terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Terceiro Domingo do Advento


Não há melhor maneira de se viver o Advento 
que se unindo a Maria.

Este terceiro domingo do advento é também chamado de Domingo da Alegria (gaudete). É chamado de Gaudete devido à primeira palavra da antífona de entrada da Missa: gaudete (alegrai-vos), na qual se traduz a alegria pela vinda do salvador e redentor do gênero humano.

Em vez da cor roxa, própria do Advento, os presbíteros podem usar neste dia as vestes litúrgicas de cor rósea. As flores e os cantos indicam o caráter festivo, antecipatório da alegria do Natal que se aproxima.

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se preparou para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira.

Nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver e agir.

Os cristãos devem viver com alegria este período de advento, apesar de saber que o Natal ainda não chegou. Os cristãos estão arraigados no presente, mas de olhar no futuro, que sempre deve ser fonte de alegria.

E não por causa dos homens, mas por causa da ação misteriosa e eficaz do Espírito Santo na história dos homens. O progresso científico, afinal, e mais ainda o progresso moral da humanidade, apesar da sua ambivalência e deficiência, contribuiu de alguma forma para o reinado de Deus no tempo e na vida dos homens.

Precisamos olhar com mais atenção o nosso mundo, para perceber que em meio a tanta dor e morte, a tanta violência e injustiça, ainda nascem e crescem e se multiplicam por toda parte ações que contribuem para a construção da paz, do amor, da ternura, de partilha, de solidariedade.

Precisamos redescobrir o que de bom e belo existe nas pessoas. Tantas são as iniciativas a favor da vida. Vamos apoiá-las e divulgá-las mais.



+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

domingo, 4 de dezembro de 2011

DOMINGO DIA DO SENHOR


Da Eucaristia brotou ao longo dos séculos 
um imenso caudal de caridade, 
de participação nas dificuldades dos outros, 
de amor e de justiça.

O Domingo significou, ao longo da vida da Igreja, o momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado. É necessário que os cristãos experimentem que não seguem um personagem da história passada, senão o Cristo vivo, presente no hoje e no agora de suas vidas.

Ele é o Vivente que caminha ao nosso lado, descobrindo-nos o sentido dos acontecimentos, da dor e da morte, da alegria e da festa, entrando em nossas casas e permanecendo nelas, alimentando-nos com o Pão que dá a vida.

O encontro com Cristo na Eucaristia suscita o compromisso da evangelização e o impulso à solidariedade; desperta no cristão o forte desejo de anunciar o Evangelho e testemunhá-lo na sociedade para que ela seja mais justa e humana.

Da Eucaristia brotou ao longo dos séculos um imenso caudal de caridade, de participação nas dificuldades dos outros, de amor e de justiça. Só da Eucaristia brotará o amor, que transformará a nossa vida num oceano de amor.

A participação nos mistérios do Senhor nos leva a amar desde agora o que é do céu. O acolhimento da Palavra e a comunhão sacramental nos capacitam para o discernimento entre as efêmeras realidades terrenas que passam, daquelas realidades que são bens eternos, nas quais deve estar depositada a nossa esperança.

O sacramento da Eucaristia nos purifica dos pecados, pois nos dá o penhor da redenção eterna. A refeição sagrada nos prepara e torna dignos não só para celebrar as festividades natalinas, memorial da primeira vinda do Senhor, mas também para participarmos do banquete da vida eterna, na grande festa da salvação, quando nos será dado receber o prêmio e colher com alegria os dons eternos.

Por isso, o preceito dominical que a Igreja tem, pedindo que todos participem da celebração eucarística, é fonte de liberdade autêntica, pois poderemos viver cada um dos outros dias segundo o que celebramos no dia do Senhor.

A vida de fé corre perigo quando se deixa de sentir desejo de participar na celebração eucarística em que se faz memória do mistério pascal.

A participação na assembléia litúrgica dominical, ao lado de todos os irmãos e irmãs com os quais se forma um só corpo em Cristo Jesus, é exigida pela consciência cristã e simultaneamente educa a consciência cristã.

Perder o sentido do Domingo como dia do Senhor que deve ser santificado é sintoma duma perda do sentido autêntico da liberdade cristã, a liberdade dos filhos de Deus.





+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

A Metanóia de Cristo

Nunca se faz uma conversão uma vez para sempre.


A conversão tem que se tornar algo que faz descobrir que Deus é a cada dia uma novidade surpreendente e ainda que permita que as outras pessoas, com as quais me relaciono, sejam sempre mais Elas. Deus sempre nos pede a conversão.

E esta se situa não em primeiro lugar no campo moral, mas no campo do pensamento e do ser. A conversão exige uma reformulação do nosso esquema de pensar, de julgar e de viver.

Nunca se faz uma conversão uma vez para sempre, mas todos os dias. O próprio João, que anunciou ao povo, teve necessidade de fazer uma conversão talvez mais profunda do que aquela que ele mesmo exigia dos outros.

Abrir para esta faceta, pessoas e realidades, é descobrir uma faceta nova do rosto de Deus. Porque Deus não muda, o que deve mudar é o nosso modo de ver a Deus. Abandonando preconceitos e suposições.

A conversão não pode ser um processo doloroso, mas uma experiência que liberta. Refletir sobre a conversão é sermos provocado a rever nossos conceitos sobre Deus, sobre as pessoas e sobre nós próprios.

A conversão de cada cristão é um processo lento de assimilação, aprendizado e amadurecimento. E aqueles que hoje são considerados pastores dentro da Igreja correm o mesmo perigo.

Se não procurarem olhar sempre para os apelos de Deus que vem até nós nos fatos sempre novos, examinados à luz da palavra de Deus, chegará para eles o dia em que vão renegar a Igreja que hoje estão ajudando a crescer.




+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

sábado, 3 de dezembro de 2011

Natal


Festa da Esperança!

O nascimento de Jesus teve por objetivo apresentar o amor de Deus aos homens. O novo nascimento que os crentes podem experimentar neste natal, é este amor, derramado em nossos corações.

A tendência natural da enxurrada consumista é nos levar para as lojas, para os agitos, para as cestas recheadas, para as árvores e enfeites, para o Papai Noel e, finalmente, para as festas.

Desse momento ninguém pode escapar. Seria bom que chegássemos neste natal com o coração cheio de alegria e esperança. Natal é festa de esperança. E o que mais o mundo necessita hoje é esperança autêntica.

Temos posto a esperança em coisas erradas. Esperança no progresso humano, no gênio inventivo, no futuro melhor, no poderio militar, na segurança financeira, na eficiência do governo, nos movimentos, nos grandes líderes, nos partidos políticos, nas negociações de paz.

Mas todos têm falhado em nos dar esperança. Temos descoberto que ter esperança em qualquer deles é conhecer desapontamento e finalmente experimentar o desespero.

Precisamos de algo mais que sonhar acordados ou esperar cegamente que tudo dê certo. Precisamos de uma esperança vibrante na dor, coerente no pesar, incansável no quebrantamento de coração, inatacável no desapontamento e imorredoura na pressão da vida.

A verdadeira esperança não advém do planejamento, nem provém da procura da esperança. Ela cresce a partir de duas convicções básicas: que Deus está presente e ausente. É por isso que uma verdadeira experiência do Natal nos traz esperança duradoura.

+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

Mensagem de Natal




O Natal propõe educar-nos para a solidariedade, para a procura do essencial, para o encontro com Deus. O natal também tem que nos arremessar para a experiência solidária e para a partilha fraterna com nossos irmãos, independentemente da sua etnia, cultura ou credo.

Todos têm direito igual ao Natal. Todos têm a mesma necessidade do Natal. Todos precisam do Natal. Que ninguém exclua da mesa da família humana o amor de Deus derramado em nossos corações. O natal. O cristianismo só cumpre verdadeiramente a sua missão se contagiar de amor e esperança a humanidade.

A bem dizer, só existe uma maneira de retribuir, por pouco que seja o maravilhoso presente dado por Deus à humanidade naquela longínqua noite primeira de Natal: procurar viver integralmente os ensinamentos ministrados por Seu Filho, independentemente de como se compõem as formas exteriores dos múltiplos ritos religiosos.

Transformar em vida as palavras do Mestre, e só quem ama o próximo como a si mesmo estará em condições de festejar o Natal da maneira certa: com a alma preenchida de alegria e o coração a transbordar de gratidão.




+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo Diocese Belo Horizonte

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Segundo Domingo do Advento (Mc 1,1-8) – Ano B – 04/12/2011


Endireitai as estradas do Senhor

A liturgia desse segundo domingo do advento nos convida a nos despir dos valores efêmeros e egoístas que muitas vezes nos fascinam, para dar lugar em nós aos valores do Reino de Deus. O Reino de Deus trazido por Jesus só poderá se estabelecer a partir de nossa conversão pessoal, familiar e comunitária.

Se quisermos celebrar a vinda do Senhor e participar do seu Reino, devemos preparar o caminho, mudar o nosso coração. Nesse itinerário, não há espaço para a hipocrisia. Não basta as aparências, apenas dizer que somos cristãos porque recebemos o batismo. A conversão deve ser comprovada pela ação.

Os apelos prementes lançado por João Batista aos que se apresentavam para serem batizados exigia ser acolhido no mais íntimo do coração, onde a conversão deveria dar seus primeiros frutos.

A preparação para acolher o Messias requeria dos crentes reformularem seu modo de pensar e agir (metanóia), cujo sinal seria a predisposição a abandonar o caminho do mal e do pecado para trilhar o caminho do amor e da justiça.

Nós estamos acostumados com o imediatismo e com os valores passageiros, e é neste contexto que a liturgia deste domingo nos convida a dar mais importância aos valores fundamentais que marcam nossa vida para sempre, e construir nossa história nestes valores.

O valor do Batismo, dos Mandamentos, e outros tantos valores evangélicos, envolvem-nos de tal modo, que construiremos o Reino de Deus. Os valores verdadeiros libertam-nos do egoísmo do desejo imediato dele.
Buscar o deserto é proposta litúrgica para que os celebrantes possam encontrar-se consigo mesmo e, avaliando seus caminhos e valores, possam optar pela conversão em vista do discipulado do Evangelho.

Em nossa assembléia litúrgica a voz profética de Isaías e de João, ressoa, animando a nossa vida para a chegada de Cristo que vem. O nosso profetismo inspira-se na esperança de uma nova terra e novo céu, onde reinará para sempre a justiça, de braços dados com a paz.

Ao celebrar a eucaristia experimentamos o já e o ainda não. Anunciamos Senhor a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição e suplicamos: Vinde Senhor Jesus. A eucaristia é antegozo da alegria plena prometida por Cristo.

Na aurora dos novos tempos, foi em Maria que a promessa feita por Deus aos patriarcas e aos profetas se transformou em Dom. Nos nossos, que são os últimos, há-de ser através de cada homem e de cada mulher que viva à maneira de Maria, que Deus apressará a última vinda do seu Filho, e nos dará a graça de alcançarmos à herança do céu, onde, com a criação inteira, cantaremos eternamente a glória do Senhor.

+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

O Valor Cristão do Perdão


O valor cristão do perdão pode aliviar tantas feridas.

O chamado cristão ao perdão faz parte do que é mais radical e nuclear da mensagem evangélica: o amor. Falar do perdão surpreende, mas não é um aspecto distinto ou regional da mensagem evangélica, mas que manifesta o rosto cristão do amor.

A mensagem cristã se aprende. Sem dúvida, aprende-se, a partir da Palavra e do Espírito de Jesus e no âmbito da própria experiência pessoal. Mas precisamente se aprende não como algo raro e sublime que chega a nossa vida como um adendo, mas como a resposta à pergunta que a humanidade se formula e que todos sentimos dentro: qual é a atitude adequada ante os demais e, em concreto, ante os que fazem e nos fazem mal.

O mundo está marcado por conflitos em todos os níveis: o valor cristão do perdão pode aliviar tantas feridas. Situemos a mensagem cristã sobre o amor que perdoa. Não é só uma palavra proposta a algumas pessoas que sofrem. É a revelação de Deus Pai a uma humanidade marcada pelo ódio, a confrontação e a vingança, há dois mil anos, e hoje também. Deus revela seu chamado a um amor que perdoa, não para aliviar, mas para resolver, como salvação de nossa violência humana por caminhos de paz e de reconciliação.

O perdão é a opção cristã perante um mundo tão desumano. De todas maneiras, os homens podem ignorar este chamado; os conflitos continuam aí e de fato são muito graves. Metidos neste mundo tão violento, a atitude de perdão está chamada a criar âmbitos de humanidade, a recuperar relações que talvez já foram quebradas, aliviando assim feridas muito profundas.

Saber perdoar é uma arte do espírito. Comporta, como mínimo, duas coisas. Uma é aceitar e entender o agressor. Isto não significa justificar algo que pode ser terrível; significa não derivar a experiência da agressão em ódio ao agressor, mas em entender o que faz o mal como pessoa, inclusive em sua malícia. A segunda é ainda mais difícil; é entender que a própria vida ou a dos meus entra também no âmbito do mal, que todos navegamos na mesma nave.

Para o Evangelho, perdoar comporta em sua raiz aceitar também o próprio pecado. Ambas as coisas são possíveis só no âmbito de uma experiência, a do perdão de Deus, ao outro e a mim mesmo. Saber-se já perdoado é o único clima que faz o homem capaz de dar estes dois passos; entender o que o mal faz e aceitar as próprias negatividades, sem negá-las.

Nosso mundo moveu-se nos últimos séculos sob o impulso da justiça, e por ela viveu mudanças e revoluções muito profundas, terríveis, cruentas. Hoje olhamos com horror o sofrimento causado pelas guerras e as revoluções do século passado, e as que continuam hoje, em muitas partes do mundo. A justiça é necessária, mas sua exigência pode levar durezas muito desumanas. Talvez hoje possamos entender algo que antes parecia ridículo: a necessidade de misericórdia.

Creio que é próprio de uma grande maturidade entender a sabedoria escondida no binômio justiça e misericórdia, os dois acentos que a experiência cristã descobre no mistério de Deus Pai. Nisto pode viver uma maturidade que antes era muito difícil, e avaliar o entranhável acento divino e humano da misericórdia de Deus.

Faz parte de um dos acentos de nossa pós-modernidade, o desencanto ante o fracasso de muitos grandes projetos, e o recurso a experiências palpáveis, imediatas, quase como um refúgio ante a falta de perspectivas.
Toda nossa sociedade está nesta situação como perante um desafio. Há quem augura a perda cultural de todo sentido. Não creio. Trata-se de aprender de nosso passado e buscar, sem cair de novo nos enganos de sempre.

Hoje soa como luminosa a frase do Evangelho: Quem busca, encontra. Hoje é possível buscar, e há pessoas e grupos, adultos e jovens, que buscam, em meio de todas as crises. É o germe da humanidade nobre e positiva do futuro. A experiência cristã entende que quem busca a luz sobre a vida a encontra; e que toda luz autêntica é reflexão do Evangelho de Jesus.



+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

Advento:


Tempo de Conversão

Advento não é tanto um tempo de penitência, como a Quaresma, mas de preparação para um encontro com o Senhor, no Natal. Não um encontro folclórico e sentimental, mas um real reencontro com Jesus, o Salvador de todos, através dum sério exame da nossa vida, um reconhecimento das nossas falhas e uma real conversão na nossa maneira de pensar e agir, e ainda empecilhos em nossas vidas a um seguimento de Jesus, mais radical e coerente. Quem aceita a sua mensagem terá que mudar radicalmente, isso é, na raiz, a sua vida.

Não adianta ter uma fé teórica, pois é somente pelos atos concretos que cada um mostra a realidade da sua adesão ao projeto de Deus. Hoje nada adianta a gente bradar que é Católico, cristão, membro desse ou daquele movimento ou grupo, se não produzirmos frutos duma verdadeira conversão. A palavra conversão, no grego significa uma radical mudança de mentalidade, Isso somente acontecerá com a graça dele.

Advento pode ser este tempo de graça, pode se tornar tempo oportuno para uma revisão de vida, para descobrir quais são as curvas, montanhas, e pedras que teremos que tirar para que o Senhor realmente possa habitar nos nossos corações. A conversão é processo permanente e urgente, que exige reconhecimento dos nossos pecados, uma vontade de mudar a orientação da nossa vida, e uma abertura para a graça de Deus, que é capaz de fazer maravilhas em nós.

Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho do Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares.

Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc.

Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão. No Evangelho, o próprio Jesus nos confirma que seu retorno glorioso é certo, porém, ninguém sabe o dia e a hora em que isto acontecerá. Por isto mesmo, Ele nos pede que estejamos sempre preparados, vivendo na simplicidade os seus ensinamentos, de modo que ao voltar Ele nos encontre prontos e dignos de entrar na sua glória e participar do banquete celeste.

É em vista deste pedido de Jesus, que a igreja cumprindo a missão que lhe foi confiada pelo Senhor, proporciona-nos todos os anos este tempo de graça e conversão, no qual ela nos conclama ao jejum, à penitência, à oração mais intensa e à prática da caridade para com o próximo carente, de modo que aos poucos, nos conformemos ao Cristo.

Somente percorrendo este caminho, tudo em nós será transformado da morte para a vida e então, Jesus poderá renascer em nossos corações e o natal será a festa da verdadeira alegria cristã.




+Dom Eduardo Rocha Quintella
Bispo  Diocese Belo Horizonte

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