quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Reflexão Diária - Lc 11, 42-46 

16/10/2013

Diocese Católica Belo Horizonte

Bispo: +Dom Eduardo Rocha Quintella

O Evangelho de hoje é a continuação do de ontem, portanto amados vamos montando nossa colcha de retalhos catequética religiosa: "Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo". A negligência da vivência exterior da fé constitui um ato grave porque a religião tende a tornar-se totalmente subjetiva indo cada vez mais ao encontro dos nossos interesses pessoais e deixando de ser a busca sincera da prática da vontade de Deus e testemunho comunitário de um Deus que é amor e condena o individualismo.
Lider Espiritual Romano, fala da Natureza apostólica da Igreja
16/10/2013

Francisco explicou que a natureza apostólica implica na missionariedade da Igreja, que é enviada para anunciar o Evangelho a todos

Jéssica Marçal, com Rádio Vaticano em italiano
Da Redação

Em breve, íntegra da catequese 

Na catequese desta quarta-feira, 16, Francisco refletiu sobre a natureza apostólica da Igreja. Ele explicou que há duas tarefas principais nessa comunidade missionária constituída por Jesus com o grupo de apóstolos: pregar Deus e anunciar o Evangelho. Com base nessas características, Francisco defendeu uma Igreja sempre aberta a todos, dizendo que quando ela se fecha, trai a sua própria identidade.

Frncisco explicou que dizer que a Igreja é apostólica significa destacar a ligação que ela tem com os Apóstolos, grupo que Jesus escolheu para permanecer com Ele e pregar. A palavra “apóstolo” vem do grego e quer dizer “enviado”.

“Todos nós, se queremos ser apóstolos devemos perguntar-nos: ‘eu rezo pela salvação do mundo e anuncio o Evangelho?’ Esta é a Igreja apostólica”, disse.

O primeiro aspecto que faz da Igreja apostólica, segundo explicou o Papa, é o seu ser fundada na pregação e oração dos apóstolos, sobre esta autoridade que foi dada a eles pelo próprio Cristo. “A nossa fé, a Igreja que Cristo quis, não se baseia em uma ideia, em uma filosofia: baseia-se no próprio Cristo”.

Ele acrescentou o que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre a “apostolicidade” da Igreja, que é justamente a transmissão, com a ajuda do Espírito Santo, do ensinamento, das palavras salutares ouvidas dos Apóstolos. O Papa recordou ainda que a Igreja conserva ao longo dos séculos a Sagrada Escritura, a doutrina, os Sacramentos, o ministério dos Pastores, de forma a ser fiéis a Cristo e participar da sua vida.

Um último aspecto destacado pelo Papa e que explica a apostolicidade da Igreja é o seu ser enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Nesse ponto, o Papa destacou a missionariedade, uma vez que Jesus convida todos a continuarem nessa missão.

“Uma Igreja que se fecha em si mesma e no passado ou uma Igreja que somente olha para as pequenas regras de hábitos, de atitudes é uma Igreja que trai a própria identidade. Então, redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Reflexão - Lc 11, 37-41

15/10/2013

+Dom Eduardo Rocha Quintella

A liturgia de hoje é altamente questionadora no que diz respeito à nossa fé e à nossa vivência religiosa. Para quem crê verdadeiramente, o importante não é a prática exterior, pois esta prática só encontra seu verdadeiro sentido quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, caso contrário, caímos na insensatez.

domingo, 13 de outubro de 2013

Tempestades da vida

+Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

Deus nos fala de diversas maneiras, especialmente, no silêncio do coração. Por isso, não podemos medir esforços na defesa do projeto de Deus. Todavia, no evangelho, percebemos que é preciso atravessar as ondas da resistência para construir o Reino de Deus, pois o Senhor é nossa segurança nas tempestades da vida. 

Na verdade, mais que irmos ao encontro de Deus, é Deus mesmo que vem ao nosso encontro nos mais diferentes momentos da vida. Quem tem os olhos do coração atentos e os ouvidos da alma abertos, vê e ouve a presença divina em suas vidas porque Deus, em sua linguagem, comunica-se com os olhos e os ouvidos de nossa vida interior.

Em nosso cotidiano, Jesus se aproxima de nós e não o percebemos, não o escutamos. Com certeza nos permitimos sufocar pelas coisas do mundo. Não paramos para escutar Jesus no silêncio. As águas do mar vida nos sufocam e nos tornam cegos e surdos para a presença e a escuta de Jesus.

Momento de celebração é momento de preencher o coração da harmonia e da paz de Deus, pois já vivemos a semana inteira na correria, no estress, no meio do barulho ensurdecedor. Temos direito e necessidade de um momento de paz verdadeira e intensa, restauradora de nosso coração para a semana que começa. Só o Espírito, que age na brisa, restaura, recompõe, reconforta, reanima, recoloca nossa alma na paz do Senhor para voltarmos a caminhar nos caminhos do Senhor.

Fé não é só acreditar na existência divina, mas é comungar, é aderir, é conviver, é relacionar, é estar junto, é participar das mesmas coisas buscando, na relação, a realização de algo que possa dar sentido a tudo na vida e realizar um plano que o Senhor tem para cada um de nós. 

Viver na fé é buscar a conhecer o plano de Deus e realizá-lo mesmo que para isso tenha que ir contra a maré do mundo, afinal nosso mundo é capitalista, hedonista, materialista, egoísta. E nunca vai olhar com os olhos de Deus. 

Por isso que quem está em Deus e busca ver como Ele vê vai contra o fluxo do mundo e por isso não é aceito, é perseguido. Para isso é só olharmos os santos de nossa Igreja analisemos suas vidas e veremos se todos eles foram contra a maré do mundo.

+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocesano Belo Horizonte
SOFRIMENTO E SALVAÇÃO

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocesano Belo Horizonte

13/10/2013

Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Sobre isso já se escreveu e já se falou muito, ao mesmo tempo em que é usado para uma atitude conformista de pensar-se que Deus quer o nosso sofrimento. 

Jesus teve sua cruz e eu tenho a minha, a que ele me deu. A isso devo me conformar, isto é, tomar a forma dela. Não, não é assim. Deus não quer o nosso sofrimento. O sofrimento não é caminho de salvação. O caminho de salvação é Jesus Cristo. Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida.

sábado, 12 de outubro de 2013

Catequese e fé

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

12/10/2013

A obra de evangelização do mundo atual exige a contribuição de todas as Igrejas e das comunidades eclesiais. A ideia básica que emerge de maneira sempre mais evidente é aquela de falar de novo ao homem de hoje sobre Deus e da importância da fé para a sua vida.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano BH. Traça perfil de Maria e a Igreja.

11/10/2013
Diocese Católica Belo Horizonte
Bispo: Dom Eduardo Rocha Quintella
Maria Serva de Deus e da Igreja
Solenidade da Imaculada Conceição Aparecida
12/10/2013

A liturgia deste dia afirma, de forma clara e insofismável, que Deus ama os homens e tem um projeto de vida plena para lhes oferecer. A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros crentes) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos projetos de Deus e de coração disponível para o serviço aos irmãos que Deus atua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos das bem-aventuranças e da realização plena.
É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria. Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um sim total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projetos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projetos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário.
Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus.
Maria abriu a porta do mundo para o advento do Deus redentor, na carne da humanidade. No seu humilde sim traz a todos a maior de todas as graças: Cristo, o Filho do Deus vivo, nosso salvador e redentor.
Por isso, na Solenidade da Imaculada Conceição Aparecida, com razão a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria pela ação divina de Deus na história, pelas maravilhas que Ele pode realizar na Igreja e na vida de cada um. Maria nos dá o exemplo de atitude filial, de obediência e de amor àquele cujo nome é grande e que grandes coisas realizou em sua humilde serva.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 5 de outubro de 2013

Diocese Católica Belo Horizonte 

Bispo : Dom Eduardo Rocha Quintella

Missão é responder aos grandes anseios do Homem Moderno, sob a luz da Palavra de Deus.

A missão de São Francisco foi tão amplamente abrangente. Foi pelo fato da sua grandiosa experiência do amor de Deus que o fez assim responder, sob ação da graça de Deus, aos grandes questionamentos dos homens: Por que sofremos? Por que vivemos? De onde vem o mau? Como vencer o pecado? Como amar a Deus e aos irmãos? Como alcançar a paz? Qual é a verdadeira riqueza? Como ser obediente? Como ser puro de coração?

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