domingo, 14 de setembro de 2014

VIDA E MORTE - 14/09/2014
A vida precisa do cuidado de mãos que sabem cuidar, ou de mãos que podem aprender a cuidar, de gestos que amam, gestos que purificam, palavras que vivificam, olhares e visões que plenificam, abraços que complementam e completam, ações que a engrandeçam, doação de coração, espaço para a transcendência.
Nossas ações de morte são, por vezes, inevitáveis. Mas a morte não é um oposto à vida, é parte da vida. O que não significa que deve haver morte paraque a vida se faça, que deve haver opressão de gentes e mentes para que o ser humano seja livre e tenha sua dignidade e sua cultura respeitadas.
Viver é o todo. É a grande liturgia. É permanecer e movimentar-se num cosmos de relações íntimas com o coração de Deus a todo instante.
Viver é, por excelência, um ato sacramental. É sempre selar compromisso, é sempre criar encontro e espaço privilegiado para a transcendência.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
E-mail: domeduardorochaquintella@hotmail.com

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Isso é verdade?
1. Comer banana faz passar a cãibra?
Mais ou menos.
Bananas não curam crises de cãibra, mas podem ajudar em sua prevenção, já que são ricas em potássio, cuja falta é uma das causas do problema. A causa mais comum, no entanto, é a desidratação, porque perde-se água e minerais, como sódio e potássio, que são importantes no processo de contração muscular, diz Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas. Na crise de cãibra, o músculo entra em espasmo e não consegue relaxar voluntariamente. O que se recomenda, além do alonga- mento dos músculos, é que a hidratação seja feita antes, durante e de- pois da atividade física. Laranja também é uma ótima fonte de potássio.
2. Colocar um prego em uma garrafa de vinho e tomar uma colher por dia ajuda a curar anemia?
Folclore.
Anemia é uma doença que atinge essencialmente crianças de até 5 anos, com o maior pico na faixa até 3 anos e, em segundo lugar, adolescentes. "Esta é uma conduta extremamente antiga, pouco eficaz", alerta Mauro Fisberg, pediatra e chefe do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Além disso, é potencialmente perigosa, pois não se sabe quanto de ferro é liberado no processo e, pior, pode haver contaminação por outros metais, mais tóxicos.
3. Sair com o cabelo molhado pode dar gripe?
Não é bem assim.
Gripe de verdade, dessas de derrubar na cama, só é causada pelo vírus influenza. No máximo, a umidade e o choque térmico provocado pela mudança de temperatura podem evoluir para um resfriado comum, segundo João Toniolo Neto, geriatra e diretor do Vigigripe. Para gripe, existe vacina; contra resfriado, não.
4. Prender a respiração, beber copos de água e levar susto curam soluço?
Funciona.
Os soluço, entre outras causas, pode ser provocado pela ingestão de líquido, comida em excesso ou bebidas com muito gás. Qualquer coisa que dificulte a respiração e, conseqüentemente, aumente a quantidade de gás carbônico no organismo pode interromper a crise, pois inibe a irritação do nervo frênico, diz o gastroenterologista Arnaldo Ganc, do Hospital Albert Einstein. Dar um susto em quem está soluçando libera uma carga de adrenalina que também pode fazer o nervo voltar ao normal. Mas há soluços mais persistentes - causados por insuficiência renal, hérnias de hiato, refluxo gastroesofágico, pós-operatório com irritação do diafragma - que, para ser curados, podem até exigir hipnose, anticonvulsivantes ou uma sonda colocada do nariz até a garganta. Já no caso dos anedóticos soluços dos bêbados, ainda não se sabe com precisão o que os provocam.
5. Líquidos quentes no verão refrescam?
Sim.
Quando está muito calor, uma bebida pode ajudar o corpo a se adaptar a temperaturas mais altas. Apesar da quentura momentânea, há dilatação dos vasos, o corpo transpira, perde calor e se refresca.
6. Transpirar bastante emagrece?
Mito.
A transpiração é resultado de exercícios físicos, mas induzi-la de maneira artificial fazendo atividades com roupas pesadas e quentes ou enrolando plástico no corpo causa desidratação. A crença persiste porque a perda de água ocasiona uma redução de peso temporária, mas não perda real de gordura, explica Fernanda Rodrigues de Lima, chefe do ambulatório de Medicina Esportiva do Hospital das Clínicas.
7. O correto é respirar pelo nariz?
Verdade.
As fossas nasais filtram e aquecem o ar inspirado, impedindo complicações em portadores de doenças respiratórias (asma, por exemplo). A mucosa nasal também retém bactérias, germes e partículas. Além disso, respirar pela boca pode prejudicar o desenvolvimento da mandíbula, principalmente na fase de crescimento, e comprometer a dentição e a respiração, levando a pessoa, no futuro, a roncar, afirma a pneumologista Sônia Maria Guimarães Pereira Togeiro, da Unifesp.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O SÍTIO DO AMOR - 08/09/2014
O sítio, onde eu morava, parecia mais um paraíso onde reinava a paz e a tranqüilidade. Durante a semana eu trabalhava na cidade e nos fins de semana me dirigia feliz e saltitante para aquele abençoado lugar. Eu me sentia como se estivesse saindo dos porões da humanidade e entrando na verdadeira humanidade.
Pelas estradas já ia me deslumbrando com as belas paisagens, os pássaros com suas cantigas sonoras e os animais que corriam com seus barulhos, parecendo descontentes com a perda da calma naquela hora.
Quando a porteira se abria, já avistava a casa imponente toda rodeada de roseiras variadas, algumas vermelhas, outras brancas e outras amarelas. Parecia mais uma esteira flutuante exalando um perfume que inebriava a tudo e a todos como que dando as boas vindas.
Mais tarde, saía pelo quintal e a calma tomava conta de todo o meu ser. Encontrava as árvores frutíferas de todas as espécies, delirava com o cantar dos passarinhos, e me deliciava com o vento que soprava trazendo uma paz interior gratificante. O que mais me chamava a atenção, era olhar as jabuticabeiras repletas, que mais pareciam as meninas dos olhos das pessoas, e ao chupá-las sentia o aroma delicioso e o doce que mais parecia mel, e era como se fosse seduzido por um doce amor.
Agora já escuto um barulho de água e corro atraído pela vista exuberante da linda cachoeira que exala o frescor da tarde e hidratando a minha pele me deixava cada vez mais integrado ao ambiente.
Porém, o mais importante desse passeio, era a sensação que ele me trazia: eu me sentia amado no meio daquela natureza e nela eu percebia a harmonia, a singeleza, a ternura e a mansidão. O silêncio profundo que reinava por ali me fazia refletir e nas minhas meditações eu encontrava o sentido profundo da vida, ou seja, a salvação, pois tudo estava fluindo com grande sintonia, formando uma só paisagem, a paisagem do amor.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Portal na internet: www.domquintella.com.br
E-mail: domeduardorochaquintella@hotmail.com

domingo, 7 de setembro de 2014

EVANGELHO DA VIDA – 07/09/2014
A maioria das novidades que nós encontramos no dia a dia não passa, na verdade, de mudanças superficiais em coisas que já existiam antes. Por isso, temos muita dificuldade em ver a novidade do Evangelho, não percebemos que na verdade ele nos apresenta valores que não existiam antes e uma forma totalmente nova de nos relacionarmos com Deus e com as outras pessoas.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
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sábado, 6 de setembro de 2014

COMUNIDADES ECLESIAIS - 06/09/2014
A obra de evangelização do mundo atual exige a contribuição de todas as Igrejas e das comunidades eclesiais. A ideia básica que emerge de maneira sempre mais evidente é aquela de falar de novo ao homem de hoje sobre Deus e do significado da fé para a sua vida.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O FILHO É A EXEGESE DO PAI – 04/09/2014
A TRINDADE É ETERNAMENTE ABERTA PARA NÓS E OFERECE-NOS SEU AMOR, QUE EM JESUS SE TORNOU VISÍVEL A NÓS “NINGUÉM JAMAIS VIU A DEUS, O FILHO ÚNICO, QUE É DEUS, E ESTÁ NA INTIMIDADE DO PAI, FOI QUEM O DEU A CONHECER” (Jo. 1,18).
O EVANGELISTA USA AQUI A PALAVRA GREGA EXEGÉSATO: O FILHO É A EXEGESE DO PAI, INTERPRETA O PAI PARA NÓS. ELE É A MEDIAÇÃO ENTRE O PAI E NÓS. “NINGUÉM VAI AO PAI SENÃO POR MIM” (Jo. 14,6).
POR CAUSA DA IDENTIDADE DA PALAVRA QUE JESUS NOS DIRIGE E SUA PESSOA, TODO O SEU SER NOS APRESENTA COMO REVELADOR. EM CADA DIMENSÃO DE SEU SER ELE É LOGOS, A PALAVRA, A EXPRESSÃO DO PAI.
NÃO HÁ NADA NA HUMANIDADE DO FILHO, NENHUMA PALAVRA OU GESTO QUE NÃO SE RELACIONA COM O PAI: “QUEM VÊ A MIM, VÊ O PAI” (Jo. 14,9).
ASSIM A HUMANIDADE DE JESUS TEM UM VALOR PERMANENTE PARA A NOSSA FÉ. NOSSA VIAGEM AO PAI É SEMPRE MEDIADA PELO FILHO HUMANADO. E ESTA HUMANIDADE GLORIFICADA ESTÁ AGORA À DIREITA DO PAI. HÁ TEÓLOGOS QUE PENSAM QUE ATÉ MESMO NA VISÃO BEATÍFICA VEREMOS A TRINDADE ATRAVÉS DESTA HUMANIDADE.
A PALAVRA DO PAI SE FEZ HOMEM E VEIO MORAR NO MEIO DE NÓS (CF. Jo. 1,14). E, ENSINA O CONCÍLIO NA DEI VERBUM Nº. 21, A ESCRITURA REVELA A PALAVRA DE DEUS SEM MUDÁ-LAS. E ASSIM, PARA COMPREENDER A ORAÇÃO, PODEMOS ENTENDÊ-LA FUNDAMENTALMENTE COMO SIMPLES RECEPTIVIDADE.
A ORAÇÃO NÃO É ENTÃO PRIMARIAMENTE UMA ATIVIDADE, MAS FUNDAMENTALMENTE RECEPTIVIDADE AO ABRIR O CORAÇÃO PARA ACOLHER A PALAVRA DE DEUS. TEMOS EXPRESSIVO EXEMPLO NO “FIAT” DE SANTA MARIA: SEU “SIM” A DEUS, SUA RECEPTIVIDADE, FOI UM ABRIR-SE PARA RECEBER A SEMENTE DA PALAVRA DE DEUS. ASSIM HÁ DE SER TODA ORAÇÃO CRISTÃ. “MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS SÃO AQUELES QUE OUVEM A PALAVRA DE DEUS E A POÊM EM PRÁTICA” (Lc. 8,21).
TUDO ISSO NÃO SE REALIZA SEM O ESPÍRITO SANTO. SEM ELE, A PALAVRA DE DEUS SERIA UM SIMPLES EVENTO HISTÓRICO DO PASSADO. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO EM NÓS TORNA PRESENTE, VIVA E EFICAZ, AGORA E AQUI, A PALAVRA DE DEUS. COMO O ESPÍRITO SANTO ESTÁ PRESENTE E ATIVA EM NÓS NO ATO DA FÉ (CF. DEI VERBUM Nº. 5), DA MESMA MANEIRA NOS AJUDA TAMBÉM NA ORAÇÃO.
A LITURGIA, PRINCIPALMENTE A EUCARÍSTICA, ESTÁ DO COMEÇO AO FIM CENTRADO NA SANTÍSSIMA TRINDADE. NA ORAÇÃO EUCARÍSTICA O PAI APARECE COMO PRINCÍPIO A QUO E TERMO AD QUEM, O FILHO ENCARNADO COMO O GRANDE SACERDOTE E MEDIADOR E O ESPÍRITO SANTO.
DESTA FORMA SÃO OS HOMENS CONVIDADOS E LEVADOS A OFERECEREM A SI PRÓPRIOS, SEUS TRABALHOS E TODAS AS COISAS CRIADAS, JUNTO COM ELE. DE FATO, DEVEMOS APRENDER A ENTREGAR-NOS A NÓS MESMOS QUANDO OFERECEMOS A HÓSTIA IMACULADA, NÃO SÓ PELAS MÃOS DO SACERDOTE, MAS TAMBÉM JUNTAMENTE COM ELE.
E ASSIM, DIA A DIA, NOS APERFEIÇOAREMOS POR CRISTO MEDIADOR, NA UNIDADE DO PAI E NO AMOR DO ESPÍRITO SANTO, PARA QUE, FINALMENTE, O DEUS TRIÚNO SEJA TUDO EM TODOS.
POR CRISTO, COM CRISTO, EM CRISTO, A VÓS, DEUS PAI TODO-PODEROSO NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, TODA HONRA E TODA GLÓRIA, AGORA E PARA SEMPRE. AMÉM.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

EFICÁCIA DA EVANGELIZAÇÃO – 03/08/2014
A Igreja está muito preocupada com a evangelização. A situação só sofrerá alterações se os cristãos derem testemunho e não tiverem medo de falar de Jesus Cristo. A vida dos cristãos deverá ser transparente para que os outros nos olhem e queiram ser como nós, ser cristão em todos os minutos da vida. Num mundo conturbado as pessoas estão preocupadas com muita coisa e ficam no seu tradicionalismo religioso. A primeira etapa passa pelo conhecimento da realidade porque são os homens a quem vamos anunciar o evangelho.
A coerência da vida dos cristãos com sua fé é condição de eficácia da Evangelização. Somente esta coerência poderá evitar os desvios do materialismo, do consumismo e do hedonismo e superar as estruturas geradoras de injustiça que foram impostas a um povo de tradição cristã. É preciso mostrar que a religião, especialmente o cristianismo, é fermento de libertação da pessoa e de transformação da sociedade. Muitas ações para construir uma sociedade justa e solidária devem-se à iniciativa ou contam com a parceria de cristãos e de comunidades eclesiais. Estes não percam a oportunidade de explicitar as razões de sua esperança, a motivação profunda de sua fé e o seu objetivo último, que é o Reino.
No contexto de uma sociedade excludente e consumista, voltada basicamente para o lucro, os cristãos devem estar vigilantes contra a tentação de transformar também a religião em mercadoria, evitando toda a aparência ou semelhança de práticas religiosas com práticas comerciais. A transformação da sociedade atual exige, mais do que nunca, o espírito das bem – aventuranças evangélicas.
O interesse autêntico e sincero pelos problemas da sociedade, que nasce da solidariedade para com as pessoas, deve ser manifestado por toda a comunidade cristã, e não apenas por algum grupo ou alguma pastoral social. É sinal privilegiado do seguimento daquele que veio para servir e não para ser servido. Uma comunidade insensível às necessidades dos irmãos e à luta para vencer a injustiça é um contratestemunho, e celebra indignamente a própria liturgia.
O empenho da Igreja pela promoção humana e pela justiça social exige também um amplo e decidido esforço para educar os católicos no conhecimento da Doutrina Social da Igreja como decorrência ética imprescindível da própria fé cristã. A ética social cristã não é opção facultativa ou generoso empenho de poucos, mas exigência para todos. Ela é contribuição própria da Igreja para a construção de uma sociedade justa e solidária e deve ocupar lugar de destaque em nossos programas de formação e na própria pregação inspirada pelo Evangelho.
A Educação dos católicos à solidariedade e ao engajamento social pode ser adquirida através da formação na ação, segundo modalidades já experimentadas ou outras a criar. Por exemplo: Constituição ou apoio a grupos e escolas de Fé e Política; iniciativas de formação social e política, particularmente dos jovens; engajamento nas campanhas da Fraternidade, que anualmente destacam um tema social relevante da realidade brasileira; empenho nas iniciativas da Cáritas e das Comissões Justiça e Paz, participação no Grito dos Excluídos e no Mutirão para a Superação da Miséria e da fome.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O SERVO SOFREDOR – 01/09/2014

Com a vinda de Jesus ao mundo e sua mensagem, concretizam-se as nossas esperanças, uma vez que o prometido e esperado torna-se visível, e, deste modo, acontece a grande e decisiva virada da história da humanidade, que tende ainda à plenitude e à completa consumação.

São Paulo, na sua segunda carta aos Coríntios, lembra muito bem que Jesus, através de sua kénosis, de rico se fez pobre para nos enriquecer com sua pobreza.
O primeiro homem peca, exaltando-se ou procurando igualdade total com Deus. O pecado de orgulho leva-o a romper a comunhão com Deus e com os irmãos e precipita toda a humanidade no pecado.

Já Cristo, o novo Adão, se abaixa até tornar-se servo sofredor que carrega sobre si os pecados dos homens. Deste modo, Deus exalta a sua humilhação e nela a sua função de novo Adão, que dá a vida.

O caminho seguido por Cristo não foi o da glória, mas o da doação, do esvaziamento, da humildade e do sofrimento. Fez o contrário de Adão que, ao desobedecer a Deus, procurava a própria realização.

Ao seu esvaziamento contrapõe-se a exaltação da parte de Deus. Na existência histórica de Cristo, cujo centro encontra-se no evento pascal, reside o ápice do seu esvaziamento, humilhação e, consequentemente, da sua exaltação.

A ressurreição de Jesus dentre os mortos é o acontecimento fundamental que antecipa, entre outras coisas, o propósito da história e a vinda da futura salvação.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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Foto: O SERVO SOFREDOR – 01/09/2014

Com a vinda de Jesus ao mundo e sua mensagem, concretizam-se as nossas esperanças, uma vez que o prometido e esperado torna-se visível, e, deste modo, acontece a grande e decisiva virada da história da humanidade, que tende ainda à plenitude e à completa consumação.

São Paulo, na sua segunda carta aos Coríntios, lembra muito bem que Jesus, através de sua kénosis, de rico se fez pobre para nos enriquecer com sua pobreza. 
O primeiro homem peca, exaltando-se ou procurando igualdade total com Deus. O pecado de orgulho leva-o a romper a comunhão com Deus e com os irmãos e precipita toda a humanidade no pecado. 

Já Cristo, o novo Adão, se abaixa até tornar-se servo sofredor que carrega sobre si os pecados dos homens. Deste modo, Deus exalta a sua humilhação e nela a sua função de novo Adão, que dá a vida.

O caminho seguido por Cristo não foi o da glória, mas o da doação, do esvaziamento, da humildade e do sofrimento. Fez o contrário de Adão que, ao desobedecer a Deus, procurava a própria realização. 

Ao seu esvaziamento contrapõe-se a exaltação da parte de Deus. Na existência histórica de Cristo, cujo centro encontra-se no evento pascal, reside o ápice do seu esvaziamento, humilhação e, consequentemente, da sua exaltação. 

A ressurreição de Jesus dentre os mortos é o acontecimento fundamental que antecipa, entre outras coisas, o propósito da história e a vinda da futura salvação.

Dom Eduardo Rocha Quintella
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