segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
O ESPIRITO DO ADVENTO
O Espírito Santo sempre age
de forma nova e criativa na história do mundo e da Igreja. Ele é livre para
suscitar homens e mulheres que nos surpreendem pela radicalidade no seguimento
de Jesus, pela prática do Evangelho, e suscita novos impulsos e formas
inesperadas de espiritualidade e evangelização.
Deixemo-nos conduzir pelo vento da liberdade e
da criatividade do Espírito. De forma radical, ele convida a Igreja toda a
voltar ao Evangelho para encontrar Jesus, a seguir Jesus, o único modelo, isto
é, ir às raízes daquilo que faz com que uma existência seja realmente cristã e
evangelizadora.
Entre Deus e nós, existe
sempre a mediação humana. Num tempo em que a religiosidade orna-se de ruídos,
balbúrdia de palavras e jogos de efeito, a espiritualidade cristã é um
contraponto para quem se sente mais evangélico no silêncio da oração, na
adoração silenciosa da Eucaristia, na busca do deserto, no serviço aos pobres e
na defesa da vida.
Diante de tantos
preconceitos raciais, culturais, religiosos e sociais que geram conflitos e
exclusões em toda a parte, a Igreja nos ensina que somos diferentes, mas
profundamente iguais em dignidade e direitos. Precisamos a aprender a dialogar
sem julgar, sem impor, sem condenar.
Muitas podem ser as maneiras
de viver este posicionamento em favor dos mais pequeninos e sofredores de hoje.
Peçamos neste tempo de advento, para ter a coragem de escolher por eles,
porque, só a partir dos últimos da sociedade é que se pode incluir e amar a
todos.
+Dom Eduardo Rocha
Quintella
Bispo de Belo Horizonte
sábado, 8 de dezembro de 2012
PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR
Podemos situar o tema deste
domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação,
no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao
nosso mundo e ao coração dos homens.
A oração, mesmo quando
acontece na solidão, é sempre um encontro com outros: encontro com Deus que
está presente na tua vida, que é a tua realidade mais intima, tantas vezes sem
teres consciência disso; encontro com os irmãos que fazem parte da tua vida,
mesmo quando te magoam e te deixam ficar mal.
O Evangelho apresenta-nos
o profeta João Batista, que convida os homens a uma transformação total quanto
à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida.
Para que Jesus possa
caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é
necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova
do Reino.
A conversão é um verdadeiro
êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Convida-nos,
ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não
desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e
dificuldades.
A comunidade se deve
preocupar com o anúncio profético e deve manifestar, em concreto, a sua
solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho.
A comunidade deve dar um
verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim
ela dará testemunho do Senhor que vem.
A Palavra de Deus faz-nos
hoje viajar até aos preparativos da pregação de Jesus, do seu ministério
público. A voz de João Batista, o precursor de Jesus, anuncia no deserto a
missão histórica de Jesus e convida todos a preparar caminho ao Verbo de Deus
que Se fez um de nós, que Se fez próximo de nós.
A salvação que o Messias
nos veio trazer não é uma teoria, mas concretiza-se na história humana. Daí o
apelo à conversão e à penitência.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo de Belo Horizonte
domingo, 2 de dezembro de 2012
FÉ E CARIDADE
Refletindo
o texto do Autor Sagrado da viúva de Sarepta e da viúva do templo, destacamos o
nexo entre fé e caridade, amor a Deus e amor aos irmãos. A fé em Deus não se
limita a ser um ato puramente vertical, uma relação individual com Ele, mas se
manifesta no amor aos irmãos.
Vivemos um
momento em que muito se valoriza a individualidade, a subjetividade. O homem de
hoje dá muitas voltas ao redor de si mesmo. A intersubjetividade e a dimensão
comunitária, neste universo, perdem força. As próprias relações são vivenciadas
em vista dos interesses pessoais.
As
conseqüências fazem sentir em vários âmbitos. Gostaria de destacar o ecológico.
Não é possível ter um estilo de vida, onde se esqueça que o mundo é apenas o
meu habitat, mas também dos que convivem comigo e das gerações futuras.
Não é
possível peregrinar nas estradas deste mundo vivendo na indiferença do que
acontece ao nosso redor, sobretudo no que acontece a criatura mais excelente do
planeta: o homem. Não podemos permanecer em paz, sabendo que ainda há fome,
miséria e tantas calamidades que afligem o ser humano.
Às vezes
podemos querer lavar as nossas mãos, transferindo para o Estado a
responsabilidade da estabilidade social e do bem-estar para todos os cidadãos.
Contudo, em nome da nossa fé, o outro é um nosso irmão e não podemos cair nas
malhas do egoísmo.
Somos sim
responsáveis uns pelos outros, tanto materialmente, como espiritualmente e não
podemos permanecer em paz e nem nos permitir o luxo excessivo, o desperdício e
tantas outras coisas mais que bradam o céu diante de quem não tem, por exemplo,
o que comer.
As viúvas
dos textos sagrados deram do essencial, não partilharam apenas o que sobrava,
foram sóbrias em seu gesto, por isto, Jesus exaltou a viúva, fazendo valer a
lógica da qualidade: deu mais não porque deu um grande quantia, mas porque deu
do seu necessário.
Vale a pena o nosso pouco que ajuda a minorar
a dor de quem sofre, vale a pena a nossa solidariedade, o que não vale à pena e
contradiz o nosso ser e aquilo a que fomos chamados, é o coração egoísta que
nos faz fechar, olhos, braços e mãos ao irmão.
A fé é um
dom de Deus ao qual o homem responde com magnanimidade e agradece e louva ao
seu Senhor. Essa resposta do homem ao chamado de Deus é vocação e vocação é
serviço, é gratidão, sedimentada na esperança e assumida como amor-caridade.
+Dom
Eduardo Rocha Quintella
Bispo de
Belo Horizonte
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
UM NOVO AMANHECER
A partir do primeiro
domingo de Advento, iniciamos o ciclo C do Ano Litúrgico, o qual segue o
evangelho de Lucas. Segundo Tito (3,4), Lucas é o evangelista da manifestação
do carinho de Deus e de sua amizade para com os homens, dos pobres e dos
pecadores, dos pagãos e dos valores humanísticos e também das mulheres,
especialmente de Nossa Senhora.
O grande anseio de Lucas,
ao escrever a Boa Notícia de Jesus, era verificar a solidez dos ensinamentos
recebidos (1,4). Ele quer tirar dúvidas, quer mostrar a beleza do seguimento de
Jesus, para fazer arder de novo o coração dos cristãos e cristãs e continuar,
assim, a missão.
Por isso, o ciclo C será o
ano da práxis cristã segundo o modelo de Jesus Cristo. A quem Lucas vai
descrever como um homem de oração, de ternura humana, de convivência fraterna,
ao mesmo tempo em que é também o profeta por excelência, o novo Elias, o
porta-voz credenciado do Altíssimo.
Podemos tomar como ponto de
partida a palavra Advento; este termo não significa espera, como poderia se
supor, mas é a tradução da palavra grega parusia, que significa presença, ou
melhor, chegada, quer dizer, presença começada.
O Advento significa a
presença começada do próprio Deus. Por isso, recorda-nos duas coisas: primeiro,
que a presença de Deus no mundo já começou e que ele já está presente de uma
maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar,
ainda que não seja total, mas está em processo de crescimento e amadurecimento.
Nós cristãos e cristãs vivemos
na certeza consoladora que a luz do mundo já foi acesa na noite escura de Belém
e transformou a noite da morte, do pecado humano na noite santa da vida humana em plenitude. O apelo do
evangelho de hoje é a levantar e erguer nossas cabeças, porque o Filho de Deus
já irrompeu na história humana, foi tecido nas entranhas da humanidade.
Seguindo a tradição do
Antigo Testamento, na descrição de diferentes fenômenos cósmicos que Lucas
apresenta no início do evangelho de hoje, o manifesto de Deus está presente na
nossa vida, está agindo no mundo por meio de tantas pessoas de diferentes
raças, culturas, religiões.
Somos nós que temos que descobrir sua Presença, e
mais ainda, somos também nós que, por meio de nossa fé, esperança e amor, somos
convidados a fazer brilhar continuamente sua Luz na noite do mundo. Pode ser um
bom exercício deste tempo, reunidos em comunidade, em família, partilhar juntos
as luzes que cada um de nós temos acessas, pessoal ou comunitariamente.
Agora vem a outra
orientação importante do evangelho de hoje: Tomem cuidado para que os corações
de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das
preocupações da vida. Um dos males de nosso tempo é, sem dúvida, a falta de
sensibilidade, vivemos uma vida centrada em nossos próprios interesses,
fazendo-nos cegos, surdos e mudos ao sofrimento de nossos irmãos e irmãs. Atitude
totalmente contrária ao Deus de Jesus Cristo.
Neste tempo, na esperança
de Deus que continua vindo e agindo em nosso mundo, somos convidados/as a
aliviar nosso coração daquilo que nos narcisiza e desumaniza, para ter um
coração mais fraterno e solidário. Ali Deus se fará presente, nascerá
novamente, porque onde dois ou mais estejam reunidos em meu nome, eu estarei
presente no meio deles.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo
de Belo Horizonte
sábado, 24 de novembro de 2012
SOLENIDADE CRISTO REI DO UNIVERSO
A celebração da Solenidade
de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo fecha o Ano Litúrgico. Aonde meditamos
sobretudo no mistério de sua vida, sua pregação e o anúncio do Reino de Deus.
Esta festa celebra Cristo
como o Rei bondoso e singelo que como pastor guia a sua Igreja peregrina para o
Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa
transformar o mundo no qual peregrina.
Em um mundo que se
descristianiza e se seculariza, como expressar ainda o direito que Jesus tem de
reinar. A resposta, que é dada pelo Pastoral de conjunto exercida pela Igreja. É
o próprio sentido da Solenidade de hoje. Os autênticos cristãos confessam ser
Jesus o Senhor, por conseqüência, querem que Ele tenha seu espaço de influência
na História que ajudam a construir.
Vivendo o sacerdócio régio
comum a todos os batizados, os fiéis cristianizam o mundo, iluminando a
consciência dos homens, libertando-a da escravidão do pecado, tornando-os aptos
a descobrirem a beleza de Cristo.
As sociedades com suas
estruturas quando são fermentadas por genuínos cristãos descobrem espaços
contínuos para o estabelecimento do humanismo integral. Aonde Cristo chega pela
vivência dos fiéis, descortina-se um véu de esperança para o drama humano do
sofrimento e da finitude.
Os leigos, particularmente,
partícipes da realeza de Cristo, devem trabalhar para a promoção da pessoa
humana, para animar de espírito evangélico as realidades temporais, e dar assim
testemunho concreto de que Cristo Rei é libertador e salvador de todos os
homens.
Cristo Rei reina ou não no
mundo, mas se reina ou não dentro de mim; não se sua realeza está reconhecida
pelos Estados e pelos governos, mas, se é reconhecida e vivida por mim. Cristo
é Rei e Senhor da minha vida.
Reconhecer Cristo como Rei
do Universo é prestar culto ao Pai. Não cremos em um punhado de doutrinas, mas
em uma pessoa, Jesus. E com Ele entregamos ao Pai o Reino de verdade e vida,
santidade e graça, justiça, amor e paz. Servir a Cristo é servi-lO nos
pequenos. Todo fiel deve estar consciente do caminho da cruz. Ela é a chave do
Céu.
+Dom Eduardo
Rocha Quintella
Bispo Diocese de Belo Horizonte
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
VISITA DE DOM MARCELO FREIRE A BELO HORIZONTE
VISITA DE DOM MARCELO FREIRE A BELO
HORIZONTE
A Diocese de Belo Horizonte esteve em festa nestes dias 17 e 18 de
novembro de 2012.
Recebemos a visita de Dom
Marcelo Freire Bispo da Diocese do Rio de Janeiro.
Sua presença em Belo
horizonte gerou muitas trocas de Experiências Eclesiais que enriquecerá muito
as pastorais de conjunto e ainda criando mais laços estreitos entre as duas
igrejas.
No dia 18/11/2012 Dom
Marcelo Freire participou de uma celebração Eucaristica com Dom Eduardo
Quintella, selando ainda mais os laços de fraternidade entre os dois prelados e
suas igrejas.
Ao final da Celebração
Eucarística Dom Marcelo Freire ministrou junto com Dom Eduardo Quintella dois
batizados.
Ao findar das celebrações:
Dom Marcelo participou de um almoço de confraternização. Logo após voltou pro
Rio de Janeiro.
Veja Fotos Abaixo:
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