pouco valor para Deus. O mais alto propósito da Igreja é permitir que a vontade de Deus seja feita na Terra. 

Tenha em mente que a oração não é a primeira coisa a ser feita. A oração é um passo que segue os outros passos da harmonia. O mais importante é descobrir quais são esses passos, como entrar em sintonia com Deus e com nossos irmãos, através de verdadeira comunhão vertical e horizontal, antes de tentarmos usar as chaves. É por isso que, num grupo de oração, é importante não só orar, mas também conversar e buscar sintonia uns com os outros na presença de Deus. Do contrário, estaremos orando juntos, mas com a mesma ineficácia como se estivéssemos orando sozinhos. 

O ministério principal da Igreja, então, é sua função de corpo místico, fundamentado na unidade. Quando pelo menos dois indivíduos estão em harmonia, eles não têm senão um só alvo, que é dizer a Deus: Queremos que tua vontade seja feita na Terra, assim como é feita no Céu. Quando a Igreja permanece em tal base e ora de acordo com ela, a vontade de Deus será feita. Se assim não for, é vã a nossa vida de Igreja. O grau da operação de Deus é determinado pelo grau de oração na Igreja. 

Nesse caso, haverá harmonia e o próprio Jesus estará dirigindo tudo. Por isso, tudo que for ligado na Terra será ligado no Céu, e tudo que for desligado na Terra será desligado no Céu. O Senhor estará operando juntamente com sua Igreja. Se o Senhor está presente, a Igreja pode ligar e desligar. Mas se o Senhor não está no meio dela, nada poderá fazer. Tampouco esse poder é dado a indivíduos; somente a Igreja recebeu tal.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 2 de novembro de 2013

Diocese Católica Belo Horizonte

Bispo: Dom Eduardo Rocha Quintella

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 

A VIDA NOVA EM CRISTO......

Jesus Cristo nos oferece muito, inclusive muito mais do que esperamos. À 

Samaritana, ele dá mais do que a água do poço. À multidão faminta ele 

oferece mais do que o alívio da fome. A vida nova em Cristo é participação 

na vida de amor do Deus Uno e Trino. Começa no batismo e chega à sua 

plenitude na ressurreição final.

Pesquisar neste blog