quarta-feira, 9 de abril de 2014

Visita Pastoral

09/04/2014

Na visita pastoral, é comum padres, pastores e agentes de pastoral da saúde se preocuparem com a evangelização. Aliás, já ouvi da boca de um padre a seguinte expressão: "Se eu for visitar um doente e não falar do Evangelho, qual a finalidade da visita?" Infelizmente, são muitos os que pensam dessa maneira.

Primeiramente, diria que evangelizar não é apenas uma questão de doutrinação, de transmitir determinadas verdades de que já temos posse. Evangelizar é, primordialmente, comunicar aos outros o Cristo que está em nós. Nesse sentido, até o próprio paciente pode se tornar um instrumento de evangelização. Além disso, você que carrega essa preocupação de evangelizar a qualquer custo tenha certeza de que sua presença é uma das muitas maneiras de evangelizar. Às vezes, muito mais eficaz do que as muitas palavras que você pronuncia quase sem refletir sobre a profundidade delas.

Portanto, a evangelização tem um conteúdo doutrinal importante, mas nela a comunicação de conteúdos precisa ser adaptada à situação concreta das pessoas. Seria importante seguirmos a recomendação e o exemplo de São Paulo: "Leite se dá para as crianças e carne a quem tem condições de comê-la" (cf. 1Cor 3,1-3). Ou seja, não é conveniente exigir de alguém que nunca teve contato com a Palavra de Deus a mesma resposta e o mesmo comportamento de alguém que já está integrado na comunidade há mais tempo. Portanto, cuidado com as palavras.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 6 de abril de 2014

O BATISMO E SUAS IMPLICAÇÕES PESSOAIS E COMUNITÁRIAS

A primeira e principal tarefa dos pais e dos padrinhos são ser catequistas. É seu dever instruir, pela palavra e pelo exemplo, o filho/afilhado. Instruir pela palavra quer dizer: anunciar Jesus e seu Evangelho e, instruir pelo exemplo, é dar testemunho de vida.
Pais e padrinhos costumam pensar que apenas o pároco, os religiosos e os catequistas da comunidade estão encarregados de ensinar religião. Na verdade, são eles os primeiros responsáveis pela educação espiritual da criança, urna vez que a iniciação na religião começa com o nascimento, desde a decoração do quarto do bebê ao acalento a seu ouvido para ninar.
A Igreja (instituição) e a comunidade só vão ter acesso à criança já maiorzinha, na maioria das vezes, considerada tarde para iniciação. A criança sempre repete e assimila os exemplos. E o faz com espontaneidade e alegria. Se pais e padrinhos caminham na fé, pela oração e participação da comunidade, ela vai aprender e fazer com prazer o que os vê fazerem.
A maior parte do povo brasileiro se considera católica. O catolicismo é a religião dos pais e dos avós. A pessoa é católica porque se identifica com o catolicismo praticado pela família. E para que isso aconteça, é preciso vivenciar a religião desde cedo. Há pessoas que, conforme vão amadurecendo, começam a ter uma relação pessoal com Deus e, às vezes, com algum santo. Rezam, conversam com Deus; fazem pedidos e agradecimentos, falam de Deus para os outros. Procuram também viver a caridade, a solidariedade e a honestidade.
A maioria dos pais e padrinhos é de católicos não praticantes do nosso ponto de vista. São pessoas honestas, exercem com vigor os valores morais e ensinam esses mesmos valores aos filhos, mas não praticam a religião. Se refletirmos bem, veremos que ambos se completam, valores morais e religião.
Vejam bem, nossos avós foram religiosos, nossos pais menos, e nós? Numa família de muitos filhos, avós religiosos, pais mais ou menos, os irmãos, hoje, têm atitudes e religiosidades diversas.
Constata-se, com isso, que houve um relaxamento no ensino, exemplo e testemunho. Pensem nisso: os maus exemplos dos adultos desviam as vontades dos jovens e adolescentes.
Um mau exemplo, um escândalo, são um sopro na chama da fé e, se essa fé não foi iniciada nos embalos de ninar, presume-se que dificilmente será acesa no caminho já percorrido sem o conhecimento de Deus.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 5 de abril de 2014

Quinto Domingo da Quaresma
Eu sou a ressurreição e a vida

Neste V Domingo da Quaresma a Liturgia nos apresenta o Senhor Jesus como nossa Ressurreição e Vida. A narrativa da ressurreição de Lázaro corresponde ao último dos sete sinais de libertação realizados por Jesus no evangelho de João. Os sete sinais têm por objetivo levar os cristãos a refletir sobre o sentido profundo da existência humana.
A celebração Dominical é a atualização do Mistério Pascal que deve ser eficaz. O Mistério só se torna presente, na medida em que opera algo em nós. A celebração dominical é muito mais do que uma simples comemoração da Páscoa, é a nossa participação efetiva no Mistério da Paixão, morte e Ressurreição do Senhor que opera a nossa renovação pascal.
Podemos dizer que o batismo nos dá essa vida nova porque ele nos dá como princípio vital a fé e a adesão a Cristo. O batizado vive realmente uma vida nova, animada pelo Espírito de Cristo. Mas sem a fé, traduzida em obras, o batismo fica morto. A vida da fé batismal se verifica quando transforma a pessoa e a sociedade em comunidade de vida, de fraternidade e comunhão.
A vida cristã é uma caminhada escatológica, rumo à Páscoa e ressurreição. Neste tempo de Quaresma, somos convidados a deixar definitivamente para trás o passado e a aderir à vida nova que Deus nos propõe.
Nesta peregrinação quaresmal, há duas coisas a considerar: Deus desafia-nos à superação de todas as realidades que nos escravizam e sublinha esse desafio com o seu amor e a sua misericórdia; e convida-nos a despir as roupagens da hipocrisia e da intolerância, para vestir as do amor.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

A presença salvadora de Jesus Cristo

Não Podemos ter uma vida espiritual sozinhos.

Todas as pessoas que participam da missão de Jesus, participam também do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real. Participam do sacerdócio de Cristo através da busca da santificação pessoal e comunitária, da oração, da intercessão, etc. Participa do múnus profético através da palavra que denuncia o pecado e anuncia o Reino e participa do múnus régio pelo serviço aos irmãos e irmãs. A participação no múnus profético exige compromisso com a verdade e os valores morais, que atrai a ira de todos os que são contrários à proposta de Jesus, e, como no caso de João Batista, acarreta em ódio, vingança, perseguição e pode até levar a morte.
A morte e ressurreição de Cristo são os sinais supremos da sua messianidade, e também o centro da revelação cristã. Neste evento (cruz-ressurreição) se apóia a certeza da nossa salvação e participação na glória eterna. Para tanto, torna-se necessário aceitar a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo.
A incredulidade dos mestres da lei e dos fariseus não lhes permite ver o sinal maior: a presença salvadora de Cristo. Pedem Sinais externos porque não fizeram uma experiência de fé.
No Evangelho de Mateus 12, versículo 38 a 42 vê Jesus fala do sinal do profeta Jonas e explica:assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra.
O grande ao qual Jesus estava se referindo era o seu mistério pascal,
u seja, a sua própria ressurreição, sinal que nem Jonas nem Salomão podem superar e que é o grande fundamento da nossa fé, fundamento que os mestres da Lei e os fariseus não quiseram ver, pois sua crença mesquinha exigia antes de tudo sinais materiais e não sinais espirituais de vida em plenitude.
Quando levamos a vida espiritual a sério, somos responsáveis por criar um ambiente onde a mesma possa crescer e amadurecer. E, embora eventualmente não sejamos capazes de criar o contexto ideal para uma vida no Espírito, temos muito mais opções do que geralmente pensamos. Podemos, Por exemplo, escolher amigos, livros, igrejas, arte, música, lugares para visitar e gente com quem estar que, no seu conjunto, contribuem para criar um ambiente em que é possível à semente de mostarda que Deus semeou em nós crescer até atingir as dimensões de uma grande planta.
Não podemos ter uma vida espiritual sozinhos. A vida do Espírito é como uma semente que precisa de terreno fértil para crescer. Este terreno fértil inclui não só uma boa disposição interior, mas também um ambiente favorável.
Não é, pois, surpresa nenhuma que as pessoas que vivem em ambiente secular --- onde o nome de Deus nunca é mencionado, a oração é desconhecida, não se lê a Bíblia nunca e a conversa sobre a vida no Espírito é completamente ausente --- não consigam agüentar a sua dimensão de comunhão com Deus por muito tempo.

É muito difícil viver uma vida de oração num ambiente onde ninguém reza ou fala com carinho da oração. È uma tarefa sobre-humana (mas possível, porque,é o Espírito que conduz)) procurar fixar o coração no Reino quando todos aqueles que conhecemos e com quem convivemos têm o coração fixo em tudo, menos no Reino.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A Busca do Sagrado em nossa vida

Há um grande vazio existencial no coração do homem moderno, lavrado pelo tédio, pela angústia, pela insegurança, pelo medo e pelo desamor. Vazio que desemboca nas drogas, na violência, na bebida, na permissividade, na desorientação, nas futilidades das telenovelas etc. Vazio existencial, brecha e porta aberta para a busca do sagrado.

È o grande paradoxo do homem contemporâneo, hedonista da pós-. modernidade...Daí o grande desafio da igreja hoje, plantar sementes e valores de eternidade num mundo ateu, materializado e distante de Deus. A insatisfação generalizada que lateja nas linhas e entrelinhas da história é a estrada de damasco do homem contemporâneo.

È necessário que cresça a busca do sagrado, em toda parte, no mistério dos corações inquietos, que são como pássaros feridos que tanto desejam alçar vôo para o alto, mas sentem-se presos a terra.

Santo Agostinho dizia: “Homens são vontades!” Na arena da vida, querer é poder. Os indecisos e preguiçosos passam sua existência apenas pensando em assumir algum compromisso com a Igreja, em realizar alguma tarefa, amanhã... Semana que vem...No futuro. Falta-lhes ânimo, empenho, resolução etc.

Você nasceu para vencer, e não para dormir o sono do medo, da covardia, da indecisão. Tenhas metas definidas. Acredite em si mesmo. E abrace seus ideais com entusiasmo, fé, esperança, seriedade. Motivação e amor.

Que as saudades do ontem e as preocupações exageradas do amanhã não estraguem o hoje. Em cada um de nós existe algo muito sagrado e profundo que nos cabe preservar: a mente, o espírito, o idealismo, a esperança, a motivação e o amor.

A alegria Profunda é um eco, uma ressonância da vida divina dentro de nós. “O sorriso dos lábios prepara o sorriso interior. Uma alma sorridente é uma criatura transfigurada com amor de Deus na sua vida”.

Todos esforços pouco valem, se não deixarmos de confiar em nós para confiar somente em Deus (Santa Teresinha de Lisieux ).

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Vivência Quaresmal

ESTAMOS VIVENDO, em clima de oração, uma das mais belas jornadas do tempo litúrgico: a Quaresma. Assim, com oração e jejum, a noiva. A Igreja. Inicia o caminho íngreme do Gólgota rumo ao seu amado esposo. O Cristo.
Em poucas palavras, poderíamos dizer que este é o objetivo do período quaresmal: através de exercícios quaresmais e da participação dos fiéis nos ofícios litúrgicos, a Igreja convida e orienta a todos a participar do mistério Pascal, carregando com Ele a cruz, partilhando de seu peso e carga.
Se a Cruz de Cristo foi um ato de extremo esvaziamento, um profundo ato de erradicação de todas as sementes de egoísmo e de absoluta dedicação ao mistério da alteridade, então, a Igreja oferece aos fiéis esta mesma experiência através dos diversos exercícios espirituais do período quaresmal.
Conversão é o caminho da vida cristã, a fim de que a Ressurreição seja uma realidade salvífica em nossas vidas, relações e estruturas. O tempo da Quaresma é um tempo privilegiado de encontro com a Palavra de Deus que nos lava e prepara para o grande acontecimento da nossa fé, o memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A Páscoa.
Há, portanto na Quaresma um ponto essencial a reter, é tempo de conversão interior, um tempo de pensar menos em si mesmo e pensar mais nos outros. A Quaresma é, pois um tempo forte de chamamento à conversão interior, a uma mudança radical de vida.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte
Do fatalismo à fé

A fé remove montanhas em nossas vidas...

Somos continuamente tentados pelo fatalismo.Quando dizemos: “bem, tendo sido sempre tão impaciente, acho que o remédio é aceitar a realidade”, estamos sendo fatalistas. Quando dizemos: “Aquele homem nunca teve um pai ou uma mãe amorosos; não nos devemos admirar que tenha acabado na cadeia!”, falamos como fatalistas. Quando dizemos: “Ela foi importunada sexualmente muitas vezes em criança; como é que querem que alguma vez tenha uma relação saudável com algum homem!?”, estamos deixando que o fatalismo nos sobreponha. Quando dizemos: “As guerras entre as nações, a morte de fome de milhões de pessoas, a epidemia da Aids e a depressão econômica em todo o mundo estão ai a demonstrar que há poucos motivos para a esperança”, tornamo-nos vítimas do fatalismo.

O fatalismo é a atitude que faz com que vivamos como vítimas passivas de circunstâncias externas fora do nosso controle.

O oposto do fatalismo é a fé. A fé é a certeza profunda de que o amor de Deus é mais forte que todos poderes anônimos do mundo e que pode transformar-nos de vítimas das trevas em servos da luz.

Depois de Jesus ter expulsado o demônio de um rapaz lunático, os seus discípulos perguntaram-lhe: “Porque é que nós não fomos capazes de expulsar?”. Jesus respondeu: “É por que vocês não têm bastante fé. Eu garanto a vocês, se tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, podem dizer a esta montanha: Vá daqui para lá, e ela irá. E nada será impossível para vocês” (Mt 17,19-20).

É importante identificarmos as várias formas de pensar, falar ou agir com fatalismo e convertê-las, pouco a pouco, em momentos de fé. Este movimento do fatalismo para a fé é um movimento que removerá as frias trevas do nosso coração, transformando-nos em pessoas cuja fé no poder do amor pode, realmente, fazer mover montanhas em nossas vidas.

O Evangelho nos mostra o surpreendente amor que Maria Madalena tinha por Jesus e a conseqüente experiência que ela faz da presença do Ressuscitado em sua vida, que a levou a exclamar “Mestre” e a segurá-lo a ponto de o próprio Ressuscitado pedir-lhe que não o segurasse pois ainda não havia subido para junto de Deus. De fato, somente quem ama verdadeiramente a Jesus o reconhece como verdadeiro Mestre e faz a experiência de sua presença viva e amorosa no seu dia a dia. Mas esta experiência necessariamente faz da pessoa um evangelizador. Assim que Maria Madalena fez a experiência do encontro pessoal com Jesus Ressuscitado, foi anunciar esta verdade, removendo todas as montanhas de sua vida.

Estamos vivendo em um mundo que é marcado pela diferença
vista não pelo critério da intercomplementariedade, mas pelo critério da oposição e da hierarquia,
o que faz com que vivamos em uma sociedade marcada pelo conflito
pela disputa constante de supremacia sobre os demais,
de modo que o outro é sempre um concorrente,
não é nunca irmão ou irmã, companheiro de caminhada na construção do Reino de Deus. O Evangelho nos mostra que esses valores que fundamentam a vida das pessoas não vem de Deus e nem conduz para Deus.

Somente a fraternidade, a justiça e o amor vão possibilitar um mundo marcado pela convivência pacífica entre os seres humanos.

O mistério de Cristo não pode ser interpretado nas estreitas medidas de nossa mentalidade, condicionadas pelas diversas limitações de nossa realidade humana, É pela fé, atitude de diálogo e busca, que se pode obter o encontro com Cristo.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

terça-feira, 1 de abril de 2014

Deus criou o ser humano para a liberdade.

O Documento de Puebla, da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em 1979, diz que a pessoa humana cai na escravidão quando diviniza ou absolutiza a riqueza, o poder, o Estado, o sexo, o prazer ou qualquer outra criatura de Deus, inclusive seu próprio ser ou sua razão humana. O Documento especifica que a riqueza absolutizada é obstáculo para a verdadeira libertação.
Os contrastes cruéis de luxo e extrema pobreza, tão visíveis em todo o Continente Americano, agravados, ademais pela corrupção que muitas vezes invade a vida pública e profissional, manifesta até que ponto nossos países se encontram sob o domínio do ídolo da riqueza. Mais adiante declara que a absolutização do poder é também fator de opressão, do qual é necessário, com urgência, libertar nossos povos.
No dizer do Documento de Santo Domingo, dividido em si mesmo, o homem rompeu a solidariedade com o próximo e destruiu a harmonia da natureza. Nisso reconhecemos a origem dos males individuais e coletivos que lamentamos na América Latina: as guerras, o terrorismo, a droga, a miséria, as opressões e injustiças, a mentira institucionalizada, a marginalização de grupos étnicos, a corrupção, os ataques à família, o abandono de crianças e idosos.
De fato, Deus criou o ser humano para a liberdade. Suas ações na história da humanidade são de libertação. A mais significativa, foi a de libertar o povo de Abraão, Isaac e Jacó da escravidão do Egito. Mesmo que este povo lhe seja infiel, perdoa constantemente suas faltas e o ajuda a retomar sempre a Aliança. Ressuscitado, caminha à nossa frente e nos dá a força para nunca desanimarmos diante das dificuldades de modificarmos os comportamentos humanos pela misericórdia e compaixão. Continuamente, repete a todos: Coragem, eu venci o mundo (Jo 16,33).
Com Ele, poderemos construir uma sociedade reconciliada e segura para todos, uma sociedade sem presos e sem prisões. Uma sociedade que, vivendo a fraternidade, veja eliminada a violência.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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