segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dom Eduardo Rocha Quintella – Bispo Diocesano Belo Horizonte – Enaltece o sentido do mandamento do Amor.

17/02/2014

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O maior mandamento que Jesus nos deu foi a Lei do Amor. Mas infelizmente, a palavra amor tem inúmeras conotações no dia de hoje, a maioria delas contrária ao espírito do Evangelho e aos valores do Reino, daí a importância da parábola do Bom Samaritano que nos mostra que amor de verdade é gesto concreto, é sair do próprio comodismo e ir ao encontro do outro, seja ele ou ela quem for, ser capaz de perceber todos os seus problemas e todas as suas necessidades, deixar-se mover pelo sentimento de compaixão e, cheio de misericórdia, fazer tudo o que estiver ao alcance para que a vida seja melhor para todos.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

SANTA MISSA DO VI DOMINGO DO TEMPO COMUM - Dia 16/02/2014

PRESIDIDA PELO BISPO DIOCESANO DE BELO HORIZONTE - DOM EDUARDO ROCHA QUINTELLA

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E-mail: domeduardorochaquintella@hotmail.com 




Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano de BH.. Reflete sobre a Oração de Jesus

16/02/2014 

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Jesus ensinou seus discípulos a rezarem, mas isso não quer dizer que Jesus os ensinou a decorar um monte de palavras e a imitarem papagaio, repetindo as palavras que aprenderam. A oração era uma prática constante da vida de Jesus, e muito mais do que as palavras que os discípulos deveriam dizer, havia uma atitude de encontro filial com Deus
e uma série de valores que deveriam ser conhecidos e experimentados, de modo que a oração, muito mais do que palavras, estava expressando uma forma de vida segundo valores do Reino, como a fraternidade, a partilha, o perdão e a própria presença de Deus no coração e na vida das pessoas, e estava expressando também a nossa atitude filialdiante de nosso Deus, que também é nosso Pai.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

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15/02/2014

Homem instruído no Reino dos Céus

Uma experiência com a Palavra de Deus

A oração nos purifica, a leitura nos instrui. Pratiquemos uma e outra coisa, porque ambas são boas. Mas se isso não for possível, é melhor orar do que ler.
Quem deseja estar sempre com Deus, deve orar e ler freqüentemente. Quando oramos, falamos com Deus; mas quando lemos, é Deus que fala conosco.
Todo nosso progresso provém da leitura e da meditação. Pela leitura aprendemos o que ignorávamos; e o que aprendemos, conservamos pela meditação.
É duplo proveito que tiramos da leitura da Sagrada Escritura: ilumina nossa inteligência e, afastando-nos das vaidades do mundo, leva-nos ao Amor de Deus.
Dupla deve ser também a preocupação com o que devemos ler: primeiramente, procurar compreender a Escritura; depois, explicá-la com a devida referência para proveito do próximo. Evidentemente, só quem procura compreender o que leu está apto para explicar o que aprendeu.
O leitor diligente pensa mais em praticar o que lê do que adquirir ciência, pois é um mal menor não saberes o que desejas do que não cumprires o que sabes. Da mesma forma, assim como lemos para compreender o que é reto, devemos em seguida pôr em prática o que compreendemos.
Ninguém pode descobrir o sentido da Sagrada Escritura se não se familiarizar com a sua leitura, como está escrito: ‘‘Estima-a, e ela te honrará; se a abraçares, ela será tua glória’’ (Pr 4, 8).
Quanto mais assíduos formos à leitura da Palavra de Deus, tanto melhor a compreenderemos, à semelhança da terra: quanto melhor é cultivada, tanto mais frutifica.
Há alguns que têm boa inteligência, mas são negligentes em ler os textos sagrados; o seu interesse mostra desprezo por aquilo que a leitura lhes poderia ensinar. Há outros, porém, que desejam saber, mas têm pouca inteligência. Estes, no entanto, através de uma leitura assídua, conseguem aprender aquilo que os mais inteligentes, pela sua preguiça, nunca aprenderão.
Como o menos inteligente consegue, por sua aplicação, recolher o fruto do estudo diligentes, aquele que menospreza a inteligência que Deus lhe deu torna-se réu de condenação, porque despreza um Dom recebido e o deixa sem fruto.
A doutrina que não é auxiliada pela graça de Deus entra pelos ouvidos, mas não chega ao coração; faz ruído exteriormente, mas interiormente não aproveita ao Espírito. A Palavra de Deus só desce dos ouvidos para o íntimo do coração quando a graça de Deus tocar a inteligência para compreender.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano BH. Analisa nossas orações.
14/02/2014

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A ORAÇÃO

A oração é uma busca constante de viver na presença de Deus e procurar estar em diálogo com ele para que ele nos ajude em nossas necessidades, mas devemos nos lembrar das palavras de são Tiago: pedis sim, mas pedis mal, pois não sabeis o que pedir.

Muitas vezes pedimos, e pedimos muito, mas não pedimos o que deveríamos, nossos pedidos são mesquinhos, materialistas e visam simplesmente a satisfação de interesses pessoais e imediatos, não sabemos pedir os verdadeiros valores, que são eternos,

não pedimos a salvação, o perdão dos nossos pecados e dos outros, não pedimos pela ação evangelizadora da Igreja, pela superação das injustiças que causam guerras e tantos sofrimentos, mas principalmente, não pedimos a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dom Eduardo Rocha Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Comenta sobre a Antropologia da Comunicação Paulina. 11/02/2014

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Evangelizar é comunicar

A comunicação é processo que fazem partes o emissor, que transmite uma mensagem, e o receptor, que a recebe, a elabora, e dá uma resposta ou, em certos casos, age indiferentemente. Ao descrever o apóstolo Paulo do ponto de vista do emissor, podemos dizer que ele tem clara a mensagem que deseja levar às pessoas. Sabe o que deseja anunciar. Paulo tem um conteúdo que nasce não só da sua formação intelectual, mais principalmente de sua experiência de vida.

A comunicação é, em primeiro lugar, uma experiência antropológica fundamental, cujo significado está no próprio termo. Seu primeiro sentindo, provido do latim, remonta ao século XII e remete a idéia de comunhão, partilha. A comunicação é sempre a busca do outro e um compartilhar. Contudo, por mais que a palavra esteja na moda, nem sempre as pessoas participam de maneira satisfatória desse processo, particularmente na relação interpessoal, chegando às vezes, a mal entendidos.

Evangelizar é comunicar. Paulo é o apóstolo que não se cansou de proclamar a boa noticia de Jesus Cristo. Além de manter em continua comunicação com os que estavam ao seu lado, buscou todos os recursos técnicos disponíveis no seu tempo para interagir com as comunidades distantes. Soube buscar o equilíbrio entre a comunicação epistolar e a interpessoal, tendo um só objetivo: chegar ao maior número de pessoas com a palavra de Deus.

Os ventos eclesiais pelo quais passamos não são nada animadores. Prefere percorrer caminhos mais suaves, acompanhadas de letras de melodias menos transformadoras das desigualdades existentes. Em parte, isso se deve à cultura das imagens na qual nos encontramos, que trocou a reflexão pela emoção, o espírito critico, pelo espetáculo animado. Essa cultura estimula o individualismo, desarticulando iniciativas éticas dos que se procuram organizar para atender as necessidades prementes dos outros.

É a fé em Deus que humaniza o ser humano. Lançar bases em volta desse sentido ajuda o ser humano a ter esperança num mundo melhor para mais gente. Uma sociedade só é sólida se os membros que a formem forem portadores de valores sólidos. Para isso é necessária a preocupação com os valores éticos que oxigenam a vida social.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Dom Eduardo R. Quintella dá um enfoque teológico da história da salvação - 10/02/2014

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HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

A experiência religiosa iniciada por Abraão, vivida por Moisés, levada adiante por Josué, recordada pelos profetas, revivida por Jesus recapitula a história da manifestação de Deus na história da salvação. A alternância dos períodos do mundo físico, não permite que se religue a Deus, pois os mesmos se repetem no cotidiano. 

O encontro com Deus se faz nos acontecimentos diários, acrescentando novas experiências, dando mais formação às anteriores. Quando existe mais consciência religiosa em uma nação, a mesma faz muitos avanços, construindo uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. 

O modo de pensar semita é muito diferente do grego, pois o semita vê Deus como uma força dinâmica através da palavra e da própria história. Enquanto os gregos colocam Deus como uma divindade, e não divino que possa manifestar no cotidiano da vida. 

O pensamento Hebraico vê Deus hodiernamente: experimentando, conhecendo dando um embasamento mais teológico para compreender a história. Para o israelita as suas histórias pessoais, morais, culturais, não se separam da história Sagrada da manifestação de Deus. 

Esta é a grande dialética do mundo contemporâneo, pois o racionalismo subjetivo não encontra respostas na sagrada escritura, nos milagres da fé. Do outro lado uma corrente muito forte exacerba uma semelhança muito grande entre a Sagrada Escritura e as outras religiões criando uma crença em mitos, formando uma sociedade hedonista cultuando deuses próprios, que não manifesta Deus.

O grande desafio para a manifestação de Deus é a relação entre Deus e os mitos, e se faz necessário que se desatrele os mitos da Sagrada Escritura, do modo de pensar do mundo antigo buscando uma nova dinâmica no ver, julgar e agir dos acontecimentos do mundo contemporâneo.

Deus se manifesta totalmente. A Sagrada Escritura usa imagens muito fortes de Deus como: a chuva que cai do céu, não volta a ele sem ter atingido seu objetivo. Então o povo de Israel em relação aos Assírios, Babilônicos, Egípcios forma mais uma espiritualidade da palavra, confrontando com sua vida consciente, sem designar que vem do mundo físico.

A história da revelação está interligada com a história da salvação, mas Deus não se revela de uma só vez. Deus se revela por inspiração própria, mas geralmente por uma palavra profética. 

A história da salvação se dá na medida em que o homem tem consciência desta revelação, através de um fato explícito ou implícito, dependendo exclusivamente da graça para que se consolide.

A razão de ser da salvação e da própria natureza de Deus, que se revela plenamente, está no amor-serviço. Suas mensagens têm sempre direções culturais, históricas e pessoais, com um caráter universal e permanente na vida e na história da revelação e salvação do homem.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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