quinta-feira, 18 de julho de 2013

Reze Com Dom Eduardo Rocha Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Poderosa Reza do Terço da Misericórdia de São José - Reze Com O Bispo e Obtenha graças Insondáveis.

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Terço da Misericórdia de São José Esposo de Maria

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Dom Eduardo R. Quintella Reflete Sobre as Linhas Mestras De Jesus

17/07/2013
Nas pegadas de Jesus Cristo
A Fé em Jesus leva-nos a viver como Ele viveu. E a maneira de Jesus viver é totalmente contrária ao modelo de vida que nos é apresentado pelo mundo tão conturbado. Somos convidados a sermos testemunhas fiéis na Fé, na Caridade, no bom exemplo cristão porque o bem nunca muda. Por isso, durante este espaço da vida que temos aqui na Terra, precisamos ser adestrados no amor.
Assim como aprendemos a cantar, cantando; a nadar, nadando; a tocar violão, tocando; também se aprende amar, amando. Por isso Deus nos pôs ao lado uns dos outros e nos fez família. Suscitou no coração de cada um de nós a capacidade de amar. Na vida, há momentos de luz e de sombras: às vezes, tudo parece claro; outras vezes, não se vê bem quase nada.
Nossa Fé passa também por períodos contrastantes que até se alternam num ciclo de presença e de ausência. Trata-se de uma pedagogia da vida, do próprio mistério de Deus que se dá a conhecer, mas nos indica que Ele se ausenta sem deixar de estar presente.
Esse aparente paradoxo traz consigo uma possibilidade de nos fazer crescer na fé. Para quem crê, não é difícil descobrir a misteriosa, mas Real Presença de Cristo.
Caminhar nas pegadas de Jesus, hoje, é ser chamado a uma vida comunitária, como resistência contra - cultural, enraizada no silêncio, na solidão e na oração, em solidariedade com todos, especialmente os mais pobres de nossa sociedade.
Assim como as plantas não crescem se puxarmos suas folhas, mas ao contrário, só crescerão quando as regarmos e oferecemos o calor do sol e uma terra fértil, assim também somos nós.
Ninguém cresce se não encontrar um ambiente que ofereça gratuitamente amor declarado, presença sincera, verdade amorosa, vibrante encorajamento. É desta forma que fazemos com que plantas e pessoas cresçam tornando-se tudo o que possuem como semente.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

domingo, 14 de julho de 2013

Dom Eduardo Quintella - Bispo Diocesano Belo Horizonte - Exorta complexidade e beleza do Ser Humano

14/07/2013
O SER HUMANO: COMPLEXIDADE E BELEZA


Somos um mistério! E por um processo contínuo de descobertas e aprendizagem, nos deparamos com nossa realidade, ora escondida ora revelada. Ser mistério não significa ser estranho, desconhecido, intocável. O mistério se constitui sempre de uma dimensão escondida e outra revelada. Por mais que conheçamos a nós e ao outro, algo sempre ficará por ser desvelado. E nisso reside a complexidade e a beleza de cada um (a) de nós.
Somos complexos porque temos muitas possibilidades e características, além de um enorme potencial, que pode nos guiar a diferentes direções. Descobrimos que somos, por vezes, sábios e inteligentes, mas também dementes e ignorantes. Sabemos fazer coisas belas e coisas trágicas; somos portadores de luz, mas também de trevas.
Por outro lado, somos desconhecidos de nós mesmos. Caímos na conta de que não somos capazes de esgotar o mistério nem em nós nem nos demais, apesar de todas as descobertas. E aí reside a nossa beleza. Estamos sempre na esfera das possibilidades. A cada dia podemos crescer, recomeçar, dar e ter outra chance, criar e recriar... Somos eternos buscadores e descobridores de nós mesmos e da vida.
Nessa trajetória de descobertas, por vezes nos surpreendemos, seja pelas coisas bonitas que somos e realizamos, seja pelas limitações e contradições que experimentamos. Saber da existência desses paradoxos, nos permite ser mais humanos e mais acolhedores. E as perguntas que, na maioria das vezes, não encontram respostas, freqüentemente nos visitam a consciência: Por que, se temos capacidade de fazer o bem, optamos pelo mal? Por que desenvolvemos a capacidade destruição quando podemos criar harmonia e boa convivência? Por que, como perguntava São Paulo, fazemos o que não queremos e não fazemos aquilo que gostaríamos?
É o preço de nossa humanidade. Em nós residem, ao mesmo tempo, o espírito de cuidado e do descuido, a capacidade de amar e de odiar, a coragem e o medo, a inclinação para a vida e para a morte. A direção a ser escolhida dependerá de como aprendemos “pintar a vida”. É a exigente tarefa de, em algum momento da vida, tomarmos a história em nossas próprias mãos, com maior autonomia, liberdade responsável e criatividade.
Cabe a nós, com a ajuda e presença dos demais, cultivarmos mais os gestos e sinais de beleza e de vida. Para isso, necessitamos de uma permanente vigilância e de uma busca sincera, que nasce do coração. Portanto, é de suma importância tomar consciência de quem somos e de como vivemos cada experiência; em seguida, acolher tudo, com abertura de coração; depois, integrar as descobertas, abraçando o que gera vida em nós e nos demais; por último, fazer novas escolhas e desfrutar da vida.

Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 29 de junho de 2013

Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocese BH. - Exorta a Igreja Paulina

29/06/2013
Igreja Comunidade
Paulo sabia quem era a pessoa que se encontrou com ele na estrada de Damasco. Paulo estava totalmente convencido de que era Jesus de Nazaré, que ele sabia que havia sido crucificado pelos romanos. Assim, Ele compreendeu imediatamente que Jesus era o Senhor e Messias.
A consequência mais importante para Paulo foi que essa aceitação de Jesus como o Messias significou que a Lei Judaica não tinha mais nenhum direito sobre ele. Ela não era mais o único caminho de salvação. Poder-se-ia ser salvo acreditando em Jesus Cristo. Por isso, a reação imediata de Paulo foi sair correndo para espalhar o Evangelho  aos gentios.
A igreja de Paulo é, acima de tudo, comunidade. Somente quando essa comunidade é uma realidade é que o ensinamento de Jesus tem sentido e se torna vivo. Somente quando a igreja local é Cristo na terra (o Corpo de Cristo) é possível ter uma eucaristia válida.
Somente quando a igreja local está ardendo com o fervor do bom exemplo nós estamos livres do falso sistema de valores da sociedade.
Somente quando vivemos em uma comunidade em que o amor é sempre ativo é que nossas orações são respondidas.
Paulo exorta a igreja de hoje a um novo sentido de realidade, que repudia o nominalismo e o verbalismo que caracteriza a Igreja hoje.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte



Dom Eduardo R. Quintella - Bispo Diocese BH. - Destaca a fidelidade missão

29/06/2013
Fidelidade a Missão
No próximo domingo, dia 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de Pedro e Paulo. Duas colunas da Igreja. O que podemos destacar destes dois grandes apóstolos, entre tantas características, obras e testemunhos de cada um deles? Pedro e Paulo são diferentes por natureza, mas idênticos no amor a Cristo e à Igreja.
São Paulo foi, sem dúvida, o grande propagador do Evangelho dentre as nações, para a vivência do Reino de Deus. Contudo, este fecundo apostolado só foi possível devido à sua fidelidade à sua missão.
Do encontro com Jesus, Paulo se transforma no apóstolo que irá testemunhar Cristo até os extremos da terra, tornando realidade a universalidade da Igreja, da qual Pedro é o guardião. Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes, mas complementares.
As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja, que diante de tantas hostilidades que a sociedade da época criou com relação ao cristianismo, encheram-se de coragem e, de modo determinado, tudo enfrentaram por causa do Evangelho.
Esses dois carismas continuam se complementando até hoje na Igreja: a responsabilidade institucional e a criatividade missionária, para que todos os fiéis conservem esta fidelidade a Cristo e lutem pelos valores do Evangelho.
A Liturgia desta solenidade nos chama a sermos presença ativa, assumindo a nossa responsabilidade na Igreja, para que sejamos sempre mais comunhão no interior dela e sejamos sempre mais missão no mundo de hoje.
Hoje é um dia que nos faz sentir-nos chamados, na caridade e no empenho para com tantos famintos de pão e de Deus, aos quais devemos chegar como um sinal concreto de um Deus que é amor para todos os seus filhos.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sábado, 22 de junho de 2013

Vida Dom Fundamental e Sagrado

22/06/2013
Toda vida é participação na vida divina.
Ao apresentar o núcleo central da sua missão, Jesus diz: Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Ele fala da vida nova que consiste na comunhão com Deus, conquistada pelo Batismo. É na vida sobrenatural que todos os aspectos e momentos da nossa vida natural adquirem pleno significado e grandiosa importância.
O ser humano, ao tomar consciência de sua presença no mundo, se percebe como alguém responsável por um dom recebido, isto é, responsável por sua vida e pela vida de outros seres, sobretudo, do ser humano. A vida é pois o primeiro dom de Deus. Toda vida é participação na vida divina.
Como a vida é dom fundamental e sagrado, cada pessoa deve ser um servidor da vida, da vida sua e da vida de qualquer ser humano. A vida é o maior dom de Deus. Cada instante deve ser vivido nEle e por Ele.
Tudo deve nos encaminhar para Deus, caso contrário, nos escraviza. Da mesma forma que o ano tem quatro estações distintas, cada qual com suas características e belezas, nossa vida também apresenta suas estações.
Cada estação, ou etapa de vida, é muito importante e deve ser vivida intensamente. Passar por essas estações atento à sua importância e aprendizado é saber valorizar a graça de cada momento.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

O Sentido Sacramental da Cruz

22/06/2013
Cristo Sacramento Fontal do Pai.
Neste XXII Domingo Comum, Jesus nos apresenta uma proposta desafiadora. Proposta que coloca à prova toda a nossa caminhada de cristãos. Para tanto, é preciso muita capacidade de entendimento e, sobretudo, coragem para aceitar esse desafio de Jesus.
Não é fácil renunciar a bens e privilégios, mas é fundamental abandonar velhas maneiras de pensar e agir. Quem busca ser fiel à Palavra de Deus assume seu projeto de vida plena. Experimenta pessoalmente a verdade de que os sistemas do mundo não combinam com o evangelho de Jesus Cristo.
Assim, aprendemos que a Palavra de Deus nos seduz e nos compromete com seu projeto; vemos que o verdadeiro culto que agrada a Deus é fazer sua vontade; o seguimento de Jesus exige renúncia e comprometimento.
 A Liturgia da Palavra deste Domingo mostra-nos um único modo de acolher a vida de Deus em nós: viver de acordo com o projeto divino.
Isso é visível no Evangelho desse Domingo. De fato, a partir de Cesaréia, Jesus muda seu relacionamento com os discípulos e passa a revelar o que lhe irá acontecer.
No sentido amplo da Palavra, toda pessoa de fé é seguidora de Jesus Cristo, aderindo a sua pessoa, comprometida com sua causa, convidada a compartilhar do seu destino: morte e ressurreição, sofrimento da cruz e alegria pela vitória.
A Igreja é sacramento de Cristo porque é seguidora Dele, e Cristo é sacramento fontal do Pai. É o novo povo de Deus que o Espírito Santo conduz nas pegadas do Senhor crucificado e ressuscitado. No tempo da continuidade da missão de Jesus, até sua plena realização, o seguimento é obra do Espírito Santo. 
O cristão repete a experiência religiosa, encontrando seu Senhor presente no templo e no culto: na manifestação de sua glória, no banquete eucarístico, nos cantos litúrgicos da assembléia, na graça e união íntima. E esta maravilhosa experiência o enche de esperança, como uma sede total daquela união plena e definitiva na Jerusalém celeste.
+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mística Missionária



A mística se revela na intimidade do encontro com o Senhor. O ser humano tem sede deste encontro, procurando responder às diversas situações vividas; nas alegrias agradece, nas dúvidas procura respostas e nos sofrimentos, alívio. Esta maneira de buscar a Deus pode ser caracterizada como satisfação pessoal e muitas vezes egoísta.

Todavia, pode-se afirmar que mística é esta sede de Deus, não só a nível pessoal, mas também em relação ao outro. É ela que faz a articulação entre o sentir Deus e o agir em Deus, o testemunhar a experiência de um Deus que passa pelo humano e fazer desta uma experiência divina.

A vivência humana torna-se divina na medida em que se torna missionária e passa a ser universal: todos se fazem um. A ação missionária leva o ser humano a uma práxis, gerando testemunho em suas dimensões vitais: social, política, econômica e religiosa.

Assim, o cristão torna-se militante no serviço à vida. Pode-se dizer que entre mística e missão existem alguns elementos que se complementam.  A partir da vivência cristã, nasce um real testemunho humano que faz o caminho divino, sendo inundado pela mística que fundamentalmente é vivenciar o encontro com Deus manifestado na prática histórica de Jesus.

Exercendo uma práxis política, social, econômica ou religiosa - o que importa é a fidelidade em gerar vida, tornamo-nos verdadeiros missionários e missionárias. Criamos uma nova mentalidade na vivência dos valores humanos e, assim, superamos a globalização para sermos universais.

Contemplamos o outro na diversidade e nas diferenças que por vezes nos separam e que podem unir-nos com esta nova práxis, fazendo-nos próximos e gratuitos.  Desta forma, o outro nos sugere a vivência de um amor sem fronteiras.

E isto só é possível na medida em que a mística é vivida na dimensão missionária no nosso cotidiano. É ela que torna a verdadeira à ação em nossa humanidade. Podemos então dizer que a mística missionária é o encontro do Humano com o Divino, do Divino com o Humano, e é neste encontro que a missão acontece, é nele que se fazem os discípulos e discípulas, onde se desenvolve a espiritualidade missionária e os grandes testemunhos acontecem.

Dom Eduardo Rocha Quintella

Bispo Diocese Belo Horizonte

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