domingo, 13 de outubro de 2013

Tempestades da vida

+Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

Deus nos fala de diversas maneiras, especialmente, no silêncio do coração. Por isso, não podemos medir esforços na defesa do projeto de Deus. Todavia, no evangelho, percebemos que é preciso atravessar as ondas da resistência para construir o Reino de Deus, pois o Senhor é nossa segurança nas tempestades da vida. 

Na verdade, mais que irmos ao encontro de Deus, é Deus mesmo que vem ao nosso encontro nos mais diferentes momentos da vida. Quem tem os olhos do coração atentos e os ouvidos da alma abertos, vê e ouve a presença divina em suas vidas porque Deus, em sua linguagem, comunica-se com os olhos e os ouvidos de nossa vida interior.

Em nosso cotidiano, Jesus se aproxima de nós e não o percebemos, não o escutamos. Com certeza nos permitimos sufocar pelas coisas do mundo. Não paramos para escutar Jesus no silêncio. As águas do mar vida nos sufocam e nos tornam cegos e surdos para a presença e a escuta de Jesus.

Momento de celebração é momento de preencher o coração da harmonia e da paz de Deus, pois já vivemos a semana inteira na correria, no estress, no meio do barulho ensurdecedor. Temos direito e necessidade de um momento de paz verdadeira e intensa, restauradora de nosso coração para a semana que começa. Só o Espírito, que age na brisa, restaura, recompõe, reconforta, reanima, recoloca nossa alma na paz do Senhor para voltarmos a caminhar nos caminhos do Senhor.

Fé não é só acreditar na existência divina, mas é comungar, é aderir, é conviver, é relacionar, é estar junto, é participar das mesmas coisas buscando, na relação, a realização de algo que possa dar sentido a tudo na vida e realizar um plano que o Senhor tem para cada um de nós. 

Viver na fé é buscar a conhecer o plano de Deus e realizá-lo mesmo que para isso tenha que ir contra a maré do mundo, afinal nosso mundo é capitalista, hedonista, materialista, egoísta. E nunca vai olhar com os olhos de Deus. 

Por isso que quem está em Deus e busca ver como Ele vê vai contra o fluxo do mundo e por isso não é aceito, é perseguido. Para isso é só olharmos os santos de nossa Igreja analisemos suas vidas e veremos se todos eles foram contra a maré do mundo.

+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocesano Belo Horizonte
SOFRIMENTO E SALVAÇÃO

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocesano Belo Horizonte

13/10/2013

Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Sobre isso já se escreveu e já se falou muito, ao mesmo tempo em que é usado para uma atitude conformista de pensar-se que Deus quer o nosso sofrimento. 

Jesus teve sua cruz e eu tenho a minha, a que ele me deu. A isso devo me conformar, isto é, tomar a forma dela. Não, não é assim. Deus não quer o nosso sofrimento. O sofrimento não é caminho de salvação. O caminho de salvação é Jesus Cristo. Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida.

sábado, 12 de outubro de 2013

Catequese e fé

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

12/10/2013

A obra de evangelização do mundo atual exige a contribuição de todas as Igrejas e das comunidades eclesiais. A ideia básica que emerge de maneira sempre mais evidente é aquela de falar de novo ao homem de hoje sobre Deus e da importância da fé para a sua vida.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocesano BH. Traça perfil de Maria e a Igreja.

11/10/2013
Diocese Católica Belo Horizonte
Bispo: Dom Eduardo Rocha Quintella
Maria Serva de Deus e da Igreja
Solenidade da Imaculada Conceição Aparecida
12/10/2013

A liturgia deste dia afirma, de forma clara e insofismável, que Deus ama os homens e tem um projeto de vida plena para lhes oferecer. A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros crentes) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos projetos de Deus e de coração disponível para o serviço aos irmãos que Deus atua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos das bem-aventuranças e da realização plena.
É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria. Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um sim total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projetos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projetos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário.
Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus.
Maria abriu a porta do mundo para o advento do Deus redentor, na carne da humanidade. No seu humilde sim traz a todos a maior de todas as graças: Cristo, o Filho do Deus vivo, nosso salvador e redentor.
Por isso, na Solenidade da Imaculada Conceição Aparecida, com razão a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria pela ação divina de Deus na história, pelas maravilhas que Ele pode realizar na Igreja e na vida de cada um. Maria nos dá o exemplo de atitude filial, de obediência e de amor àquele cujo nome é grande e que grandes coisas realizou em sua humilde serva.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 5 de outubro de 2013

Diocese Católica Belo Horizonte 

Bispo : Dom Eduardo Rocha Quintella

Missão é responder aos grandes anseios do Homem Moderno, sob a luz da Palavra de Deus.

A missão de São Francisco foi tão amplamente abrangente. Foi pelo fato da sua grandiosa experiência do amor de Deus que o fez assim responder, sob ação da graça de Deus, aos grandes questionamentos dos homens: Por que sofremos? Por que vivemos? De onde vem o mau? Como vencer o pecado? Como amar a Deus e aos irmãos? Como alcançar a paz? Qual é a verdadeira riqueza? Como ser obediente? Como ser puro de coração?

sábado, 28 de setembro de 2013

Amor Ágape

Dom Eduardo R. Quintella




Tenho pensado muito sobre o amor verdadeiro tentando compreender que força é essa que nos impulsiona, que nos revigora e nos faz sermos muito melhores. Definições teóricas não me foram suficientes porque o amor é muito maior do que as palavras e acabei não conseguindo compreender. Deus, porém, me fez compreendê-lo com a vida.

Ontem escrevi para uma pessoa pedindo a ela perdão porque achei que não a havia tratado com devido amor e sim com um pouco de rigidez. Pedi a ela que me perdoasse por ter sido firme demais quando na verdade deveria ter sido amável. Mais tarde recebi a resposta do meu pedido de perdão e dizia assim: “Não se preocupe com seu jeito de ser, pois eu te amo desse jeito. Te amo pelo que você é e não pelo que você faz”.Quando acabei de ler senti que uma profunda cura acontecia dentro de mim e então entendi: “Isso é amor”, porque só o amor é capaz de curar dessa forma. Foi a resposta que eu tanto procurava e embora já tivesse ouvido isso outras vezes, nesse momento ela caiu de forma diferente.

Por causa dessa simples frase pude entender que o amor verdadeiro não pára diante das contrariedades, ele vai além. Ele não pára nos defeitos ou nas nossas reações momentâneas, ele sabe que a pessoa não é o que faz, sabe que ela é muito mais do que isso, ela é aquilo que Deus a criou, é limpa, é pura, sem mancha e por compreender isso, ele é capaz de acreditar no outro mesmo diante das contrariedades, e quando é amor ele é capaz de curar. A partir disso tenho feito o exercício de não parar nos defeitos e nas limitações que a pessoa traz e nas marcas que ficaram por causa da sua história, procuro me lembrar que ela não é aquilo que faz, ela é muito mais, é aquilo que Deus a criou.
É um exercício árduo, duro e contínuo, porém é um caminho seguro para aprendermos a amar e para sermos nós também curados e restaurados como filhos de Deus feitos a sua imagem e semelhança.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 14 de setembro de 2013

Dom Eduardo Rocha Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Publica encarte da Teologia da Biblia

14/09/2013
Conhecendo mais a Bíblia
1 – Qual é o centro da Bíblia?
O centro e o fio condutor de toda a bíblia é a aliança entre DEUS e os homens, sendo JESUS Cristo o Centro desta Aliança.  Ele é o ponto máximo
2 – O que o A.T.?
O A.T. é onde encontramos a história de Israel, o povo que DEUS escolheu para com ele fazer uma aliança.  Narra como surgiu, como viveu, como foi governado.  O AT é antes de tudo, a história desse povo com DEUS, pois tudo que se conta no AT está ligado com DEUS.
3 - 0 Como se divide o AT?
O AT se divide em 4 partes, sendo elas:
- Pentateuco ou Tora que significa lei – compreende os cinco primeiros livros da Bíblia, onde é narrado: criação do mundo e do homem, a formação do povo de Israel, sua libertação e condução através do deserto para a terra prometida, e as normas básicas que devem reger uma sociedade justa e fraterna.  Reflete um DEUS livre e que liberta.  JESUS, que veio trazer a libertação e a vida em plenitude.  JESUS não aboliu, mas aprofundou o sentido dessas leis.  Ele resumiu toda a Lei.  “Tudo o que desejam que façam a vocês, façam vocês a eles. Pois esta é a Lei e os Profetas”. Mt7,12.
- Os livros históricos – eles nos mostram momentos da vida do povo de Israel na terra prometida e no exílio: suas grandezas e lutas.  Mostram também, as conseqüências da fidelidade ou infidelidade ao DEUS da Aliança.
- Os livros poéticos e sapienciais – eles tratam dos problemas que surgem na vida de cada um e que exigem um discernimento, para que se possa encontrar sentido e realização na vida.
- Os livros proféticos – são livros que apresentam uma crítica profunda do presente, para abrir caminhos para o futuro.  Os profetas criticam estruturas políticas, econômica, sociais e religiosas injustas e opressoras.  Eles exigiam mudanças radicais.  Após o exílio da Babilônia eles anunciaram consolação e esperança no Senhor, para que o povo de Israel possa reconstruir a sua história o projeto da aliança com DEUS.
4 – De que se trata o livro do Gênesis e quais são as suas partes?
Gênesis narra a criação do mundo da história do povo de DEUS.  Ele se divide em três partes:
- Capítulos de 1-11 – capítulo 1 e 2 narram a criação do mundo do homem por DEUS.  É duas histórias para apresentam a grandiosidade do homem e da mulher.
- Capítulos 3-11 mostram a história dos homens e do processo humano dominado pelo pecado.  O homem quebra o relacionamento consigo mesmo, com o irmão, com a natureza, e com a comunidade, reduzindo a convivência em uma confusão.  Esta confusão foi chamada de Torre de Babel.
- Capítulos 12-36 – contam a história dos patriarcas, a formação da comunidade de Israel, que dentro do mundo, será o portador d Aliança entre DEUS e os homens, tendo como vocação, uma comunidade que DEUS tem como único Senhor.
- Capítulos 37-50 – Esta parte é linda, pois nos narra a história de José, preparando assim o relato do livro do Êxodo.  Nesta história encontramos a mais grandiosa ação de DEUS entre os homens, isto é, a libertação e um povo da escravidão.
5 – Qual é o cento do livro do Êxodo e qual é a sua importância?
A mensagem central é a revelação do nome do Seu Verdadeiro: JAVÉ.
A pergunta fundamental é a “Qual pé o verdadeiro DEUS”? A importância deste livro é para entendermos o que significa JESUS como Filho de DEUS e para sabermos o que o reino de DEUS.
6 – O que é válido no livro Levítico para sempre?
Neste livro podemos descobrir a preocupação minuciosa de mostrar que DEUS é Santo e que está presente em todos os setores da nossa vida, acusando, julgando, salvando e chamando-nos a sermos santos como Ele Lv19, 2. É neste livro que encontramos uma regra de ouro que JESUS vai retomar: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Lv19, 18.  Este livro é mais para ser consultado.
7     – O Que mais chama atenção no livro dos Números?
- A organização do povo com todos participando.  A organização mostra que dentro do povo de DEUS, as funções devem ser repartidas, visando a realização do projeto de DEUS.
- A preocupação de ter a presença de DEUS no centro, simbolizando pela arca.
- O realismo do livro, pois dentro da organização citada, aparecem certes conflitos, ver capítulo 16, e seus chefes estão sujeitos a fraqueza e desânimo.
- A necessidade de ter  um lugar para um profeta, mostrado na história do adivinho estrangeiro, narrado no capítulo 22 a 24.
8 – Qual a idéia central do Deuteronômio?
A idéia central de todo o livro é que Israel viverá feliz e próspero na terra se for fiel à aliança de DEUS; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a terra. O livro nos relembra o decálogos capítulo 5,1-22, mostrando o comportamento fundamental do homem para com DEUS é o amor com todo  o ser Det6,4-9.
Este livro nos apresenta uma catequese, sobretudo das leis cap12, 26, onde se procura ensinar ao homem como viver em sua relação com DEUS, com as autoridades, com o outro homem e até mesmo como os seres da natureza.
Notar, sobretudo que DEUS é chamado de Pai Det1, 31, e os membros do povo são chamados irmãos entre si, a vocação do povo de DEUS é a fraternidade e a partilha.
9 – O que são livros históricos?
São livros que ocupam a maior parte do AT. Neles encontramos a história do povo de DEUS, deste a entrada na terra prometida até quase a época de JESUS Cristo.  Neles encontramos uma interpretação dos acontecimentos a partir da fé.  Estes livros são:
- Josué, Juízes, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis – mostram que a história de Israel depende da atitude que o povo toma na aliança  com DEUS.
- 1crônica, 2crônica, Esdras, Neemias, 1Macabeus, 2Macabeus – mostram normas básicas para sobrevivência e a organização do povo de DEUS depois do Exílio na Babilônia (Esdras e Neemias) fundamenta estas normas desde o início (1 e 2 Crônicas).
- 1 e 2 Macabeus – mostra a resistência heróica de um grupo diante da dominação estrangeira que procura destruir a cultura e religião do povo de Israel.
- Rute, Tobias, Judite e Ester – apresentam modelos de vivência da fé diante de situações difíceis, seja de vida pessoa (Rute, Tobias), como nacional (Judite e Ester).
10 – O que nos conta o livro de Josué?
Este livro nos fala da conquista e a  partilha de Canaã, a Terra Prometida pelas tribos de Israel.  A conquista da terra foi um processo longo e lento, ora pacífico, ora violento,  que só terminou dois séculos mais tarde, com o  rei Davi.  O personagem central do livro é a Terra Prometida conquistadas pelas tribos de Israel. DEUS concedo o Dom, mas não viola a liberdade e nem prescindo do esforço do homem.  A graça de DEUS é isso; fruto do Dom de DEUS e da conquista do homem.  Josué é uma grande lição sobre a graça.
11 – O que é mais importante Juízes?
O mais importante é que a leitura desta história vale também para toda história de Israel e também para a nossa, que pode ser resumida em 4 palavras: pecado, castigo, conversão e salvação.
12 – O que nos mostra o livro de Rute?
O livro de Rute nos mostram que o amor de  DEUS é para todos.  Este livro é uma bela mensagem para nós hoje.  É também uma grave advertência tanto para aqueles que fazem as leis, como para aqueles que obedecem à letra das leis, mas não o espírito das mesmas.  As leis devem ser, antes de tudo, um serviço aos pobres e uma defesa do direito de todos terem seu pedacinho de chão.
13 – Onde nos é narrada a história de Davi?
A narração começa no 1Samuel capítulo 16, mas a história está centrada na 2 Samuel. Davi é apresentado como o rei ideal, que obedece a DEUS e serve ao povo.  Graças a sua hostilidade política, ele conseguiu a simpatia das tribos sendo aclamado o primeiro rei de Judá, sua tribo.  Depois Davi conquista Jerusalém e a torna ao mesmo tempo o centro do poder político e da religião de Israel. O ponto mais alto de sua história é a profecia de Natã 2Samuel7, onde o profeta anuncia que o trono de Jerusalém sempre será ocupado por um Messias, que quer dizer rei ungido, da família de Davi.
Davi passou para a história como modelo de autoridade política e justa.  Por isso, mesmo com o fim da realeza, os Judeus permaneceram confiantes no ideal messiânico e ficaram à espera do Messias que iria reunir o povo, defendê-lo dos inimigos e organizá-lo numa sociedade justa e fraterna.
Dizendo de JESUS é descendente de Davi, os evangelhos mostram que JESUS é o Messias esperado (daí o nome grego Cristo=Messias).
14 – O que são livros sapienciais e poéticos?
O nome de SAPIENCIAIS é dado a cinco livros do AT: Provérbios, Jó, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria.  A estes são acrescentados dois livros poéticos: Salmos e Cânticos dos Cânticos.  Podemos dizer que esses livros apresentam a sabedoria e a espiritualidade de Israel.
15 – O que nos mostra o livro de Jó?
O livro de jó nos mostra a verdadeira religião.  O autor discute a própria concepção de religião. Israel concebia a relação com DEUS baseada na doutrina da retribuição: DEUS devolve o bem com o bem e o mal com o mal.
O autor nos mostra que a verdadeira religião é mistério de graça e gratuidade: o homem se entrega livre a gratuidade a DEUS; DEUS, mistério insondável, volta-se para o homem gratuitamente, a fim de estabelecer com ele uma relação de vida.
A passagem mais linda encontra-se em Jo42, 5 que é o convite a abertura e a entrega a DEUS, que leva a experiência do novo: ”antes eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te vêem”.
Este pequeno resumo os ajudarão amar e entender um pouco a maior Carta de Amor que já existiu.
Cantar: A Bíblia é a Palavra de DEUS...
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 8 de setembro de 2013

Dom Eduardo R. Quintella Traços elementos fundamentais do Sacramento da Crisma

08/09/2013
Sacramento da Crisma
Opção de um católico consciente

No Brasil, existem mais de 100 milhões de pessoas que se dizem católicas. Destas, cerca de 20% frequentam a missa aos domingos. Apenas 5% do total participam mais efetivamente da Igreja.
Com estes dados podemos pensar: quem são os verdadeiros católicos? Você é mais um católico de batizado, casamento e missa de sétimo dia? Ou você é um católico consciente que vem a missa, que se sente Igreja, que aceita a fé católica e participa da comunidade?
Se você acredita que está no grupo dos católicos conscientes ou quer estar nele, deve-se fazer mais uma pergunta: Você já recebeu o sacramento da CRISMA?
A palavra sacramento tem o sentido de sinal sensível que nos comunica a graça de Deus. Ou seja, através dos sacramentos Deus nos transmite sua graça. No batismo, nós recebemos o dom do Espírito Santo e nos tornamos filhos de Deus e participantes da Igreja, que é a imagem do Reino de Deus na terra.
Através do batismo, que recebemos quando crianças, Deus nos dá a semente; nós durante nossa vida devemos regá-la para que produza os frutos do Espírito Santo. Muitas pessoas não aproveitam esta semente e a deixam estéril, seca, sem produzir frutos.
Por isso o mundo está como está hoje. Não aproveitamos o dom que Deus nos deu: o dom de Seu Espírito. Alguém pode perguntar: Se já recebi o Espírito Santo no batismo para que preciso da Crisma? O sacramento da Crisma também nos comunica o Espírito Santo.
Mas através da Crisma nós aceitamos e confirmamos nosso batismo e a fé católica. Por isso, o sacramento do Crisma também é chamado de Confirmação. Através da Crisma, o cristão católico se une mais fortemente a Cristo e a Igreja, assumindo sua missão evangelizadora. Nós nos tornamos verdadeiros soldados de Cristo. Com a Crisma, nós recebemos nossas armas para a grande batalha da Salvação. Nós assumimos o compromisso com nossos irmãos, crentes ou descrentes. Nós passamos a fazer parte do exército de Deus e ele nos dará os dons necessários para empreender nossa tarefa.
A Crisma ou Confirmação é a opção natural para quem é católico e é consciente. E a opção positiva de quem ama a Jesus Cristo e quer participar do Reino de Deus e ajudar a construí-lo. O sacramento da Crisma é o caminho natural para alcançarmos a plenitude da vida em Jesus no Espírito Santo e para termos forças para enfrentar a tudo e a todos pelo Amor do Pai.
 Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

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