terça-feira, 8 de julho de 2014

POVO DE DEUS - 08/07/2014

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E-MAIL: DOMEDUARDOROCHAQUINTELLA@HOTMAIL.COM

O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor, tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história.

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos.

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida.

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade.

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: POVO DE DEUS - 08/07/2014

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O ambiente em que estamos mergulhados potencia, tantas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. É possível acreditar no Deus da justiça, fiel à aliança, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus, O Deus da justiça e do amor,  tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história. 

De acordo com o Novo Testamento, esta justiça é comunicada pelo Messias a todos os membros do povo eleito (cf. Rom 1,17; 1 Cor 1,30; 2 Cor 5,21; Flp3,9). Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos. 

Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere demitir-se das suas responsabilidades e passar ao lado da vida. A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas uma construção permanente, que recomeça em cada novo instante da vida. 

O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se conforma com o que já fez, nem se instala na mediocridade. 

Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens que partilham conosco esta vasta casa que é o mundo, o rosto do Deus que ama.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
Bispo Diocese Belo Horizonte

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vida Sacramental – 07/07/2014

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Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal.

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição.
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais.

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito.

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário.

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença.

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia.

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital.

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: Vida Sacramental – 07/07/2014 

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Em algumas pessoas impera, ainda e fortemente, um tipo de sacramentalismo que nos é exigido apenas à última hora. Mas os sacramentos têm de ser celebrados com o mínimo de dignidade e em clima de festa. Deve-se evitar o rito litúrgico que não exprima um ato de Fé pessoal. 

Mais importante ainda: na celebração dos Sacramentos (Penitência, Comunhão, Unção dos enfermos) deve-se evitar toda a aparência de magia e de superstição. 
Por princípio, procuro passar todos os dias junto dos doentes, fazendo uma espécie de sondagem àqueles que, na primeira abordagem, deram mostras de quererem algo mais. 

Depois, volto pela segunda vez, sem pressa e com pausa, para poder dialogar com certas pessoas que têm necessidade de falar com mais profundidade, ouvindo-as com atenção e respeito. 

A Pastoral adotada no hospital situa-se na linha de uma Medicina Preventiva Espiritual e não de um pronto-socorro espiritual. A dimensão espiritual ajuda muito a recuperar plenamente o doente.  

O cansaço, ao final do dia, é compreensível em toda agente que trabalha num hospital, devido à sobrecarga anímica a que estão constantemente sujeitos. Por experiência, tenho consciência da necessidade dum suplemento de forças que procuro adquirir através do contato simples junto do Sacrário. 

Quando faço visita pastoral ao hospital, Sinto-me em família com todas as pessoas que ali trabalham. Todos têm sido acolhedores para comigo, independentemente da crença. 

Por vezes, as complicações surgem das famílias dos doentes, porque têm enraizada a ideia de que o Padre deve aparecer apenas nos momentos finais da vida, e a sua presença é, muitas vezes, vista como uma fatal profecia. 

É, certamente, desejável estarmos presentes nesse momento. Por isso, procura-se adotar uma medicina preventiva e não curativa, logo que o doente entra no hospital. 

Da nossa parte, é necessária muita delicadeza quando nos aproximamos dos doentes e de seus familiares que se encontram em situações frágeis. Há que ter em conta também a carinho e ternura do Padre e do agente da pastoral da saúde.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
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domingo, 6 de julho de 2014

CIDADANIA – 06/07/2014

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Vivemos numa sociedade extremamente capitalista, aonde o Homem deixou de ser Sujeito, mas objeto do sistema, esta sociedade da qual somos parte que marginaliza trinta e dois milhões de cidadãos, privando-os do mínimo condizente com a dignidade humana.

Basta sair do conforto do nosso lar, onde nos encastelamos reclamando segurança e proteção, para encontrá-los. Dependurados nas favelas, disputando com o morro e com a chuva um espaço para sobreviver. Amontoados debaixo dos viadutos e das marquises, fugindo das intempéries. Encarrapitados nos lixões, brigando com os animais (famintos por uns restos de alimentos).

A falta de condições de sobrevivência no meio rural. O desemprego que aumenta com a recessão imposta por interesses estrangeiros, para pagar a dívida de uns poucos com a fome de muitos.

A impunidade dos sócios do orçamento da União e dos Estados e Municípios que transferem para suas contas bancárias os recursos destinados à alimentação, à saúde, à educação e à moradia da grande massa dos empobrecidos. A cegueira da Justiça, que é rápida para os marginais e vagarosa ou nula para os colarinhos brancos.

As mudanças de que o Brasil precisa não acontecerão por milagre. Serão conquista nossas, de cada cidadão. Dolorosa. Lenta. Mas são os únicos caminhos. Lutemos por nossa cidadania que venceremos.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte.
Foto: CIDADANIA – 06/07/2014

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Vivemos numa sociedade extremamente capitalista, aonde o Homem deixou de ser Sujeito, mas objeto do sistema, esta sociedade da qual somos parte que marginaliza trinta e dois milhões de cidadãos, privando-os do mínimo condizente com a dignidade humana. 

Basta sair do conforto do nosso lar, onde nos encastelamos reclamando segurança e proteção, para encontrá-los. Dependurados nas favelas, disputando com o morro e com a chuva um espaço para sobreviver. Amontoados debaixo dos viadutos e das marquises, fugindo das intempéries. Encarrapitados nos lixões, brigando com os animais (famintos por uns restos de alimentos). 

A falta de condições de sobrevivência no meio rural. O desemprego que aumenta com a recessão imposta por interesses estrangeiros, para pagar a dívida de uns poucos com a fome de muitos. 

A impunidade dos sócios do orçamento da União e dos Estados e Municípios que transferem para suas contas bancárias os recursos destinados à alimentação, à saúde, à educação e à moradia da grande massa dos empobrecidos. A cegueira da Justiça, que é rápida para os marginais e vagarosa ou nula para os colarinhos brancos. 

As mudanças de que o Brasil precisa não acontecerão por milagre. Serão conquista nossas, de cada cidadão. Dolorosa. Lenta. Mas são os únicos caminhos. Lutemos por nossa cidadania que venceremos.

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sábado, 5 de julho de 2014

SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO – 05/07/2014

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A Eucaristia é a semente do sacrifício de Cristo inoculada em nós. Na missa Jesus vem e nos fecunda com a sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivem tudo isso é assumido por Jesus no Seu sacrifício redentor.

Para isso é preciso que nós, católicos, entendamos o valor da Santa Missa. O inimigo faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mentalidade, para não darmos o devido valor à santa missa, porque ele mesmo sabe da sua importância.

Ele nos deixa distraídos com as músicas, com os instrumentos, com as palmas, preocupados com a procissão de entrada, mas tudo deve se centrar na renovação do sacrifício de Jesus, o sacrifício do Calvário.

Quando percebemos o valor que é a intercessão de Jesus na Missa, descobriremos um grande tesouro. O fruto da paixão e a morte de Jesus são canalizados para nós e para aqueles que apresentamos na celebração da Eucaristia.

É canalizado para toda a Igreja: para a Igreja militante que somos nós, caminhando neste mundo, para a Igreja gloriosa do Céu, que não precisa mais, mas também participa e se alegra presenciando a realização do sacrifício de Cristo, se renovando continuamente na face da Terra.

Meu irmão, minha irmã receba hoje o toque do Senhor, através da Eucaristia...

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO – 05/07/2014

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A Eucaristia é a semente do sacrifício de Cristo inoculada em nós. Na missa Jesus vem e nos fecunda com a sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivem tudo isso é assumido por Jesus no Seu sacrifício redentor. 

Para isso é preciso que nós, católicos, entendamos o valor da Santa Missa. O inimigo faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mentalidade, para não darmos o devido valor à santa missa, porque ele mesmo sabe da sua importância. 

Ele nos deixa distraídos com as músicas, com os instrumentos, com as palmas, preocupados com a procissão de entrada, mas tudo deve se centrar na renovação do sacrifício de Jesus, o sacrifício do Calvário. 

Quando percebemos o valor que é a intercessão de Jesus na Missa, descobriremos um grande tesouro. O fruto da paixão e a morte de Jesus são canalizados para nós e para aqueles que apresentamos na celebração da Eucaristia. 

É canalizado para toda a Igreja: para a Igreja militante que somos nós, caminhando neste mundo, para a Igreja gloriosa do Céu, que não precisa mais, mas também participa e se alegra presenciando a realização do sacrifício de Cristo, se renovando continuamente na face da Terra. 

Meu irmão, minha irmã receba hoje o toque do Senhor, através da Eucaristia...

Dom Eduardo Rocha Quintella 
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

A PAZ DE CRISTO – 04/07/2013

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No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O sacrifício da cruz é o sacrifício do altar: tem tanto valor a celebração da missa, como a morte de Cristo na Cruz. É o maior contato com Deus que podemos ter nesta vida.

O sacramento da Eucaristia é o ápice de toda a vida cristã. É a comprovação de que Deus nos ama e nunca nos abandonará. É o gesto concreto e misterioso do amor de Deus por nós.

Jesus permanece realizando no meio de seu povo, um povo novo da aliança nova, os mesmos milagres que realizava através da Eucaristia. Nós temos este presente de maior importância em nossa vida. Em cada celebração Jesus se serve da fragilidade do sacerdote ordenado para estar conosco e para que nós possamos comungá-lo.

A Eucaristia nos ampara nas dificuldades, na luta pela pureza, no combate aos vícios e, sobretudo, aumenta em nós a Fé, a Esperança e a Caridade. É a saúde da alma e do corpo, remédio para todas as enfermidades espirituais.

No momento em que o sacerdote profere as palavras da Consagração Jesus está presente. Vivo para nos livrar de todos os males e nos ajudar para que a nossa vida se associe com a vontade de Deus. Por esta razão precisamos estar sempre preparados para recebê-la com todo amor e dignidade possível.

A preparação para receber este sacramento deve ser feita através da Reconciliação frequente. Este sacramento está ligado a Eucaristia como uma forma de estarmos totalmente disponíveis ao amor de Deus.

Nós, na realidade somos muito limitados para entendermos este mistério, precisamos confiar na Palavra do Senhor que é infalível, é o Espírito Santo quem age em favor de nossas limitações.
A Eucaristia está ligada à Palavra de Deus, uma consolida a outra na busca de perfeição.

Que a paz de Cristo e a proteção de Maria estejam com todos vocês.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: A PAZ DE CRISTO – 04/07/2013

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No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O sacrifício da cruz é o sacrifício do altar: tem tanto valor a celebração da missa, como a morte de Cristo na Cruz. É o maior contato com Deus que podemos ter nesta vida. 

O sacramento da Eucaristia é o ápice de toda a vida cristã. É a comprovação de que Deus nos ama e nunca nos abandonará. É o gesto concreto e misterioso do amor de Deus por nós.

Jesus permanece realizando no meio de seu povo, um povo novo da aliança nova, os mesmos milagres que realizava através da Eucaristia. Nós temos este presente de maior importância em nossa vida. Em cada celebração Jesus se serve da fragilidade do sacerdote ordenado para estar conosco e para que nós possamos comungá-lo. 

A Eucaristia nos ampara nas dificuldades, na luta pela pureza, no combate aos vícios e, sobretudo, aumenta em nós a Fé, a Esperança e a Caridade. É a saúde da alma e do corpo, remédio para todas as enfermidades espirituais.

No momento em que o sacerdote profere as palavras da Consagração Jesus está presente. Vivo para nos livrar de todos os males e nos ajudar para que a nossa vida se associe com a vontade de Deus. Por esta razão precisamos estar sempre preparados para recebê-la com todo amor e dignidade possível. 

A preparação para receber este sacramento deve ser feita através da Reconciliação frequente. Este sacramento está ligado a Eucaristia como uma forma de estarmos totalmente disponíveis ao amor de Deus.

Nós, na realidade somos muito limitados para entendermos este mistério, precisamos confiar na Palavra do Senhor que é infalível, é o Espírito Santo quem age em favor de nossas limitações. 
A Eucaristia está ligada à Palavra de Deus, uma consolida a outra na busca de perfeição. 

Que a paz de Cristo e a proteção de Maria estejam com todos vocês.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

COMUNIDADE APOSTÓLICA – 03/07/2014

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A Trindade é a fonte de toda comunhão, é dela e a partir dela, que todo o amor humano, e consequentemente toda doação se manifestam numa abertura para o outro. Aí está à base de toda comunidade. O tripé que sustenta toda a vida em sociedade: Unidade, Doação e Abertura. Sem eles deixamos de nos assemelhar à Trindade, fugindo do desígnio divino para a vida em comum.

Essa é a síntese da vocação humana: Viver em comunhão com Deus e com seus irmãos. Jesus mesmo nos ensinou, quando chamou os apóstolos pessoalmente, um a um, para participar com Ele e com os outros discípulos, da sua vida e destino. Estava assim inaugurada a comunidade cristã, comunidade essa que vivia junto do seu mestre, que seguia os seus caminhos, e bebia suas palavras.

Olhando para a comunidade dos discípulos, temos um referencial sólido de ideal de vida, de comunhão completa e dinamismo unificante, encontrando assim, seu arquétipo na vida de unidade das pessoas da Santíssima Trindade. É o amor e a doação entre o Pai e o Filho que gera o Espírito Santo que, por sua vez, é o mantenedor dessa relação, preservando assim a unidade.

São distintos entre si pelas relações de origem: é o Pai que gera o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede. A Unidade Divina é trina. Não se pode falar de comunidade cristã sem se associar à comunidade divina. Ela nada mais é que um reflexo dessa, um transbordar do amor de Deus, do Deus Trino que quis reproduzir também entre nós um modelo de comunhão.
As exigências apostólicas e os apelos mais insistentes do coração do homem impulsionam-lhe cada vez mais a ocupar um lugar onde possa ficar mais próximo de Deus, mais parecido com a Trindade, pois a vocação é a expressão do Dom de si a Deus e à Igreja.

A vocação do homem não é só um chamado individual, mas uma convocação em conjunto com o outro, compartilhando a existência diária, os problemas e as alegrias, de acordo com o carisma e a característica de cada comunidade. Quando o homem aí se realiza, descobriu o chamado do Senhor para si.

Nesse novo contexto em que está inserido, o tripé da Abertura, Doação e Unidade, novamente torna-se fundamental para a coexistência em comum e consequentemente para a subsistência da comunidade a que pertence.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Foto: COMUNIDADE APOSTÓLICA – 03/07/2014

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A Trindade é a fonte de toda comunhão, é dela e a partir dela, que todo o amor humano, e consequentemente toda doação se manifestam numa abertura para o outro. Aí está à base de toda comunidade. O tripé que sustenta toda a vida em sociedade: Unidade, Doação e Abertura. Sem eles deixamos de nos assemelhar à Trindade, fugindo do desígnio divino para a vida em comum. 

Essa é a síntese da vocação humana: Viver em comunhão com Deus e com seus irmãos. Jesus mesmo nos ensinou, quando chamou os apóstolos pessoalmente, um a um, para participar com Ele e com os outros discípulos, da sua vida e destino. Estava assim inaugurada a comunidade cristã, comunidade essa que vivia junto do seu mestre, que seguia os seus caminhos, e bebia suas palavras. 

Olhando para a comunidade dos discípulos, temos um referencial sólido de ideal de vida, de comunhão completa e dinamismo unificante, encontrando assim, seu arquétipo na vida de unidade das pessoas da Santíssima Trindade. É o amor e a doação entre o Pai e o Filho que gera o Espírito Santo que, por sua vez, é o mantenedor dessa relação, preservando assim a unidade. 

São distintos entre si pelas relações de origem: é o Pai que gera o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede. A Unidade Divina é trina. Não se pode falar de comunidade cristã sem se associar à comunidade divina. Ela nada mais é que um reflexo dessa, um transbordar do amor de Deus, do Deus Trino que quis reproduzir também entre nós um modelo de comunhão. 
As exigências apostólicas e os apelos mais insistentes do coração do homem impulsionam-lhe cada vez mais a ocupar um lugar onde possa ficar mais próximo de Deus, mais parecido com a Trindade, pois a vocação é a expressão do Dom de si a Deus e à Igreja. 

A vocação do homem não é só um chamado individual, mas uma convocação em conjunto com o outro, compartilhando a existência diária, os problemas e as alegrias, de acordo com o carisma e a característica de cada comunidade. Quando o homem aí se realiza, descobriu o chamado do Senhor para si. 

Nesse novo contexto em que está inserido, o tripé da Abertura, Doação e Unidade, novamente torna-se fundamental para a coexistência em comum e consequentemente para a subsistência da comunidade a que pertence.

Dom Eduardo Rocha Quintella 
Bispo Diocese Belo Horizonte

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Eu fiz diferença- 02/07/2014

Esta é a história de um escritor que morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores. 

Todas as manhãs, ele passeava à beira-mar para buscar inspiração, e, à tarde, ficava em casa escrevendo. 

Um dia, caminhando pela praia, viu um vulto que parecia dançar. 

Ele foi ao encontro desse vulto e ao aproximar-se, encontrou um menino pegando as estrelas-do-mar da areia e jogando-as, uma por uma, de volta ao oceano 

Porque está fazendo isso? - perguntou o escritor. 

Você não vê? - disse o garoto - A maré está baixa e o sol muito quente. Elas secarão com o calor, vão morrer se ficarem aqui. 

Meu jovem, exitem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas por elas. Você joga umas poucas de volta ao oceano . . .Que diferença isso faz? - indagou o escritor. 

O jovem pegou mais uma estrela da areia, jogou-a no mar, olhou dentro dos olhos do escritor e disse: 

-Para essa . . .eu fiz diferença. 


Não importa se o que estamos fazendo vai resolver todos os problemas do mundo. O que interessa é que estejamos fazendo sempre o nosso melhor. Isto é fazer diferença.
Deus preferiu contar com você.

Só Deus pode criar
Mas você pode valorizar o que Ele criou
Só Deus pode dar a vida
Mas você pode transmiti-la e respeitá-la
Só Deus pode dar a fé
Mas você pode dar o seu testemunho
Só Deus pode dar a paz
Mas você pode semear a união
Só Deus pode dar a força
Mas você pode apoiar quem desanimou
Só Deus pode infundir esperança
Mas você pode restituir a confiança ao irmão
Só Deus pode dar o amor
Mas você pode ensinar seu irmão a amar
Só Deus pode dar a alegria
Mas você pode sorrir a todos
Só Deus é o caminho
Mas você pode indicá-lo aos outros
Só Deus é a luz
Mas você pode fazê-la brilhar
Só Deus é a vida
Mas você pode dar aos outros a alegria de viver
Só Deus pode fazer o impossível
Mas você sempre poderá fazer o que é possível
Só Deus pode fazer milagres
Mas você pode fazer sacrifício
Só Deus pode fazer a semente do bem germinar
Mas você pode plantá-la no coração humano
Só Deus se basta a si mesmo
Mas Ele preferiu contar com você!

terça-feira, 1 de julho de 2014

EVANGELIZAÇÃO – 01/07/2014

Na visita pastoral, é comum padres, pastores e agentes de pastoral da saúde se preocuparem com a evangelização. Aliás, já ouvi da boca de um padre a seguinte expressão: Se eu for visitar um doente e não falar doEvangelho, qual a finalidade da visita, Infelizmente, são muitos os que pensam dessa maneira.

Primeiramente, diria que evangelizar não é apenas uma questão de doutrinação, de transmitir determinadas verdades de que já temos posse. Evangelizar é, primordialmente, comunicar aos outros o Cristo que está em nós. Nesse sentido, até o próprio paciente pode se tornar um instrumento de evangelização.

Além disso, você que carrega essa preocupação de evangelizar a qualquer custo tenha certeza de que sua presença é uma das muitas maneiras de evangelizar. Às vezes, muito mais eficaz do que as muitas palavras que você pronuncia quase sem refletir sobre a profundidade delas.

Portanto, a evangelização tem um conteúdo doutrinal importante, mas nela a comunicação de conteúdos precisa ser adaptada à situação concreta das pessoas.

Ou seja, não é conveniente exigir de alguém que nunca teve contato com a Palavra de Deus a mesma resposta e o mesmo comportamento de alguém que já está integrado na comunidade há mais tempo. Portanto, cuidado com as palavras.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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