segunda-feira, 14 de julho de 2014

PECADO, NEGAÇÃO DO PLANO SALVÍFICO DE DEUS – 14/07/2014.

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O Antigo Testamento apresenta o pecado em suas diversas faces refletidas e vivenciadas sendo ele contrário ao plano Salvador do Pai-Criador.

Assim pode-se perceber como aquele conjunto de iniciativas humanas que contribui para o fracasso ou retarda a realização da vontade ou desejo de Deus.

A reflexão judia identificou o desígnio divino como lei e a uniu, por consequência, a realidade do pecado com a desobediência da lei, portanto, a corrente mais sublime do Antigo Testamento insistiu sempre na definição do pecado como negação do plano salvífico de Deus.

O aspecto central para entender o pecado é a Aliança. O pecado é sem dúvida a ruptura ou a negação da aliança.

Aliança essa, como realidade religiosa e também enquanto categoria teológica dá perspectiva corrente para se estabelecer a culpabilidade no mundo bíblico do Antigo Testamento, elemento decisivo para a teologia bíblica do pecado.

A perspectiva de aliança dá à culpabilidade três dimensões: a religiosa, a intra-histórica e a comunitária.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: PECADO, NEGAÇÃO DO PLANO SALVÍFICO DE DEUS – 14/07/2014.

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O Antigo Testamento apresenta o pecado em suas diversas faces refletidas e vivenciadas sendo ele contrário ao plano Salvador do Pai-Criador. 

Assim pode-se perceber como aquele conjunto de iniciativas humanas que contribui para o fracasso ou retarda a realização da vontade ou desejo de Deus. 

A reflexão judia identificou o desígnio divino como lei e a uniu, por consequência, a realidade do pecado com a desobediência da lei, portanto, a corrente mais sublime do Antigo Testamento insistiu sempre na definição do pecado como negação do plano salvífico de Deus.  
 
O aspecto central para entender o pecado é a Aliança. O pecado é sem dúvida a ruptura ou a negação da aliança. 

Aliança essa, como realidade religiosa e também enquanto categoria teológica dá perspectiva corrente para se estabelecer a culpabilidade no mundo bíblico do Antigo Testamento, elemento decisivo para a teologia bíblica do pecado. 

A perspectiva de aliança dá à culpabilidade três dimensões: a religiosa, a intra-histórica e a comunitária.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 13 de julho de 2014

IGREJA SACERDOTAL – 13/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O Senhor, presente de muitas maneiras entre nós, mostra-se muito próximo na figura do sacerdote. Cada sacerdote é um imenso dom de Deus ao mundo; é Cristo que passa fazendo o bem, curando doenças, dando paz e alegria às consciências; é o instrumento vivo de Cristo no mundo, empresta a Nosso Senhor a sua voz, as mãos, todo o seu ser.

Na celebração da Missa, é Jesus Cristo quem muda a substância do pão e do vinho no seu Corpo e no seu Sangue. É Ele quem fala quando o sacerdote, exercendo o seu ministério em nome e no espírito da Igreja, anuncia a Palavra de Deus. É o próprio Cristo quem cuida dos doentes, das crianças e dos pecadores, quando o amor e a solicitude pastoral dos ministros sagrados os envolvem.

Um sacerdote é mais valioso para a humanidade que todos os bens materiais e humanos juntos. Daí a importância de rezarmos muito pela santidade dos sacerdotes, ajudá-los e ampará-los com a nossa oração e a nossa estima.

O Sacerdote é um enviado de Deus ao mundo, para que lhe fale da sua salvação, e é constituído administrador dos tesouros de Deus: o Corpo e o Sangue de Cristo, bem como a graça de Deus por meio dos sacramentos, a palavra de Deus mediante a pregação, a catequese, os conselhos da Confissão. Está confiada ao sacerdote a mais divina das obras divinas, que é a salvação das almas; foi constituído embaixador e medianeiro entre Deus e os homens.

Por isso temos que rezar muito mais para que a Igreja conte sempre com os sacerdotes necessários, com sacerdotes que lutem por ser santos. Temos que rezar e fomentar essas vocações se é possível, entre os membros da própria família. Que imensa alegria para uma família se Deus a abençoa com este dom.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: IGREJA SACERDOTAL – 13/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O Senhor, presente de muitas maneiras entre nós, mostra-se muito próximo na figura do sacerdote. Cada sacerdote é um imenso dom de Deus ao mundo; é Cristo que passa fazendo o bem, curando doenças, dando paz e alegria às consciências; é o instrumento vivo de Cristo no mundo, empresta a Nosso Senhor a sua voz, as mãos, todo o seu ser. 

Na celebração da Missa, é Jesus Cristo quem muda a substância do pão e do vinho no seu Corpo e no seu Sangue. É Ele quem fala quando o sacerdote, exercendo o seu ministério em nome e no espírito da Igreja, anuncia a Palavra de Deus. É o próprio Cristo quem cuida dos doentes, das crianças e dos pecadores, quando o amor e a solicitude pastoral dos ministros sagrados os envolvem. 

Um sacerdote é mais valioso para a humanidade que todos os bens materiais e humanos juntos. Daí a importância de rezarmos muito pela santidade dos sacerdotes, ajudá-los e ampará-los com a nossa oração e a nossa estima. 

O Sacerdote é um enviado de Deus ao mundo, para que lhe fale da sua salvação, e é constituído administrador dos tesouros de Deus: o Corpo e o Sangue de Cristo, bem como a graça de Deus por meio dos sacramentos, a palavra de Deus mediante a pregação, a catequese, os conselhos da Confissão. Está confiada ao sacerdote a mais divina das obras divinas, que é a salvação das almas; foi constituído embaixador e medianeiro entre Deus e os homens. 

Por isso temos que rezar muito mais para que a Igreja conte sempre com os sacerdotes necessários, com sacerdotes que lutem por ser santos. Temos que rezar e fomentar essas vocações se é possível, entre os membros da própria família. Que imensa alegria para uma família se Deus a abençoa com este dom. 

Dom Eduardo Rocha Quintella 
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 12 de julho de 2014

FECHAR PARA O AMOR É PERMANECER NO PECADO – 12/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

Na história da criação Deus é o princípio de tudo, tudo provém de Deus, mas o pecado não pode ser atribuído a Deus. A responsabilidade do pecado é remetida ao homem.

No Antigo Testamento, o pecado é visto mais sob o aspecto da ação externa, enquanto atentado à ordem estabelecida por Deus, em especial na relação à aliança.

Já o Novo Testamento insiste, com predominância, no aspecto do julgamento moral e da responsabilidade interna do que peca. O pecado existe a partir do fechar humano para o projeto salvífico, desde a primeira geração humana. O pecado entrou no mundo por culpa dos primeiros viventes.

O fechar para o amor é permanecer no pecado, é negar a face amorosa de Deus, é negar a própria essência humana que é o amor. Não se pode estar unido a Deus se não se faz com liberdade a opção de amá-lo.

Mas não é dado amar a Deus caso se peque gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra si próprio. Deus chama à vida a partir do amor, para viver no amor a Ele e aos irmãos.

Quando se nega a opção fundamental, a pessoa fecha-se para Deus, permanecendo no pecado; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanece nele

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.
Foto: FECHAR PARA O AMOR É PERMANECER NO PECADO – 12/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

Na história da criação Deus é o princípio de tudo, tudo provém de Deus, mas o pecado não pode ser atribuído a Deus. A responsabilidade do pecado é remetida ao homem. 

No Antigo Testamento, o pecado é visto mais sob o aspecto da ação externa, enquanto atentado à ordem estabelecida por Deus, em especial na relação à aliança.

Já o Novo Testamento insiste, com predominância, no aspecto do julgamento moral e da responsabilidade interna do que peca. O pecado existe a partir do fechar humano para o projeto salvífico, desde a primeira geração humana. O pecado entrou no mundo por culpa dos primeiros viventes.

O fechar para o amor é permanecer no pecado, é negar a face amorosa de Deus, é negar a própria essência humana que é o amor. Não se pode estar unido a Deus se não se faz com liberdade a opção de amá-lo. 

Mas não é dado amar a Deus caso se peque gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra si próprio. Deus chama à vida a partir do amor, para viver no amor a Ele e aos irmãos. 

Quando se nega a opção fundamental, a pessoa fecha-se para Deus, permanecendo no pecado; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanece nele 

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.

sexta-feira, 11 de julho de 2014





VIDA ETERNA - 11/07/2014 

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

Todo homem tem em si um profundo anseio por vida eterna. 

Em todos os lugares vemos essa busca. 

A Ciência e a Medicina procuram por caminhos que permitam estender a vida. 

Muitas pessoas cercam-se de idéias utópicas ou vivem em um mundo imaginário

de filmes, livros e sonhos.

Todos têm medo da morte.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quinta-feira, 10 de julho de 2014

SILÊNCIO REALIDADE – 10/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O silêncio é todo um processo de acalmar ruídos. Sossegar a própria palavras. Até chegar à escuta. No interior da pessoa. Da mensagem de todos os seres e do ser em todos os seres. Um vazio. Não cheio de um vazio. Não cheio de coisa alguma. Mas pleno de presenças que estão aí. Mesmo quando não lhe damos atenção.

Não é uma fuga da realidade nem da dureza da luta diária para domesticá-la: é antes. Um mergulhar no mais profundo da realidade: Uma viagem ao interior das coisas. Das pessoas e da vida: Um renunciar a borboletear na superfície das mesmas.

O silêncio é difícil. É necessário experimentá-lo periodicamente para alcançar o reencontro conosco mesmo. Com o nosso ser pessoal. Centro de decisões. É antes de tudo. Defesa necessária da pessoa e da personalidade

O silêncio nos deve mover a vontade de ser livre e de experimentar esta liberdade. O silêncio é distância necessária para quem tem de caminhar pela história e há de fazê-lo. Não às cegas. Mas discernindo com lucidez. Uma experiência não refletida é uma experiência não vivida.

É preciso ao mesmo tempo. Presença e distância da realidade para contemplá-la em seu contexto de relações com outras realidades humanas e divinas. Descobrir todas as dimensões da mesma. E nela a presença do Deus da história.

O silêncio é acolhida necessária do DOM de Deus que nos dá na vida. Mesmo dando a própria Vida. Não damos nada. Apenas devolvemos. Por isso é preciso dá-la. Cada dia. Gratuitamente e Generosamente. O silêncio é redutor de deserto interior portátil.

Lugar de encontro pessoal com Deus. Não é um luxo, é um direito a ser pessoa. Pertence à dimensão pessoal profunda. Purificada do risco de cair na dimensão individualista.

O silêncio é também uma forma de palavra cristã necessária. Diante do mistério. Diante da dor própria ou alheia. Diante a violência e da injustiça. Que se infringe a outros e a nós. O nosso silêncio é o silêncio daquele que discerne a ação de Deus e a própria caminhada no mundo. É o silêncio do apóstolo comprometido. Por missão. Com o ser humano e sua História.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

Foto: SILÊNCIO DA REALIDADE – 10/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O silêncio é todo um processo de acalmar ruídos. Sossegar a própria palavras. Até chegar à escuta. No interior da pessoa. Da mensagem de todos os seres e do ser em todos os seres. Um vazio. Não cheio de um vazio. Não cheio de coisa alguma. Mas pleno de presenças que estão aí. Mesmo quando não lhe damos atenção. 

Não é uma fuga da realidade nem da dureza da luta diária para domesticá-la: é antes. Um mergulhar no mais profundo da realidade: Uma viagem ao interior das coisas. Das pessoas e da vida: Um renunciar a borboletear na superfície das mesmas. 

O silêncio é difícil. É necessário experimentá-lo periodicamente para alcançar o reencontro conosco mesmo. Com o nosso ser pessoal. Centro de decisões. É antes de tudo. Defesa necessária da pessoa e da personalidade 
 
O silêncio nos deve mover a vontade de ser livre e de experimentar esta liberdade. O silêncio é distância necessária para quem tem de caminhar pela história e há de fazê-lo. Não às cegas. Mas discernindo com lucidez. Uma experiência não refletida é uma experiência não vivida.
 
É preciso ao mesmo tempo. Presença e distância da realidade para contemplá-la em seu contexto de relações com outras realidades humanas e divinas. Descobrir todas as dimensões da mesma. E nela a presença do Deus da história.
 
O silêncio é acolhida necessária do DOM de Deus que nos dá na vida. Mesmo dando a própria Vida. Não damos nada. Apenas devolvemos. Por isso é preciso dá-la. Cada dia. Gratuitamente e Generosamente. O silêncio é redutor de deserto interior portátil. 

Lugar de encontro pessoal com Deus. Não é um luxo, é um direito a ser pessoa. Pertence à dimensão pessoal profunda. Purificada do risco de cair na dimensão individualista. 

O silêncio é também uma forma de palavra cristã necessária. Diante do mistério. Diante da dor própria ou alheia. Diante a violência e da injustiça. Que se infringe a outros e a nós. O nosso silêncio é o silêncio daquele que discerne a ação de Deus e a própria caminhada no mundo. É o silêncio do apóstolo comprometido. Por missão. Com o ser humano e sua História.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ESPIRITO SANTO DOCE HÓSPEDE DA NOSSA ALMA – 09/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O amor é a base, o fundamento, a essência da nossa existência. Deus, que nos amou primeiro pede de nós uma resposta que deve ser uma vivência de conversão, de uma volta para Deus na qual a pessoa se propõe a uma vida nova com mudanças de sentimentos, pela renúncia ao pecado, que consiste na nossa abertura e na nossa entrega, vividos na fé e na confiança no Deus da vida.

O processo de conversão, que modifica a nossa vida, dá-se pela experiência com o Deus da vida, o Deus da aliança. De acordo com a etimologia da própria palavra, experiência é a ciência (conhecimento) que nós adquirimos quando saímos de nós mesmos e estudamos o mundo por todos os lados. Abertura, despojamento de preconceitos e de ideias feitas são condições indispensáveis da experiência.

A experiência com Deus só é possível em razão da liberdade de Deus e da gratuidade-graça de sua ação. A experiência do ser humano com Deus não ocorre em nenhuma dimensão extra-humana. É dentro da vida cotidiana e da história humana que ocorrem os encontros com Deus. Toda experiência com Deus implica em nossa fé e a experiência humana, que melhor retrata a experiência com Deus, é amor.

Por isso, chegamos até a dizer que Deus é amor. Se amarmos esse Deus que não vemos, devemos amar também o nosso irmão a quem vemos. Esse é o mandamento dado por Jesus.

Jesus era impulsionado, conduzido pelo Espírito Santo e soprou esse mesmo Espírito aos seus discípulos enviando-os a fazerem discípulos em todas as partes do mundo. Portanto, o Espírito Santo é enviado ao mundo inteiro para realizar uma nova criação. No centro da criação está a humanidade. A renovação da criação pelo Espírito Santo inclui uma regeneração do ser humano.

Pela ação do Espírito Santo começa uma nova humanidade feita à imagem de Cristo e incorporada nel. Essa adesão a Jesus Cristo é entrega total e exige da cada ser humano uma transformação profunda, um novo nascimento pelo sacramento do Batismo, que é também chamado de banho de regeneração e de renovação no Espírito Santo.

Portanto, é assim que o ser humano é remido por Cristo e torna-se uma nova criatura no Espírito Santo. O Espírito manifesta-se como capacidade de ação. É força para produzir ações. O profeta Isaías, em seu primeiro cântico do Servo Sofredor, aplica-o a todo povo de Deus, sofrido, porém fiel e assim, como Maria na sua fidelidade, exulta a Deus, seu Senhor, porque Ele olhou para a sua humilhação. O Servo de Javé age sob a ação do Espírito de Deus. O Espírito serve para refazer o povo de Deus e impelir as pessoas a amarem a Deus e n’Ele o mundo e o outro.

A sabedoria do ser humano consiste simplesmente em procurar e escutar a Deus e converter-se para ele. Ouvir atentamente sua palavra que penetra fundo em nossos corações, como a chuva penetra fundo na terra, e assim, produz o que é da vontade de Deus em nossas vidas dando êxito da missão pela qual a palavra nos é enviada, que é simples e plenamente liberdade e vida.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: ESPIRITO SANTO DOCE HÓSPEDE DA NOSSA  ALMA – 09/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O amor é a base, o fundamento, a essência da nossa existência. Deus, que nos amou primeiro pede de nós uma resposta que deve ser uma vivência de conversão, de uma volta para Deus na qual a pessoa se propõe a uma vida nova com mudanças de sentimentos, pela renúncia ao pecado, que consiste na nossa abertura e na nossa entrega, vividos na fé e na confiança no Deus da vida. 

O processo de conversão, que modifica a nossa vida, dá-se pela experiência com o Deus da vida, o Deus da aliança. De acordo com a etimologia da própria palavra, experiência é a ciência (conhecimento) que nós adquirimos quando saímos de nós mesmos e estudamos o mundo por todos os lados. Abertura, despojamento de preconceitos e de ideias feitas são condições indispensáveis da experiência.

A experiência com Deus só é possível em razão da liberdade de Deus e da gratuidade-graça de sua ação. A experiência do ser humano com Deus não ocorre em nenhuma dimensão extra-humana. É dentro da vida cotidiana e da história humana que ocorrem os encontros com Deus. Toda experiência com Deus implica em nossa fé e a experiência humana, que melhor retrata a experiência com Deus, é amor. 

Por isso, chegamos até a dizer que Deus é amor. Se amarmos esse Deus que não vemos, devemos amar também o nosso irmão a quem vemos. Esse é o mandamento dado por Jesus.

Jesus era impulsionado, conduzido pelo Espírito Santo e soprou esse mesmo Espírito aos seus discípulos enviando-os a fazerem discípulos em todas as partes do mundo. Portanto, o Espírito Santo é enviado ao mundo inteiro para realizar uma nova criação. No centro da criação está a humanidade. A renovação da criação pelo Espírito Santo inclui uma regeneração do ser humano. 

Pela ação do Espírito Santo começa uma nova humanidade feita à imagem de Cristo e incorporada nel. Essa adesão a Jesus Cristo é entrega total e exige da cada ser humano uma transformação profunda, um novo nascimento pelo sacramento do Batismo, que é também chamado de banho de regeneração e de renovação no Espírito Santo. 

Portanto, é assim que o ser humano é remido por Cristo e torna-se uma nova criatura no Espírito Santo. O Espírito manifesta-se como capacidade de ação. É força para produzir ações. O profeta Isaías, em seu primeiro cântico do Servo Sofredor, aplica-o a todo povo de Deus, sofrido, porém fiel e assim, como Maria na sua fidelidade, exulta a Deus, seu Senhor, porque Ele olhou para a sua humilhação. O Servo de Javé age sob a ação do Espírito de Deus. O Espírito serve para refazer o povo de Deus e impelir as pessoas a amarem a Deus e n’Ele o mundo e o outro.

A sabedoria do ser humano consiste simplesmente em procurar e escutar a Deus e converter-se para ele. Ouvir atentamente sua palavra que penetra fundo em nossos corações, como a chuva penetra fundo na terra, e assim, produz o que é da vontade de Deus em nossas vidas dando êxito da missão pela qual a palavra nos é enviada, que é simples e plenamente liberdade e vida. 

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

terça-feira, 8 de julho de 2014

POVO DE DEUS - 08/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor, tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história.

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos.

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida.

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade.

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: POVO DE DEUS - 08/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor,  tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história. 

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos. 

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida. 

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade. 

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
Bispo Diocese Belo Horizonte

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vida Sacramental – 07/07/2014

Portal na Internet: www.domquintella.com.br
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal.

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição.
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais.

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito.

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário.

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença.

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia.

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital.

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: Vida Sacramental – 07/07/2014 

Portal na Internet: www.domquintella.com.br 
E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal. 

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição. 
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais. 

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito. 

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.  

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário. 

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença. 

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia. 

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital. 

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
Bispo Diocese Belo Horizonte

Pesquisar neste blog