sábado, 12 de julho de 2014

FECHAR PARA O AMOR É PERMANECER NO PECADO – 12/07/2014

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Na história da criação Deus é o princípio de tudo, tudo provém de Deus, mas o pecado não pode ser atribuído a Deus. A responsabilidade do pecado é remetida ao homem.

No Antigo Testamento, o pecado é visto mais sob o aspecto da ação externa, enquanto atentado à ordem estabelecida por Deus, em especial na relação à aliança.

Já o Novo Testamento insiste, com predominância, no aspecto do julgamento moral e da responsabilidade interna do que peca. O pecado existe a partir do fechar humano para o projeto salvífico, desde a primeira geração humana. O pecado entrou no mundo por culpa dos primeiros viventes.

O fechar para o amor é permanecer no pecado, é negar a face amorosa de Deus, é negar a própria essência humana que é o amor. Não se pode estar unido a Deus se não se faz com liberdade a opção de amá-lo.

Mas não é dado amar a Deus caso se peque gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra si próprio. Deus chama à vida a partir do amor, para viver no amor a Ele e aos irmãos.

Quando se nega a opção fundamental, a pessoa fecha-se para Deus, permanecendo no pecado; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanece nele

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.
Foto: FECHAR PARA O AMOR É PERMANECER NO PECADO – 12/07/2014

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Na história da criação Deus é o princípio de tudo, tudo provém de Deus, mas o pecado não pode ser atribuído a Deus. A responsabilidade do pecado é remetida ao homem. 

No Antigo Testamento, o pecado é visto mais sob o aspecto da ação externa, enquanto atentado à ordem estabelecida por Deus, em especial na relação à aliança.

Já o Novo Testamento insiste, com predominância, no aspecto do julgamento moral e da responsabilidade interna do que peca. O pecado existe a partir do fechar humano para o projeto salvífico, desde a primeira geração humana. O pecado entrou no mundo por culpa dos primeiros viventes.

O fechar para o amor é permanecer no pecado, é negar a face amorosa de Deus, é negar a própria essência humana que é o amor. Não se pode estar unido a Deus se não se faz com liberdade a opção de amá-lo. 

Mas não é dado amar a Deus caso se peque gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra si próprio. Deus chama à vida a partir do amor, para viver no amor a Ele e aos irmãos. 

Quando se nega a opção fundamental, a pessoa fecha-se para Deus, permanecendo no pecado; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanece nele 

Dom Eduardo Rocha Quintella
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sexta-feira, 11 de julho de 2014





VIDA ETERNA - 11/07/2014 

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Todo homem tem em si um profundo anseio por vida eterna. 

Em todos os lugares vemos essa busca. 

A Ciência e a Medicina procuram por caminhos que permitam estender a vida. 

Muitas pessoas cercam-se de idéias utópicas ou vivem em um mundo imaginário

de filmes, livros e sonhos.

Todos têm medo da morte.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quinta-feira, 10 de julho de 2014

SILÊNCIO REALIDADE – 10/07/2014

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O silêncio é todo um processo de acalmar ruídos. Sossegar a própria palavras. Até chegar à escuta. No interior da pessoa. Da mensagem de todos os seres e do ser em todos os seres. Um vazio. Não cheio de um vazio. Não cheio de coisa alguma. Mas pleno de presenças que estão aí. Mesmo quando não lhe damos atenção.

Não é uma fuga da realidade nem da dureza da luta diária para domesticá-la: é antes. Um mergulhar no mais profundo da realidade: Uma viagem ao interior das coisas. Das pessoas e da vida: Um renunciar a borboletear na superfície das mesmas.

O silêncio é difícil. É necessário experimentá-lo periodicamente para alcançar o reencontro conosco mesmo. Com o nosso ser pessoal. Centro de decisões. É antes de tudo. Defesa necessária da pessoa e da personalidade

O silêncio nos deve mover a vontade de ser livre e de experimentar esta liberdade. O silêncio é distância necessária para quem tem de caminhar pela história e há de fazê-lo. Não às cegas. Mas discernindo com lucidez. Uma experiência não refletida é uma experiência não vivida.

É preciso ao mesmo tempo. Presença e distância da realidade para contemplá-la em seu contexto de relações com outras realidades humanas e divinas. Descobrir todas as dimensões da mesma. E nela a presença do Deus da história.

O silêncio é acolhida necessária do DOM de Deus que nos dá na vida. Mesmo dando a própria Vida. Não damos nada. Apenas devolvemos. Por isso é preciso dá-la. Cada dia. Gratuitamente e Generosamente. O silêncio é redutor de deserto interior portátil.

Lugar de encontro pessoal com Deus. Não é um luxo, é um direito a ser pessoa. Pertence à dimensão pessoal profunda. Purificada do risco de cair na dimensão individualista.

O silêncio é também uma forma de palavra cristã necessária. Diante do mistério. Diante da dor própria ou alheia. Diante a violência e da injustiça. Que se infringe a outros e a nós. O nosso silêncio é o silêncio daquele que discerne a ação de Deus e a própria caminhada no mundo. É o silêncio do apóstolo comprometido. Por missão. Com o ser humano e sua História.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

Foto: SILÊNCIO DA REALIDADE – 10/07/2014

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O silêncio é todo um processo de acalmar ruídos. Sossegar a própria palavras. Até chegar à escuta. No interior da pessoa. Da mensagem de todos os seres e do ser em todos os seres. Um vazio. Não cheio de um vazio. Não cheio de coisa alguma. Mas pleno de presenças que estão aí. Mesmo quando não lhe damos atenção. 

Não é uma fuga da realidade nem da dureza da luta diária para domesticá-la: é antes. Um mergulhar no mais profundo da realidade: Uma viagem ao interior das coisas. Das pessoas e da vida: Um renunciar a borboletear na superfície das mesmas. 

O silêncio é difícil. É necessário experimentá-lo periodicamente para alcançar o reencontro conosco mesmo. Com o nosso ser pessoal. Centro de decisões. É antes de tudo. Defesa necessária da pessoa e da personalidade 
 
O silêncio nos deve mover a vontade de ser livre e de experimentar esta liberdade. O silêncio é distância necessária para quem tem de caminhar pela história e há de fazê-lo. Não às cegas. Mas discernindo com lucidez. Uma experiência não refletida é uma experiência não vivida.
 
É preciso ao mesmo tempo. Presença e distância da realidade para contemplá-la em seu contexto de relações com outras realidades humanas e divinas. Descobrir todas as dimensões da mesma. E nela a presença do Deus da história.
 
O silêncio é acolhida necessária do DOM de Deus que nos dá na vida. Mesmo dando a própria Vida. Não damos nada. Apenas devolvemos. Por isso é preciso dá-la. Cada dia. Gratuitamente e Generosamente. O silêncio é redutor de deserto interior portátil. 

Lugar de encontro pessoal com Deus. Não é um luxo, é um direito a ser pessoa. Pertence à dimensão pessoal profunda. Purificada do risco de cair na dimensão individualista. 

O silêncio é também uma forma de palavra cristã necessária. Diante do mistério. Diante da dor própria ou alheia. Diante a violência e da injustiça. Que se infringe a outros e a nós. O nosso silêncio é o silêncio daquele que discerne a ação de Deus e a própria caminhada no mundo. É o silêncio do apóstolo comprometido. Por missão. Com o ser humano e sua História.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quarta-feira, 9 de julho de 2014

ESPIRITO SANTO DOCE HÓSPEDE DA NOSSA ALMA – 09/07/2014

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O amor é a base, o fundamento, a essência da nossa existência. Deus, que nos amou primeiro pede de nós uma resposta que deve ser uma vivência de conversão, de uma volta para Deus na qual a pessoa se propõe a uma vida nova com mudanças de sentimentos, pela renúncia ao pecado, que consiste na nossa abertura e na nossa entrega, vividos na fé e na confiança no Deus da vida.

O processo de conversão, que modifica a nossa vida, dá-se pela experiência com o Deus da vida, o Deus da aliança. De acordo com a etimologia da própria palavra, experiência é a ciência (conhecimento) que nós adquirimos quando saímos de nós mesmos e estudamos o mundo por todos os lados. Abertura, despojamento de preconceitos e de ideias feitas são condições indispensáveis da experiência.

A experiência com Deus só é possível em razão da liberdade de Deus e da gratuidade-graça de sua ação. A experiência do ser humano com Deus não ocorre em nenhuma dimensão extra-humana. É dentro da vida cotidiana e da história humana que ocorrem os encontros com Deus. Toda experiência com Deus implica em nossa fé e a experiência humana, que melhor retrata a experiência com Deus, é amor.

Por isso, chegamos até a dizer que Deus é amor. Se amarmos esse Deus que não vemos, devemos amar também o nosso irmão a quem vemos. Esse é o mandamento dado por Jesus.

Jesus era impulsionado, conduzido pelo Espírito Santo e soprou esse mesmo Espírito aos seus discípulos enviando-os a fazerem discípulos em todas as partes do mundo. Portanto, o Espírito Santo é enviado ao mundo inteiro para realizar uma nova criação. No centro da criação está a humanidade. A renovação da criação pelo Espírito Santo inclui uma regeneração do ser humano.

Pela ação do Espírito Santo começa uma nova humanidade feita à imagem de Cristo e incorporada nel. Essa adesão a Jesus Cristo é entrega total e exige da cada ser humano uma transformação profunda, um novo nascimento pelo sacramento do Batismo, que é também chamado de banho de regeneração e de renovação no Espírito Santo.

Portanto, é assim que o ser humano é remido por Cristo e torna-se uma nova criatura no Espírito Santo. O Espírito manifesta-se como capacidade de ação. É força para produzir ações. O profeta Isaías, em seu primeiro cântico do Servo Sofredor, aplica-o a todo povo de Deus, sofrido, porém fiel e assim, como Maria na sua fidelidade, exulta a Deus, seu Senhor, porque Ele olhou para a sua humilhação. O Servo de Javé age sob a ação do Espírito de Deus. O Espírito serve para refazer o povo de Deus e impelir as pessoas a amarem a Deus e n’Ele o mundo e o outro.

A sabedoria do ser humano consiste simplesmente em procurar e escutar a Deus e converter-se para ele. Ouvir atentamente sua palavra que penetra fundo em nossos corações, como a chuva penetra fundo na terra, e assim, produz o que é da vontade de Deus em nossas vidas dando êxito da missão pela qual a palavra nos é enviada, que é simples e plenamente liberdade e vida.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: ESPIRITO SANTO DOCE HÓSPEDE DA NOSSA  ALMA – 09/07/2014

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O amor é a base, o fundamento, a essência da nossa existência. Deus, que nos amou primeiro pede de nós uma resposta que deve ser uma vivência de conversão, de uma volta para Deus na qual a pessoa se propõe a uma vida nova com mudanças de sentimentos, pela renúncia ao pecado, que consiste na nossa abertura e na nossa entrega, vividos na fé e na confiança no Deus da vida. 

O processo de conversão, que modifica a nossa vida, dá-se pela experiência com o Deus da vida, o Deus da aliança. De acordo com a etimologia da própria palavra, experiência é a ciência (conhecimento) que nós adquirimos quando saímos de nós mesmos e estudamos o mundo por todos os lados. Abertura, despojamento de preconceitos e de ideias feitas são condições indispensáveis da experiência.

A experiência com Deus só é possível em razão da liberdade de Deus e da gratuidade-graça de sua ação. A experiência do ser humano com Deus não ocorre em nenhuma dimensão extra-humana. É dentro da vida cotidiana e da história humana que ocorrem os encontros com Deus. Toda experiência com Deus implica em nossa fé e a experiência humana, que melhor retrata a experiência com Deus, é amor. 

Por isso, chegamos até a dizer que Deus é amor. Se amarmos esse Deus que não vemos, devemos amar também o nosso irmão a quem vemos. Esse é o mandamento dado por Jesus.

Jesus era impulsionado, conduzido pelo Espírito Santo e soprou esse mesmo Espírito aos seus discípulos enviando-os a fazerem discípulos em todas as partes do mundo. Portanto, o Espírito Santo é enviado ao mundo inteiro para realizar uma nova criação. No centro da criação está a humanidade. A renovação da criação pelo Espírito Santo inclui uma regeneração do ser humano. 

Pela ação do Espírito Santo começa uma nova humanidade feita à imagem de Cristo e incorporada nel. Essa adesão a Jesus Cristo é entrega total e exige da cada ser humano uma transformação profunda, um novo nascimento pelo sacramento do Batismo, que é também chamado de banho de regeneração e de renovação no Espírito Santo. 

Portanto, é assim que o ser humano é remido por Cristo e torna-se uma nova criatura no Espírito Santo. O Espírito manifesta-se como capacidade de ação. É força para produzir ações. O profeta Isaías, em seu primeiro cântico do Servo Sofredor, aplica-o a todo povo de Deus, sofrido, porém fiel e assim, como Maria na sua fidelidade, exulta a Deus, seu Senhor, porque Ele olhou para a sua humilhação. O Servo de Javé age sob a ação do Espírito de Deus. O Espírito serve para refazer o povo de Deus e impelir as pessoas a amarem a Deus e n’Ele o mundo e o outro.

A sabedoria do ser humano consiste simplesmente em procurar e escutar a Deus e converter-se para ele. Ouvir atentamente sua palavra que penetra fundo em nossos corações, como a chuva penetra fundo na terra, e assim, produz o que é da vontade de Deus em nossas vidas dando êxito da missão pela qual a palavra nos é enviada, que é simples e plenamente liberdade e vida. 

Dom Eduardo Rocha Quintella
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terça-feira, 8 de julho de 2014

POVO DE DEUS - 08/07/2014

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O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor, tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história.

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos.

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida.

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade.

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Dom Eduardo Rocha Quintella
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O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor,  tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história. 

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos. 

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida. 

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade. 

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vida Sacramental – 07/07/2014

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Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal.

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição.
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais.

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito.

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário.

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença.

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia.

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital.

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

Dom Eduardo Rocha Quintella
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Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal. 

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição. 
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais. 

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito. 

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.  

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário. 

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença. 

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia. 

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital. 

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

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domingo, 6 de julho de 2014

CIDADANIA – 06/07/2014

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Vivemos numa sociedade extremamente capitalista, aonde o Homem deixou de ser Sujeito, mas objeto do sistema, esta sociedade da qual somos parte que marginaliza trinta e dois milhões de cidadãos, privando-os do mínimo condizente com a dignidade humana.

Basta sair do conforto do nosso lar, onde nos encastelamos reclamando segurança e proteção, para encontrá-los. Dependurados nas favelas, disputando com o morro e com a chuva um espaço para sobreviver. Amontoados debaixo dos viadutos e das marquises, fugindo das intempéries. Encarrapitados nos lixões, brigando com os animais (famintos por uns restos de alimentos).

A falta de condições de sobrevivência no meio rural. O desemprego que aumenta com a recessão imposta por interesses estrangeiros, para pagar a dívida de uns poucos com a fome de muitos.

A impunidade dos sócios do orçamento da União e dos Estados e Municípios que transferem para suas contas bancárias os recursos destinados à alimentação, à saúde, à educação e à moradia da grande massa dos empobrecidos. A cegueira da Justiça, que é rápida para os marginais e vagarosa ou nula para os colarinhos brancos.

As mudanças de que o Brasil precisa não acontecerão por milagre. Serão conquista nossas, de cada cidadão. Dolorosa. Lenta. Mas são os únicos caminhos. Lutemos por nossa cidadania que venceremos.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.
Foto: CIDADANIA – 06/07/2014

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Vivemos numa sociedade extremamente capitalista, aonde o Homem deixou de ser Sujeito, mas objeto do sistema, esta sociedade da qual somos parte que marginaliza trinta e dois milhões de cidadãos, privando-os do mínimo condizente com a dignidade humana. 

Basta sair do conforto do nosso lar, onde nos encastelamos reclamando segurança e proteção, para encontrá-los. Dependurados nas favelas, disputando com o morro e com a chuva um espaço para sobreviver. Amontoados debaixo dos viadutos e das marquises, fugindo das intempéries. Encarrapitados nos lixões, brigando com os animais (famintos por uns restos de alimentos). 

A falta de condições de sobrevivência no meio rural. O desemprego que aumenta com a recessão imposta por interesses estrangeiros, para pagar a dívida de uns poucos com a fome de muitos. 

A impunidade dos sócios do orçamento da União e dos Estados e Municípios que transferem para suas contas bancárias os recursos destinados à alimentação, à saúde, à educação e à moradia da grande massa dos empobrecidos. A cegueira da Justiça, que é rápida para os marginais e vagarosa ou nula para os colarinhos brancos. 

As mudanças de que o Brasil precisa não acontecerão por milagre. Serão conquista nossas, de cada cidadão. Dolorosa. Lenta. Mas são os únicos caminhos. Lutemos por nossa cidadania que venceremos.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
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sábado, 5 de julho de 2014

SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO – 05/07/2014

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A Eucaristia é a semente do sacrifício de Cristo inoculada em nós. Na missa Jesus vem e nos fecunda com a sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivem tudo isso é assumido por Jesus no Seu sacrifício redentor.

Para isso é preciso que nós, católicos, entendamos o valor da Santa Missa. O inimigo faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mentalidade, para não darmos o devido valor à santa missa, porque ele mesmo sabe da sua importância.

Ele nos deixa distraídos com as músicas, com os instrumentos, com as palmas, preocupados com a procissão de entrada, mas tudo deve se centrar na renovação do sacrifício de Jesus, o sacrifício do Calvário.

Quando percebemos o valor que é a intercessão de Jesus na Missa, descobriremos um grande tesouro. O fruto da paixão e a morte de Jesus são canalizados para nós e para aqueles que apresentamos na celebração da Eucaristia.

É canalizado para toda a Igreja: para a Igreja militante que somos nós, caminhando neste mundo, para a Igreja gloriosa do Céu, que não precisa mais, mas também participa e se alegra presenciando a realização do sacrifício de Cristo, se renovando continuamente na face da Terra.

Meu irmão, minha irmã receba hoje o toque do Senhor, através da Eucaristia...

Dom Eduardo Rocha Quintella
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A Eucaristia é a semente do sacrifício de Cristo inoculada em nós. Na missa Jesus vem e nos fecunda com a sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivem tudo isso é assumido por Jesus no Seu sacrifício redentor. 

Para isso é preciso que nós, católicos, entendamos o valor da Santa Missa. O inimigo faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mentalidade, para não darmos o devido valor à santa missa, porque ele mesmo sabe da sua importância. 

Ele nos deixa distraídos com as músicas, com os instrumentos, com as palmas, preocupados com a procissão de entrada, mas tudo deve se centrar na renovação do sacrifício de Jesus, o sacrifício do Calvário. 

Quando percebemos o valor que é a intercessão de Jesus na Missa, descobriremos um grande tesouro. O fruto da paixão e a morte de Jesus são canalizados para nós e para aqueles que apresentamos na celebração da Eucaristia. 

É canalizado para toda a Igreja: para a Igreja militante que somos nós, caminhando neste mundo, para a Igreja gloriosa do Céu, que não precisa mais, mas também participa e se alegra presenciando a realização do sacrifício de Cristo, se renovando continuamente na face da Terra. 

Meu irmão, minha irmã receba hoje o toque do Senhor, através da Eucaristia...

Dom Eduardo Rocha Quintella 
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