sexta-feira, 12 de abril de 2013



Vejam Programa São José Esposo de Maria (Liturgia Diária) da Diocese de Belo Horizonte Com o Seu Bispo Diocesano: Dom Eduardo Rocha Quintella

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Liturgia Diária - Dia 13/04/2013





A Páscoa é a Complementação da Encarnação

06/04/2013
O mistério da Páscoa, que quer dizer: passagem é um mistério fundamental para a nossa vida de cristãos. A Páscoa culmina na ressurreição, mas começa na paixão e morte de Jesus. É esta passagem de Jesus para a ressurreição que assenta a nossa salvação. É em Jesus ressuscitado que somos salvos da morte, porque com Ele ressuscitaremos um dia. Mas para lá chegar está antes à paixão.
 A Páscoa é a complementação da Encarnação. É a finalidade da vinda de Cristo. Que após a ressurreição esteve com os Apóstolos apenas durante um curto período e logo subiu ao céu. É o início de um novo tempo, o da Igreja de Cristo animada pelo Espírito Santo, que caminha para o fim dos tempos da segunda e definitiva vinda de Cristo.
Foi pela Ressurreição que Jesus glorificado derramou em pentecostes sobre a Igreja nascente o Espírito Santo que prometera, e que permanece conosco. Proporcionando o encontro pessoal de cada um de nós com Deus, em Jesus Cristo.
Na ressurreição, Jesus é constituído como verdadeiro messias, ou seja, como aquele que verdadeiramente traz a salvação para os homens, o mesmo é dizer, como aquele que possibilita o verdadeiro encontro com Deus.
Mas isto só pode ser uma realidade porque a própria humanidade de Jesus foi glorificada; porque a humanidade de Jesus acolheu totalmente a ação glorificadora de Deus sobre ela. o fundamento real constitutivo de Jesus como Cristo é a ressurreição. Esse é o instante definitivamente esclarecedor, mesmo para Jesus, da sua filiação como Filho.
 Assim se pode compreender que é no nosso encontro com Jesus ressuscitado (incorporação, comunhão) que podemos ser salvos. Pelo batismo do Espírito Santo (que é o Espírito de Jesus), e alimentado pela Eucaristia, somos incorporados em Cristo, no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja; e tudo fica espiritualmente mais claro para a nossa fé.
Mas se a Ressurreição de Jesus Cristo nos é oferecida como salvação e nossa ressurreição na incorporação em Cristo, pelo batismo do Espírito que Cristo nos prometeu e depois derramou em Pentecostes permanente na Igreja, isso não deixa de ser também para nós uma passagem, que começa na conversão e continua na passagem que é a nossa própria paixão.
Por isso celebramos a Quaresma e depois a Páscoa. Por isso comungamos o Corpo, mas também o Sangue de Cristo. Podemos começar pelo Corpo e pela Páscoa de Cristo, porque tal já nos foi ganho; mas não ficamos dispensados de nos associarmos à sua Paixão com a nossa paixão, ao seu sangue com o nosso sangue, isto é, com a nossa renúncia e o nosso abandono, que é verdadeiramente o nosso sacrifício e a nossa morte humana.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte




A Ressurreição nossa de cada dia

11/04/2013
Dentro deste tempo pascal que estamos experimentando liturgicamente em nossas comunidades cristãs. É importante esclarecer que as narrações das aparições do Ressuscitado querem expressar a vivência da ressurreição que a comunidade primitiva fez.
Hoje somos chamados a experimentar e viver. Por isso, não estamos falando de relatos de fatos senão da narração da experiência que a comunidade fez do Ressuscitado e a expressou utilizando os recursos religiosos, literários, culturais que a época lhe proporcionava.
Entrando no contexto, notamos que alguns integrantes da comunidade estão reunidos à margem do mar de Tiberíades. Não estão todos, só sete, talvez o evangelista queira fazer referência à dispersão que sofreu a comunidade depois da paixão.
As palavras de Pedro: Eu vou pescar situam-nos na condição cotidiana que tinham os discípulos antes do encontro com Jesus: pescadores. A narrativa deixa claro que naquela noite não pescaram nada.
Mas é nessa cotidianidade marcada pelo cansaço de um trabalho infecundo, pelo fracasso, que vai surgir algo novo. Pela ação criadora de Deus que ressuscita seu Filho, porque é um Deus de vivos e não de mortos, como afirma o novo Testamento.
Ele também ensina o caráter pessoal de quem ressuscita a comunhão plena com Deus não dissolve a pessoa antes que ela alcança sua plena identidade, ou seja, quem ressuscita é Jesus de Nazaré e nele toda a humanidade.
A fé na ressurreição do Antigo Testamento é o primeiro recurso que os discípulos e discípulas de Jesus têm para acreditar na sua ressurreição. Foi também sem dúvida a fé que alimentou ao mesmo Jesus, e que marcou sua vida e morte.
É nesse contexto que o Espírito Santo começa a acordar a fé dos primeiros discipulos e discpulas de Jesus. Sentindo ainda a dor pela perda do Mestre, mas alicerçados na sua tradição religiosa, dão-se conta que uma pessoa que viveu como Jesus, não pode permanecer na morte.
Seus olhos começam a abrir-se e vão descobrindo a vida, onde antes havia morte, esperança onde havia desesperança, frutos onde reinava a esterilidade.
O Senhor morto e desaparecido de visibilidade histórica, fez-se para eles presença viva e pessoal, reafirmando a sua fé e transformando a sua vida. Sim, Jesus está vivo e presente no meio da comunidade, Deus o ressuscitou.
O texto nos narra este caminho de fé, que hoje somos convidados a percorrer. O evangelho, testemunho da experiência de fé da primeira comunidade, é nossa fonte para descobrir na simplicidade de nossa vida diária a Presença viva e atuante de Jesus Ressuscitado. É o tempo de um novo pentecostes em nossas comunidades. O cristo ressurreto vive e reina no meio de nós.
Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quinta-feira, 11 de abril de 2013



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Liturgia Diária - Dia 12/04/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013



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Liturgia Diária - Dia 11/04/2013



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Liturgia Diária - Dia 10/04/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013



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Liturgia Diária - Dia 09/04/2013


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Liturgia Diária - Dia 08/04/2013




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